Mensagem para Início de Ano Letivo

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A vida não ficou mais leve, eu que aprendi a carregar o peso com uma dignidade que nasceu do sofrimento.

Dentro de mim ainda vive aquele menino ferido, mas hoje eu o abraço, porque finalmente aprendi que ele também merece amor.

A alma que já foi quebrada aprende a valorizar até o mais breve instante de paz como se fosse eternidade.

Eu não venci a dor eu aprendi a coexistir com ela sem permitir que ela decidisse o meu fim.

Eu aprendi a habitar o desconforto como quem aprende a respirar embaixo d’água, com os pulmões rasgando por dentro, implorando por um ar que nunca vem, enquanto algo escuro e antigo me preenche por completo e, entre o desespero e a asfixia, fui deixando de lutar, até que a dor não apenas me envolveu… ela me consumiu, me refez, e passou a respirar por mim.


- Tiago Scheimann

Não me peça para ser inteiro todos os dias, pois aprendi a amar os meus fragmentos como quem cuida de cacos de vidro que ainda brilham sob o sol, a perfeição é uma mentira bonita, mas a minha imperfeição é a única verdade que me mantém humano e minimamente vivo.

Aprenda a ouvir o que o seu corpo diz quando a sua boca silencia, pois as dores nas costas e o aperto no peito são os gritos de uma alma que se cansou de carregar verdades que não lhe pertencem e pesos que foram colocados ali por mãos alheias e cruéis.

A vida não é sobre esperar a tempestade passar, nem sobre aprender a dançar na chuva como dizem os pôsteres motivacionais; é sobre entender que você é a própria chuva, o trovão e o arco-íris, e que nada disso faz sentido sem o solo firme da sua aceitação.

Aprendi que algumas feridas não cicatrizam por completo. Elas apenas aprendem a coexistir com a minha presença. São hóspedes antigos de uma casa cansada. E eu sigo arrumando os escombros para que ainda seja possível chamar isso de vida.

Tornei-me especialista em esconder tempestades. Aprendi a transformar caos em silêncio e dor em um sorriso suficientemente discreto. Talvez por isso tantos me vejam inteiro. Mal sabem o quanto já naufragou por dentro aquilo que aparenta firmeza.

Aprendi a sobreviver em terrenos áridos, onde o afeto era escasso e o silêncio, regra. Hoje, mesmo diante do amor, a leveza ainda me causa estranhamento, como se meu corpo tivesse desaprendido o descanso.

O tempo não cura tudo. Ele apenas nos ensina a conviver com o que sobrou. Aprendemos a reorganizar os cacos, a dar novos nomes às antigas dores, e a continuar, ainda que incompletos.

Com o tempo, percebi que algumas feridas não cicatrizam, elas apenas aprendem a respirar dentro de nós sem chamar tanta atenção.

Aprendi que algumas almas nascem destinadas à profundidade, e profundidade demais quase sempre vem acompanhada de solidão.

Há tristezas que não pedem consolo, apenas uma cadeira vazia e o respeito de quem aprendeu a ouvir o próprio ruído interno.

Aprendi que a dor não pede licença para existir; ela entra, rearranja a casa e, se eu sobreviver, ainda me obriga a agradecer pela mobília que restou.

Talvez viver seja isso: aprender a caminhar acompanhado pelo próprio enigma, sem exigir que a estrada explique o destino.

A presença sagrada não faz teatro; ela transforma o colapso em caminho, e o caminho em aprendizado.

O sábio aprende grandes lições até mesmo no silêncio. 🤫

# Reflexão 🤔

A mente masculina aprende melhor com imagem interior, observação e prática. 👁️