Mensagem Espírita sobre o Tempo

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Se o tempo passou
Jamais corra atrás
Outro tempo a vida traz
Faça dele tempo de paz
Ria bastante,
Ame a tudo constantemente
E tente ser consequente
Pois, mais importante que o tempo
Sempre será
Aquilo que do tempo a gente faz
Deixa o vento soprar no teu rosto
e sinta o gosto da amora
Colhida na hora e no pé
Pois há dias
Em que a vida é areia quente
Queimando no chão
Do teu peito deserto
Juntando tristeza e alegrias
Amores
Que deram certo ou não
de uma forma ou de outra
Todos se vão
Alguém vai ficar sozinho
Saiba
Que nem tudo na vida
A gente tem
Às vezes
Não temos nada ou ninguém
Faça dívidas
Tenha dúvidas
de vez em quando
Vire a mesa
Nesta vida, só existe uma certeza
O fim da vida um dia vem.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Enquanto o tempo passava
E enquanto eu aprendia
Ria da cara da sorte
Não sentia medo
Nem mesmo da morte
Um dia, então, me enganei
Abandonando aquele escudo
Por pensar que sabia de tudo
Saindo ao mundo
Sem nem mesmo um guarda-chuva
Cara fechada, coração vazio
Sem medo de perder
Por sentir, que tudo já estava perdido
Ontem, eu acordei com medo
e eu o sinto, ainda hoje:
Medo de quebrar cristal,
Medo de perder o que não tenho,
Medo de perder de novo
Tudo que estava perdido
Um novo medo a cada passo
Medo de escrever coisa boba
Medo de morrer num sonho
E não voltar nunca mais
Medo de perder sorrindo
Como naqueles jogos de gincana
A toalha de linho,
A luz na janela,
As xícaras de porcelana
E aquela esperança que eu tinha
Um medo que eu pensei
Que não ia sentir nunca mais
Medo da despedida
Onde a última alegria desta vida
Se vá
Sem nem mesmo olhar pra trás

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Eu me perdi
Faz tempo que eu ando
Perdido na vida
Não me sinto culpado
Este mundo é um grande labirinto
Portanto, estamos perdidos
Sem saber que o melhor que fizemos
Foi o fato de não termos lido
O aviso que havia na entrada
Dizendo que poucos de nós
Vão querer encontrar a saída
Mas um dia, a saída nos encontra, isso é fato
Contra o qual, ninguém pode fazer nada
Mas há sempre a opção
De deixar uma boa risada
Apagando o ruido da dúvida
Que essa vida tem fim
Mas que nada foi perdido à toa.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Tem coisas
Que não tem como dar certo
Algumas delas
Custam um certo tempo
Pra que, no tempo certo
A gente se convença
Que não tinha como dar certo"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Faz tempo que percebi
Que o tempo passa
O que levou um pouco mais de tempo
Foi pra eu ver por onde ele anda
E quanta coisa esse tempo esconde
Porque, por mais dias de Sol que se faça
E por menos que o tempo se feche
E o mato cresça
Por mais tardes que a noite escureça
O tempo passa sim, mas não se mexe
O fato é que passou por mim
Eu sei disso, pois estou aqui
E depois do compromisso
Que eu cumpri com o tempo
Percebi
Que parte disso consiste
Em perceber-lhe a passagem
E manter-se sereno e em paz
Por menos que se conquiste
Porque, por mais que se corra
Não se vence o tempo em seu terreno
Vai-se à frente às vezes
Mas depois ele te passa
E não adianta correr atrás
Eis a lógica do tempo
Ele sempre corre mais
Basta ver a imagem refletida
E depois perceber
Que é um espelho da consciência
E que o tempo
Se esgueira pelo lado escuro
Onde nunca se olha
Fingindo inocência
Talvez, por conveniência
Se pensa que ninguém vê.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

"Sonhei com a simplicidade
Não sei quanto tempo levou
Mas o instante levou
O tempo que a vida leva"

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

De vez em quando
Ainda dá tempo
Escreva mais uma página
Que seja diferente
De tudo que se imagina
Pois vai ser
Você pensa saber viver
Mas ainda não é capaz
De fazer melhor do que a vida
Pode lançar
Um último olhar de gratidão
À página arrancada
Na voz interior
O destino presente
Semana passada
Está feito
E tem sido assim
O pretérito imperfeito
Te desaconselha
A gente não precisa crer
Mas é tão bom acreditar!
Cedo entardece nas nossas vidas
Enquanto se avermelha esse horizonte
À luz do final do dia
Tem sido bem diferente
E de tão diferente
Tem parecido ser
Tão igual, de repente
E é assim que será pra sempre.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Calou-se
A voz do silêncio
Com razão
Pediu ao tempo
Que dissesse
Pois o tempo
Sempre há de falar mais alto
Penso o quão seria bom
Se o incauto aprendesse
A prestar atenção no silêncio.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Um dia
Alguém vai te perguntar
Se soubeste viver a vida
E o que fizeste de teu tempo
Tua senda
Não precisaste
Plantar as flores do campo
Nem pintar estrelas no céu
Ou aquecer o Sol
A tudo encontraste feito
De um jeito tão perfeito
Que a gente o jamais faria
Buscaste sempre
Um defeito ou emenda
Um dia
Alguém há de te perguntar
Por que será que foste tão exigente
No teu dia-a-dia
E ponto
Visto que quando acordavas
Teu dia já estava pronto.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

O que vem a ser a vida
Senão um pedaço
de massa de pão
Que o tempo convida
Não a dividi-la
Mas dá-la de graça
Com a mesma graça recebida
O que vem a ser a vida
Senão breve sopro
Que anima essa massa
E que passa depressa
Tão depressa despedaça
na palma da mão
Que o olhar arredio
Não tem tempo ou espaço
Pra dizer com certeza
Se a viu.
Enquanto isso
Ela passa.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Errante
Da a raiz à semente
Se a semente à raiz
O caminho é igual
Não semelhante
Quando o tempo é o juiz
Por nenhum instante
Ele se fez ausente
Evidente
Que evidência
Teus olhos ocultam
Cega a mente
Desejoso orgulho
Ego orbitante
Cegamente
Organizadamente
Um nome em dourado
Atestando
Emoldurado ignorante
Desconhece
Ao ciclo da semente
Que segue a corrente
Com simplicidade
O caráter se revela
Quando a última porta
For fechada atrás de si
Jamais, somente
Quando alguém o vir
Não pelo preço
Tendo o engodo
Um ornamento
Adereço
Não me esqueço
Que eu
A mim mesmo
Vejo o tempo todo
E não faço
A semente termina
Na semente
Água turva
Se decanta
Cristalina
O céu desaba
O lugar onde é o começo
Invariavelmente
Onde tudo se acaba.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Parece
Que o tempo corroeu
A todos alicerces
Que sustentavam o véu da noite
Chovendo assim
Estrelas
Desde cá, até lá no fim do céu
Que desce aqui pertinho agora
Transparente céu, de linho azul
De vez em quando
As cores azuladas
Não são mais aquelas que azulavam antes
Não são nada
Nem são doces
São do azul nefando
Que esse inverno trouxe
E mesmo as luzes
Lembram mais um lume
Qual se velas tristes fossem
Quando estão pra se apagar
Se encondem
Como aquelas belas flores
Cujos perfumes se esvaíram
Se foram
E só Deus sabe pra onde
E eu olho pro cume do mundo
Relembro, como antes
Tão profundamente desejei
Que as estrelas
Chovessem sobre mim
Jamais que elas caíssem
Como caem assim
Como, enfim, caíram
Durante toda a madrugada fria
Lentas, sonolentas e sem pressa
Amanhece
Fim
Mais um dia começa.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

Quer saber?
O tempo passa tão depressa
Sem que nada aconteça
Sem que se perceba
Que as horas fizeram fila
Organizadas
Caladas
E que cada uma passou sozinha
Isolada
Pela sua vida
Pela minha
Sem dizer nada
Qual se tudo fosse essa mesmice
Lentamente apressada
Que a gente quase que não teve tempo
Pra viver
Uma estrada
Uma porta jamais atendida
Apesar das batidas
Por isso foi só vivendo
Sem ver que o tempo passava
Por isso
Não viu
Não falou
Tampouco ouviu
Quase nada.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

A Lei da Vida.

No rio do tempo
Outra estação
Outra água evaporou
Choveu
Pode ser que fosse tudo a mesma coisa
A mesma água
A mesma causa
O trajeto do rio era o mesmo
A mesma confusão no mesmo leito
Era a vida a prosseguir do mesmo jeito
Sem pressa
E, se doutra vez, quem segue o rio sabe o caminho
À ninguém cabe o direito
Em pôr a culpa no trajeto
A culpa toda cabe ao rio
Que dessa vez não confundiu direito.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠O Tempo.

O tempo é a nossa faculdade
De poder sentir o peso do abstrato
E faz saber que o inexistente existe
Não pelo amor, não pelo olfato
Talvez pelo eriçar, pelo arrepio
A milimétrica estrada
O serenar de toda rebeldia
O vento que a todos circunde
Um velho ribeirão
Que ainda circule ao nosso lado e ninguém veja
O dia a dia
O nada que a tudo esfria
Um bule no fogo apagado
Um deus impiedoso e exigente
Que leva da gente uma imagem de espelho
Nos põe de joelhos...nos tira
Todo sangue, todo riso e toda poesia
Todo mal necessário
A tudo que for fundamental
Mas que não for preciso
Uma alternância inevitável entre calor e frio
É alguém que vemos mais de perto
Quanto maior for a distância
É montanha e desmorona, e que se faz ravina
O vento a varrer as rochas
O rio que não se acumula
O findável que não tem fim
E que é, enfim, a toda graça da vida
Quando o olhar um dia aprende a ver sua medida
Pois não há régua que o meça
É água lenta, sem pressa
Assim é o tempo que se passa.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Toda ela feita só de tempo
Do tempo que transforma a pedra em pó
A vida, ela é composta de momentos
Alegrias, risos e lembranças
Lembranças, como as cartas de um baralho
Confusas, imprecisas
Um par de olhos indecisos
Há sempre um par de olhos
Diferentes da poética cegueira
Diferentes da cegueira
Diferentes da poesia
Um par de olhos céticos
Diante da eternidade
Dessa eterna alternância dos dias
Um par de olhos que se vê no céu
Na escuridão, na solidão da madrugada
Que nos vê quando não podem ser vistos
E que a gente os vê, se não nos vêem
A vida é toda feita de momentos
E um par de olhos, que ela sempre tem.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Eu tenho um coração tão livre
Que tem horas que sinto
Apesar de não saber voar
Ainda dá tempo de aprender
Pois eu tenho a alma solta
E vem do tempo que eu sonhava
Eu tive um tempo de sonhar
Só não consigo te explicar como é se sentir assim
Saber que o tempo é breve
E eu tenho um coração tão leve
Como num circo de domingo à tarde, cujo ingresso é livre
Mas que é preciso um par de asas para entrar
Porque ele voa ao vento
Voa lento e espera uma notícia boa
Mas há momentos em que ele se fecha
Quem quiser sair, ele deixa
Quem não quer entrar, não precisa
Pois a vida é tão breve; um sopro...uma brisa
Leve como a sensação de liberdade
Que não se sabe que tem e deixa ir num medo que sonhou
Não guardo o peso de nenhum segredo
Nem medo de batalha ou de acordar mais cedo
A vida é um folguedo que passa depressa
Um fogo que se apaga
Eu tenho um coração bem livre e só
Isso é tudo que eu tive.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Não me lembro bem que ano era
Tem bem mais que muito tempo
Era só mais outra primavera
Mas setembro tem o dom dessa saudade
Tinha um sapo que cantava à toa
Sua voz tinha o som de piano ou de sanfona
E tinha a sapa, que valsava
E tinha uma canção, que vinha no vento
O sapo era tão vagabundo
Que esperava a balsa pra ganhar o mundo
E tinha a rã, com cheiro doce, de hortelã
Porém, a sapa era do mês de agosto
A marrafona era mulher sem rosto
E eu ainda era criança
Mas o tempo passa e sempre tem setembro
Trazendo essa saudade, essa lembrança
Uma coisa boa, uma verdade que é so minha
E não me lembro muito bem que ano que era
Nem qual idade que eu tinha.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Vejo a estrela cadente
Na viagem que o universo abrange
Pelo tempo que o infinito, se o souber
Há de apenas te dizer que é longe
O lado mais bonito disso tudo
É que a passagem pela minha vida
Só perdura um breve instante
Me convida ao pensamento
Às vezes conclusivo, embora conflitante
Tão confuso quanto o amor baldio e mudo
É dor pra qual não tem remédio
O nada inexistente, ao arrepio do sentido
Se tudo que vejo é o momento presente
A chuva aumenta, lenta e tristemente
Deus alegra a vida, evoca a arte
Parte a luz à esguelha
A cor da rosa em sustenido; vermelha
Espelha o céu no chão
Põe pássaros à telha
Saudade, que morreu de velha
Dizem que foi desde ontem
Não há como o saber nem alcançar
Calou, deixou passar, consente
Estrela, leve em ti
O nosso breve olhar veloz, sem voz
Leve mormente
Nem que morra em alguma neve
Se tens mesmo que partir
Leve esse olhar
Guarda pra ti.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Aproveita o tempo agora
Enquanto o coração chora à toa
Enquanto o fruto cai perto
Olha em volta o teu deserto
Pois nem sempre o vento sopra para o lado certo
Ajeita a vela da vida
O caminho todo é pensamento, é hora boa e passa lenta
O tolo pensa em ser feliz, desorienta
Aproveita a hora triste, enquanto a tristeza é passageira
Molhe as plantas na janela
Escolhe a cor da escuridão futura
Pois nem sempre o vento sopra pro deserto
Corre, enquanto as pernas obedecem
Pise forte as pedras, elas esquecem
Olhe isento as coisas lá do alto
A descida toda é só momento, grite alto
Lá do alto, onde subiste
Deixa o vento carregar a voz
As vozes de todos nós
Tão velozes quanto a vida em direção
A um lugar onde o tempo inexiste.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva