Mensagem de professor para aluno: palavras que transformam e motivam

O seu amor me fez renascer,
o seu amor me deu razão pra viver,
o seu amor me ensinou a crescer,
o seu amor me fez ser alegre.


Mas o seu adeus me fez morrer,
o seu adeus tirou de mim o anseio de viver,
o seu adeus me fez regredir,
o seu adeus me fez desistir,
o seu adeus levou minha felicidade.


E, na verdade,
pra viver sem o seu amor,
eu não tenho capacidade.

Escrevo poemas tristes não por gosto, mas porque aprendi a viver assim, mergulhado em dores silenciosas, em lembranças que não se dissipam, e em uma tristeza que se tornou meu idioma, apenas transmito o que realmente sinto.

Não posso ensinar nada, porque ainda vivo em construção, minhas certezas são andaimes e meu eu, uma casa inacabada.

Já fui engolido pela sombra da depressão, rendido a desistências repetidas, contudo, aprendi seus segredos. Hoje acendo faróis na noite de outros, ofereço a mão que me foi estendida, sei guiar por atalhos do labirinto onde tantas vezes me perdi.

Cair é lição cravada no chão, é a queda que ensina as asas, a colisão que desperta o voo.

Cada queda é mapa sangrado, ferida que ensina, cartografia secreta da superação.

Fui forjado no colapso, moldado pela queda que destruiu tudo em mim. O aprendizado foi a única trilha que restou, e nada além importava. Hoje, ao olhar para trás, choro, não pela queda em si, mas por nunca ter acreditado que eu poderia me erguer.

A escuridão não tem o poder de apagar a sua luz, ela apenas te ensina a acendê-la por conta própria, com muito mais intensidade.

Caí tantas vezes que aprendi a medir a altura do chão. Levantei com precisão, passo a passo. Hoje caminho sem medo do vão.

As noites ensinaram disciplina. Pela manhã, transformei cansaço em obra. Minha rotina é a minha vitória.

Aprendi a olhar o perigo como mapa. Sigo a leitura em passos calculados. O erro virou sinalizador, não sentença.

Aprendi a falar pouco sobre dor, falo mais sobre resultado, minhas mãos contam o resto.⁠

Aprendi que lutar é uma conversa séria, negociei tempo, não feridas, a paz é contrato assinado.

Aprendi a ler riscos e acomodar coragem, não faço da audácia espetáculo, faço cálculo, e assim avanço com segurança.

Aprendi a escolher batalhas com critério, não entro em todas as lutas, seleciono propósito, a economia de guerra poupa forças.

A miséria de ontem virou subsídio, reapliquei o que aprendi em valor, meu capital é a lição aplicada.

O tempo foi meu aliado, não meu algoz, aprendi a esperar com propósito, cada hora teve sua lição.

Minha compaixão brota de ter sofrido, conhecer a dor ensinou a aliviar, dou mãos onde precisei delas

Aprendi a administrar expectativas, diminuí ruído, ampliei ação, o mundo responde ao que se faz.

Já desisti tantas vezes que aprendi o gosto amargo do fim, até perceber que, no fundo, eu já havia desistido até de desistir.