Mensagem de Dor
Amor Peralta
Mesmo um amor sendo peralta, ele remove a saudade, a dor, e outros vazios do coração,
Um amor peralta é vibrante, desprendido, e livre, por isso se torna especial,
Não existe ritual para seguir, ou algum tipo de balança para pesar um amor peralta, ele apenas acontece e vem descendo a ladeira em direção aos nossos corações, como se fosse uma roda gigante desenfreada,
O que faz o amor peralta ser tão apreciado, são seus despropósitos nesta doce arte que é saber amar.
Prefiro Alongar
Terminar um amor causa muita dor, prefiro alongar uma história na espera de capítulos melhores, do que abraçar o fim sem pensar direito,
Um amor é esculpido no coração por meio das nossas necessidades atendidas e importâncias dadas um ao outro,
Como a sutileza de um balé bem executado, com a leveza das nuvens brancas se movendo no céu e com a densidade de um vulcão próximo de erupção, assim desejo expor e receber o tal de amor.
Bem e mal andam lado a lado, amor e ódio andam juntos, como a dor e a felicidade são complementares
A pior dor, é a da perca.
A dor pior que a perca, é a que devemos, temos, e nos vemos obrigados a ter que abrir mão, para não perdermos nós mesmos.
Até onde é possível haver escolhas, sem haver dor?
O bom amor, o melhor amor, é aquele que não obriga você a deixá-lo perder nas memórias e no caminho.
O pior amor é aquele despertado bem e bondoso no início, e como rosa, se transformado em puro espinho, que cada vez corta, e corta, e fere.
Já não sinto dor. Já não sinto mais nada, já não sinto.
Só pergunto onde nos deixamos sermos mal amados, desamados, meio amados.
O amor que ficar, será aquele único que não fira e realmente ame em todos os sentidos das palavras, não apenas em alguns.
Preciso que o amor que fique, não seja tortuoso. Seja amor.
O fim não chegou
A solidão me machuca, á misericórdia não cai do Céu;
A dor é tão grande e sufocante, hoje sou um ser invisível aos olhos da minha amada;
Nossos olhares e nossas mãos já não se encontram mais, o sentimento no ar é de derrota;
Sinto saudade do que nos emocionava, ainda não deixei morrer a minha esperança por um final feliz...
Da Dor ao Amor
Aonde existe o orgulho e a dor, existe a vergonha que expõe as nossas fraquezas e os nossos medos através das lágrimas. Tentar esconder o que estamos sentindo é o meio mais cruel de morrer por dentro. Muitos de nós travamos uma guerra invisível contra a ansiedade na busca desesperada por um tratamento ou pela cura definitiva de um amor que esta desmoronando. Carregar o que não se pode ver e nem tocar é difícil de ser explicado, controlado e esquecido. Depois de tantas tentativas e rascunhos que as vezes parecem não ter fim, nós devemos parar de nos preocupar com o que deu errado e pensar em como fazer da certo, somos capazes de concertar um relacionamento. O jeito mais agradável de costurar um coração ferido e mante-lo feliz é preencher os espaços vazios com as memorias que o alimentem de amor é esquecer as dores que machucam e lutar com as dores que mudam para melhor. Acredite! Ninguém ainda descobriu o quanto você sabe amar.
Enlouquecer
Um coração sem dor, uma reza forte sem choro, ou a gentileza sem pressa. A profundidade as vezes se esconde no vazio.
Enlouquecer é o encontro perfeito entre duas bocas, dois corpos e o conforto dos carinhos.
Um olhar, dois sorrisos e um segredo.
Ruínas da dor
Alicerces enfraquecidos, fugas da realidade,
num castelo aonde eu sou o rei as aparências são o meu melhor disfarce,
um dia agente percebe que é tarde demais para voltar atrás , e então de joelhos choramos em ruínas sobre as nossas próprias decisões,
carrego uma dor que não encontrou um lugar para ser enterrada,
nas brincadeiras a joia vermelha foi tratada como bobo da corte,
sob o sacramento a confissão virou piada, a rosa se encheu de espinhos, a mentira fingiu ser verdade e o romance virou uma mentira.
Dor Crônica
Estou cansado de lutar por coisas que não vão acontecer, luto contra minhas dores, mas na realidade eu sei que jamais vencerei.
Aqui eu ouço os que assim como eu, já caminharam entre a dor e a fé.
Assim como eu, tiveram a infância roubada, mas que ainda à esperança e que persistem.
E a todos os que, mesmo em silêncio, continuam lutando para existir.
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.
Sou prisioneiro dos meus pensamentos.
Dentro da minha mente, a dor se repete em ciclos infinitos, como se cada lembrança fosse uma cela reforçada, sem grade visível, mas impossível de escapar. Tento lutar contra
a voz interna que insiste em rotular cada segundo como tortura, mas percebo que só reconhecendo e acolhendo esses pensamentos posso começar a libertar-me.
A inspiração vem da dor, sempre da dor... Cada gesto de escrita nasce de uma ferida fresca ou de um hematoma emocional, sem essa dor, minha voz se calaria. Reconhecer que só a angústia me impulsiona a criar é aceitar que a beleza de cada frase vem acompanhada do sabor amargo de lembranças que preferiria esquecer.
Ninguém te entenderá, ninguém pode sentir a dor que você sente, às vezes nada é dito, porque você já desistiu de demonstrar e ninguém vê, às vezes viver cansa, percebo que minhas tentativas de explicar meu sofrimento a quem nunca viveu nada semelhante soam vazias, as palavras se perdem no eco de empatia limitada, quando decido silenciar minha dor, sinto que me torno invisível, mas isso acaba salvando-me de perguntas vazias, ainda assim, esse isolamento agrava o cansaço de simplesmente existir.
Carrego uma dor antiga, dessas que não gritam,
apenas sussurram e mesmo o sussurro pesa.
Não desprezo o mundo... Eu apenas temo desmoronar na frente dele.
As notas de Tchaikovsky tocam minha dor, como se conhecessem minhas cicatrizes. No caos da vida, sua música dá forma à angústia e por um instante, ela dança.
Quando o mundo me afunda,
a música clássica me resgata, faz do caos, compasso, da dor, silêncio. Em cada nota,
reencontro o passo que quase perdi.
Sempre fui melancólico, como Chopin. Ele chorava em teclas, eu, em palavras. Sua dor virou partitura, a minha, tinta nos ossos.
Nesse espelho triste, reconheço a linhagem dos que sentem demais
e transformam a dor em arte.
