Mensagem de Dor
(Nosocômio)
Há sangue no chão!
Alguém grita de dor
Outro pede, por favor;
Me ajuda!
No caos da emergência!
Do corpo, uma amputação;
A médica ver que o coração
Ainda bate, ainda pulsa.
Morre o rapaz do corredor
Ninguém o ajudou;
e a culpa?
Há sangue no chão!
Alguém grita de dor
Outro pede, por favor!
Me ajuda.
Nasce um menino na maternidade
De uma menor de idade;
De um abuso.
Na enfermaria o senhor implora por morfina
Pra sua dor que não termina;
Perde a morte.
No ambulatório o senhor soube seu diagnóstico;
Necessita de psicotrópicos;
Ou perdi a calma.
Na pediatria vejo a esperança;
No sorriso da criança!
Quando vai pra casa.
Na ortopedia uma luxação e fratura exposta;
Grita de dor e não suporta!
E desmaia.
No necrotério há um corpo, um mistério!
O perito faz a necropsia.
E a família não entende.
Por que?
Dor e sofrimento não são sinônimos, porém costumam estar associados. A dor e o sofrimento são frutos de uma vontade contrariada.
A dor do mundo é algo muito maior que uma efêmera dor de cotovelo. É a miséria que encontramos na esquina de casa. É a falta de cidadania.
Eu por mim, serei todas. Defenderei a louca e a sábia sensibilidade. Unirei a dor ao amor da saudade. Gritarei no eco do silenciar. O ar e o fogo que queima e espalha sua força. Serei eu, quando eu mesma quiser ser amada. Eu me amo!
Sou flor, rosa que despetala amor. Sou espinho, furo o que me provoca dor. Sou eu mesma, quando tu nada for. ⠀⠀
Ser livre é amar sem sentir dor. É querer e ser o que se sente, sem negar, sem camuflar, sem medir. É transbordar o que sentir e sentir mais por ter o que dar. É como deixar a água seguir o fluxo sem se importar com os obstáculos. É o reflexo no espelho da alma. É olhar pro universo e ser infinito. É nao se limitar no outro, porque nao se estreita. É infidavél. É um estado de ser sem platéia. É consciência. É o despertar. É único. Não oferece vaga em fila, nem distribui senha, muito menos se faz de fortaleza. Amar é abrir mão do ego e se libertar do que impede o amor. Como falar de amor se causa mortis doar sem sentir dor? Amar é renascer.
Altos e baixos.
Vivendo nos extremos.
Sem conseguir encontrar o equilíbrio.
Permanência na dor e o apego a ela, porque se ela se for o que farei sem ela?
O medo é mais forte e latente, é o malvado favorito acorrentado, alimentado, assistido. E o que fazer? Enfrente, em frente.
O retrovisor revela o que vai ficando, é só referência pra seguir; ficou, passou, acabou.
A identidade assume o controle.
A direção aponta o caminho.
A liberdade desfaz o caos.
A compulsão é o afloramento da dor em um movimento repetitivo também de reparação pela dor. Essas repetições causam ainda mais dor.
Sabe família não é tudo,logo vão perguntar porque não, família é amor sentir a dor do outro,saber compreender uns aos outros mas na verdade não é assim é julgamentos demasiados , análise frustradas porque se olhar para o lado tropeça no primeiro obstáculo então somos falhos família teriam que ter mais amor mas não quem é justo
Jurei proteger, mesmo sendo odiado. A justiça que carrego me cobra com dor. A farda é minha honra e minha segunda pele. Defendo quem torce pela minha queda. Sofro, sangro, mas não recuo. Sou o escudo entre o caos e a paz. Minha força vem de Deus, que me protege e me dá forças para vencer o inimigo a cada dia.
H.A.A
Carrego as marcas do racismo e a dor de não ser visto, a saudade da minha mãe e a solidão de quem busca respostas na própria mente. Mas também sinto pulsar a força da reinvenção, o alcance infinito da polimatia, e como aprendi com a Dra. Shaira Zion, o alento da minha - quarkiana, leptônica e bosonica - fé. Faço do meu trauma um testemunho; da minha dor, símbolos; da minha perda, poesia.
Talvez um dia minha tristeza dê dinheiro, o triste disso... é que talvez não esteja mais vivo, mais triste que é isso, é pensar (as-sim) nisso.
Coro das Sombras
Meu suspiro ergue-se como bruma sobre o berço daquele que parte.
Filho da dor, fruto do meu sangue,
ainda lutarás contra o fio que já foi cortado.
Volta, olhos que um dia foram estrelas nos meus,
Volta ao ventre que não dorme —
pois não há sono para quem viu o abismo abrir-se em flor.
A cretina dor
Quando vens, o tempo vai devagar
E eu sei que você mente para si mesmo
Com teus sorrisos fictícios
Você obriga em acreditar que se acostumou
Pra não dever a si mesmo explicações
Porque sua voz não sai mais.
Sem dor, sem rancor
Apaixonado por um amor
Mas que ainda não o encontrou
Viajando eu vou procurando um amor.
