Mensagem de Dor
Isso me atingiu como um trem, fiquei sem palavras
Não tenho nada a dizer, tudo dói
E sei que o amor leva à dor
Mas as lembranças são o nosso mais doce refrão
A um tempo atrás eu dizia que faria o possível e o impossível por ela, que eu daria a minha vida por ela, isso tudo como um ato de amor.
Mas com o tempo eu vi que é muito mais difícil viver por alguém do que morrer por alguém e que é mais difícil ainda viver sem esse alguém que você ama.
Então hoje eu digo que como uma verdadeira prova de amor eu vou viver por ela para que haja chances do nosso amor reflorescer, até porque o amor nunca acaba e se acabar é porque nunca se amou.
“Confessionário luar”
A lua me contou
A lua me contou que não aguenta mais ouvir poemas de amor
Mas o que posso fazer?
Se você foi embora
E este é o sentimento que ficou
Tenho me escondido do sol
Que ferve me pedindo
Para gritar em clamor
Ah, mas eu não vou
Ah, eu não vou
Não vou implorar por teu calor
Por teu colo em desamor
É isso que imagino que sintas
Com a dor
Perdoa-me meu amor
Perdoa-me meu amor
Provavelmente vai doer muito, mas não vai te matar. De pé, soldado, hora de marchar!
(Bill Overbeck)
Se muito do que fazes não te satisfaz, talvez o
problema não esteja na obra, mas sim no obreiro. Já pensastes nisso?
É sempre hora de mudar, recomeçar em novo caminho, criar um novo projeto.
Atire-se a vida sem medo.
Quedas, feridas que marcam, fazem parte do aprendizado pessoal e das suas conquistas.
Eu sei, essa história de vai e vem, também chega ao fim. Por tudo e em tudo a água entorna querendo ou não.
E nos erros dolorosos, descansa em paz ou é atormentado por amor.
Todas as tentativas de ser o salvador ou ser salvo, só se vê quando não existe mais jeito .
O lado paralelo e a visão de cima , muda quando a dor o toca.
Preocupado, cai à tona, por todas mentiras e lágrimas derramadas.
E agora? Silêncio. O coração precisa de descanso, acalentar a alma e respirar profundamente até achar a paz.
O que o coração fala, toca e pede socorro, é a voz da intuição, dos guias espirituais e todo universo conspirando contra. Segue a intuição e da uma pausa.
Memórias de uma historia triste, confusa e cheia de dor.
Mas um recomeço com mais aprendizados e seriedade.
Ah! Cê soubesse o quanto me machuca o quanto me doi o quanto me mata pensaria antes de falar de agir !
Perco a postura
Que, porventura,
Desestrutura.
Que desventura!
Só me tortura,
A essa altura
Já não me atura,
Por tal ternura.
Você me deixa sem ar, e eu nem falo de amor.
Você me deixa sem ar quando me confunde
Você me deixa sem ar quando me engana
Você me deixa sem ar quando diz que me ama.
A raiva, a mágoa, a dor,
Tudo misturado aguardando um leve e singelo sentimento de amor.
Não há amor, não o seu.
Você me deixa sem ar por tentar me domar,
por tentar fazer-me encaixar no seu jeito de pensar
Sou difícil não pelo ser que sou, mas por saber reconhecer meu valor.
Você me deixa sem ar, até quando vou aguentar? Não consigo mais respirar.
A lágrima, a vida, o amor,
Aos poucos você me tirou tudo que restou.
Dizer que sabe o que sinto é blasfêmia.
O momento para cada um é diferente.
Revigoramos ao entender os ciclos.
SONETO ENFERMO
Geme o soneto, enfermo, na tristura
Amargo, sofrente, no acaso padece
Trova assim dura, por que o merece
Ferindo a poética com tanta loucura?
Ó sensação peia, ó teia sem ternura
Se o versar ouvisse a súplice prece
Da emoção, e o leve rimar pudesse
O verso seria o que o alívio procura
Como chora a estrofe no desengano
Escorre pela mão somente o flagelo
Deixando o versejar maldoso, tirano
Sim, é a sorte, num ousado atropelo
E o emocional com sentimental plano
Pondo o cântico em vicioso pesadelo
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 maio de 2023, 16’06” – Araguari, MG
Nos traços da missão da sua luta,
Dirige-se ao prélio o legionário;
Definem da coragem o seu erário
Suas linhas com face resoluta.
E galopa veloz cortando o Tempo,
Do dever sua lança o império vibra:
Densas formas desenham sua fibra,
Que os mares da batalha vai rompendo.
Com o fatal findar da resistência,
Desmonta-se o lanceiro em seu declínio
Nos seus rumos desfeitos de existência.
Em esboços se prostra o paladino:
Ei-la, cavalaria de imponência,
Quebrantada em areias do Destino.
Desvendo, introvertida e tão dolente,
Com o verso, que acorda e nada oculta,
A rosa cuja espada vil se sente
No arrebol das paixões da vida adulta.
Aos grilhões do encanto me condeno
A cultuar, honrado, suas formas,
Admirando da lâmina o veneno
E queimando na dor de suas normas.
Ainda que aflições tenha por lemas,
Manifesta-se a rosa com estima,
Que dos versos se adorna nos dilemas.
Se no segredo o amor rasga e se firma,
Deixe o mundo que fervam os poemas,
De onde revela o mal a triste rima!
Leve a sério os seus compromissos
A primeira impressão é a que fica.
Um trabalho feito com sabedoria
Tende de aliviar a dor do dia a dia.
O que plantamos… colhemos!
Ninguém tem o direito de julgar o outro até ter experimentado todas suas dores que o acometeram a errar.
De todo o meu amor, seja por quem for, que seja tão belo como uma flor.
Que traga alegria e leve a dor.
De todo meu amor, seja por quem for, que seja como uma manhã de primavera e seu frescor.
Que venha, para nunca mais se for.
Os problemas são como memórias tatuadas no cérebro. Ela te aprisionam no passado. Limpe essas imagens com RMDZ. Reprogramar e conectar no agora.
O QUE FUI
O que fui, ficou parado na vida
Meu sorriso aberto, um dia chorou
A saudade de mim, em mim agora atordoa meu ser
O vazio me mata
Caí, e gravemente feri-me
O pesadelo acordou, já não sonho
Na cama vazia eu busco refúgio
Meu chão é meu hoje, não tenho amanhã…
Perdi ilusão
Hoje proclamo o dia da perda, não mais ouço meu grito
A vida é nefasta em mim, não creio em mais nada
A lua apagou lá no alto
O brilho do sol não volta amanhã aquecer meu viver
A cidade é vazia
O veneno não me consola, me isola e me salva do nada
Omitir pra viver, me disseram
Eu não quero
Quero ser livre, quero ser eu, e já não posso
No vento forte caí, queria poder levantar
Bater a poeira e voltar a viver
Mas…Já não posso fazer
O meu tempo foi ontem, o passado levou
Meu espelho já não mais pode me ver
Parti, fui embora de mim
No dia que a ti me dei por inteiro
E hoje por detrás dos trapos em que me escondo
Vivo estou, na letargia do tempo
Tempo que em mim parou
Nas profundezas do pântano
Que todo meu ser mergulhou
Saia da zona de conforto e, desconfortavelmente, lute pelo conforto que tanto deseja alcançar. Isso é mudar, e toda mudança pode provocar dores que, no momento devido, serão revestidas em prazer e alegria.
