Mensagem de Deus

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“O jurista não precisa saber onde Deus está para saber onde a injustiça começa.”

“Talvez a grandeza do Direito esteja em proteger o homem justamente quando Deus é invocado como razão para abandoná-lo.”

“Entre a certeza de Deus e a dúvida dos homens, o Estado deve escolher a liberdade.”

“Onde ninguém pode falar em nome de Deus para retirar a liberdade de outro, o Direito encontrou talvez sua forma mais humana de transcendência.”

Quando Deus deixa de ser uma certeza, a pergunta sobre Deus pode permanecer como uma das mais profundas experiências humanas.

Se Deus não existisse, talvez o homem o tivesse inventado para que o universo não parecesse tão indiferente.

Talvez Deus seja uma pergunta que o universo deixou dentro do homem para que ele jamais deixasse de procurar.

Talvez Deus exista; mas nenhuma certeza humana deveria exigir que o pensamento deixe de perguntar.

A ignorância não é prova da existência de Deus; é apenas o nome que damos ao espaço que ainda não compreendemos.

Uma consciência livre não precisa negar Deus para recusar que alguém fale em Seu nome.

Deus pode ser a resposta que a humanidade inventou para uma pergunta que talvez o universo nunca tenha feito.

Não saber se existe um Deus pode ser intelectualmente mais honesto do que inventar certezas para preencher o silêncio.

O agnóstico não nega Deus; apenas se recusa a transformar o mistério em propriedade da própria certeza.

Talvez Deus exista; talvez o universo seja apenas matéria, tempo e silêncio. Em ambos os casos, nossa certeza é pequena demais para julgar o absoluto.

O agnóstico deixa aberta a porta para Deus, mas não permite que a esperança seja apresentada como prova.

Se Deus existe, minha dúvida não O diminui; se não existe, minha honestidade não precisa inventá-Lo.

O agnóstico não escolhe entre Deus e o nada; escolhe não mentir sobre aquilo que não pode demonstrar.

Entre a certeza de que Deus existe e a certeza de que Deus não existe há um espaço intelectualmente raro: a coragem de suspender o julgamento.

Talvez nossa maior ignorância não seja desconhecer Deus, mas imaginar que já compreendemos suficientemente aquilo que chamamos de Deus.

Não saber se Deus existe não significa saber que Deus não existe; a honestidade começa justamente onde essa diferença é preservada.