Mensagem de Aniversario para um Comediante

Cerca de 333285 frases e pensamentos: Mensagem de Aniversario para um Comediante

Para se executarem grandes coisas, há que viver como se nunca devêssemos morrer.

Alguém a quem prestamos pequenos favores, esperando receber em troca favores maiores.

As desgraças que vigoram os homens probos e virtuosos, enervam e desalentam os maus e viciosos.

Quase todas as monarquias foram instituídas na ignorância das artes e destruídas porque as cultivaram demais.

Quando o interesse é o avaliador dos homens, das coisas e dos eventos, a avaliação é quase sempre imperfeita e pouco exata.

Unir para desunir, fazer para desfazer, edificar para demolir, viver para morrer, eis aqui a sorte e condição de natureza humana.

A opinião que domina é sempre intolerante, ainda quando se recomenda por muito liberal.

É muito provável que a posteridade, para quem tantos apelam, tenha tão pouco juízo como nós e os nossos antepassados.

Desempenhar bem os grandes empregos depende muitas vezes mais das circunstâncias que dos homens.

Ninguém é tão solícito e diligente em requerer empregos, como aqueles que menos os merecem.

O homem que não é indulgente com os outros, ainda não se conhece a si próprio.

Ainda que perdoemos aos maus, a ordem moral não lhes perdoa, e castiga a nossa indulgência.

Há empregos em que é mais fácil ser homem de bem, que parecê-lo ou fazê-lo crer.

É muito difícil, e, em certas circunstâncias, quase impossível, sustentar na vida pública o crédito e conceito que merecemos na vida privada.

O mais vulgar dos absurdos é não aceitarmos os meios para atingirmos aquilo que queremos.

Os homens têm querido dar razão de tudo, para dissimular ou encobrir o seu pouco saber.

Os moços são tão solícitos sobre o seu vestuário, quanto os velhos são negligentes: aqueles atendem mais à moda e à elegância, estes à sua comodidade.

O homem que frequentes vezes se inculca por honrado e probo, dá justos motivos de suspeitar-se que não é tal ou tanto como se recomenda.

Os homens nos parecerão sempre injustos enquanto o forem as pretensões do nosso amor-próprio.

Quando temos muita luz, admiramo-nos pouco; mas, quando ela nos falta, acontece o mesmo.