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Mensagem de Amor Novas

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Mors Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

A clemência dos príncipes não passa muitas vezes de uma política para conquistar o amor dos povos.

Primeiro Amor

Quero voltar ao início de tudo
Encontrar me contigo senhor
Quero rever meus conceitos, valores
Eu Quero reconstruir
Vou regressar ao caminho
Vou ver as primeiras obras senhor

Eu me arrependo senhor,
Me arrependo senhor
Me arrependo senhor

Eu quero voltar
Ao primeiro amor
Ao primeiro amor
Eu quero voltar a Deus

O amor, no seu estado social, talvez não tenha nada razoável senão a sua loucura.

Assim como o amor de Deus é raiz de todas as virtudes, assim o amor-próprio é a de todos os vícios.

O amor cede diante dos negócios. Se queres sair / do amor, entra nos negócios: estarás seguro.

Ovídio
OVÍDIO, Os Remédios do Amor

O amor veemente, o amor apaixonado, por mais perfeito que o queiram pintar, tem sempre intercadências de desalento e de tédio que assassinam a felicidade.

Nunca um amante, por eloquente que seja, crê ter dito o bastante no interesse do seu amor.

O amor agrada mais que o casamento, pelo mesmo motivo que os romances divertem mais que a História.

O amor não é o lamento moribundo de um violino longínquo - é o rangido triunfante das molas da cama.

No amor, a economia dos sentimentos e dos prazeres é a única metafísica apreciável.

O amor deve considerar-se como um grande poema, cujo primeiro canto é o casamento.

O ódio não cessa com o ódio em tempo algum, o ódio cessa com o amor: esta é a lei eterna.

Não há baliza racional para as belas, nem para as horrorosas ilusões, quando o amor as inventa.

Camilo Castelo Branco
BRANCO, C., Amor de Perdição, 1862

De que pode servir ter lido três mil livros,/Quando já velho se é indigno do amor do povo?

Quem não sente qualquer amor, tem de aprender a lisonjear, senão não se arranja.

O amor retorna sempre ao coração nobre / como o pássaro aos ramos da selva; / a natureza não fez o amor antes do coração nobre, / nem o coração nobre antes do amor.

A gente sabe que o amor existe graças aos crimes passionais que a imprensa regista diariamente.

Considera como maior infâmia preferir a vida à honra / e por amor àquela, perder a razão de viver.

Fazer consistir a força do casamento na do amor é desconhecer o espírito desta instituição.