Menina que Existe dentro de Mim
“No entanto, se existe alguma coisa que me motiva a sempre sair na rua e mandar esses sinais sem destinatário, é o fato de eu acreditar nas coincidências absurdas que se escondem por detrás de todas essas esquinas. De alguma forma, lá no fundo, eu sei que vou tropeçar em ti, mais cedo ou mais tarde. Sei que não vai haver distração capaz de tirar o teu olhar do caminho do meu. Algo vai acontecer, e os nossos sinais vão se coincidir, vamos colidir de forma tão violenta que a nossa vibração vai ser uma só. Vamos ressonar, pra todo mundo ouvir e voltar a acreditar que as “melhores pessoas do mundo”, de fato, existem. Aí eu virei aqui pra contar que o destino realmente existe, e que muitas das nossas melhores histórias são escritas a quatro mãos, de olhos fechados, e sem revisão ortográfica. Quando eu digo que o futuro é agora, quero dizer que o final dessa história depende do começo, da primeira linha, da primeira palavra.”
Amanhã é o dia mais distante que existe. Quando já é quase amanhã ele ultrapassa você em 24 horas e te dá novos motivos para adiar o que tinha a fazer.
...existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simples mente uma variação do roubo.
- Quando você mata um homem, está roubando uma vida — disse baba.
- Está roubando da esposa o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai.
- Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade.
- Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça.
- Não há ato mais infame do que roubar, Amir — prosseguiu ele. — Um homem que se apropria do que não é seu, seja uma vida ou uma fatia de naan...
Cuspo nesse homem...
(do livro "O Caçador de Pipas")
Admire a Vida!
Não é porque existe uma árvore doente em seu jardim,
que todas as outras perderam a beleza.
Não existe nada difícil nesta vida. Existe o que sabemos e o que não sabemos. Se não sabemos, aprendemos.
Tudo não passou de um sonho todo tolo e o consolo é perceber que o amanhã existe e que eu posso ser feliz sem me entregar . *-*
O pior amigo, ele existe?
Conheces o teu pior amigo? Ele existe? Se considerares que todo amigo é bom por natureza, que a amizade é coisa boa em essência, a resposta é não.
Mas se já disseste um dia que tens um melhor amigo, estabeleceste um sistema hierárquico.
E, se existe o melhor, existe o pior.
Na hipótese de o pior amigo não existir, o assunto encerra-se por aqui e a crônica termina.
Mas, na hipótese de ele existir, há que conceituá-lo.
Teu pior amigo, só o reconhecerás no momento em que ele a ti se revelar.
Teu pior amigo pode ter sido o teu melhor amigo até um instante atrás; e ter deixado de sê-lo no instante seguinte.
Teu pior amigo nem sempre está consciente da sua condição; e pode achar que te fez um grande bem.
O que vale dizer que podes ser, tu, o pior amigo de outrem.
Teu pior amigo poderá sê-lo também em plena consciência, para atingir objetivos, alheios a ti.
Teu pior amigo se irá valer dos teus erros involuntários para justificar os dele, voluntários.
E, em nome de teus erros, teu pior amigo cometerá novos e novos erros.
Teu pior amigo, tu terás certeza quando ele desvelar-se.
Pois ele apunhalar-te-á não pelas costas, mas pela frente, no coração.
E, quando apunhalar-te, ele o fará em retribuição a um abraço.
Um abraço que deste logo antes.
Antes de ele apunhalar-te.
O estado de pior amigo pode ser transitório, como os estados da matéria, que passa do líquido ao sólido e ao vapor e vice-versa.
De pior poderá reconverter-se em melhor.
Ou saltar para qualquer outro grau de hierarquia de valor absoluto ou de outras escalas (o mais fiel, o mais chato, o mais carinhoso, o vacilante, o inteligente, o "burrão"...).
O pior amigo diferencia-se do inimigo, que é mais sincero em seus propósitos íntimos.
O pior amigo deseja, ou está condenado a, um dia, ignorar o afeto que se encerra entre ele e ti.
O inimigo pode ser generoso. O pior amigo, em seu delito, terá propósito mesquinho.
O pior amigo, ao revelar-se, ajudar-te-á a crescer, por força de uma grande desilusão.
Existe um momento que você não consegue mais explicar pra si mesmo como as coisas funcionam, então você desiste e começa a viver.
De vez em quando choro. É bom chorar. Eu não tenho vergonha, mas em todos os momentos existe a certeza de ter feito uma escolha acertada, de estar caminhando em direção à luz. Não nego nada do que fiz, também não tenho arrependimentos ou mágoas: eu não poderia ter agido de outra maneira — mesmo em relação a você — levando em conta o quanto eu estava confuso naquela época. Também já não tenho aquelas queixas infantis, na base do ‘tudo dá errado pra mim’, ou autopunições como ‘eu sou uma besta, faço tudo errado’. Nada é errado, quando o erro faz parte de uma procura ou de um processo de conhecimento. Gosto de olhar as pedras e os desenhos do vento na superfície da água, gosto de sentir as modificações da luz quando o sol está desaparecendo do outro lado do rio, gosto de sentir o dia se transformando em noite e em dia outra vez, gosto de olhar as crianças brincando no corredor de entrada e das palmeiras que existem no meio da minha rua — gosto de pensar que vou sempre ter olhos para gostar dessas coisas, e por mais sozinho ou triste que eu esteja vou ter sempre esse olhar sobre as coisas. Não sei muito, também não tenho muito, também não quero muito, mas estou aprendendo a respirar o ar das montanhas.
"Não existe nada de completamente errado no mundo, minha filha", disse o seu pai, olhando o relógio.
“Mesmo um relógio parado consegue estar certo duas vezes por dia.”
TERÇA-FEIRA, 21 DE AGOSTO DE 2007
Existe sempre uma coisa Ausente - Caio F.
Paris — Toda vez que chego a Paris tenho um ritual particular. Depois de dormir algumas horas, dou uma espanada no rodenirterceiromundista e vou até Notre-Dame. Acendo vela, rezo, fico olhando a catedral imensa no coração do Ocidente. Sempre penso em Joana d’Arc, heroína dos meus remotos 12 anos; no caminho de Santiago de Compostela, do qual Notre-Dame é o ponto de partida — e em minha mãe, professora de História que, entre tantas coisas mais, me ensinou essa paixão pelo mundo e pelo tempo.
Sempre acontecem coisas quando vou a Notre-Dame. Certa vez, encontrei um conhecido de Porto Alegre que não via pelo menos á2o anos. Outra, chegando de uma temporada penosa numa Londres congelada e aterrorizada por bombas do IRA, na época da Guerra do Golfo, tropecei numa greve de fome de curdos no jardim em frente. Na mais bonita dessas vezes, eu estava tristíssimo. Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”,feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.
Enrolado num capotão da Segunda Guerra, naquela tarde em Notre-Dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. Parei numa vitrina cheia de obras do conde Saint-Germain, me perdi pelos bulevares da le dela Cité. Então sentei num banco do Quai de Bourbon, de costas para o Sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.
Fazia frio, garoava fino sobre o Sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro. Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. Tomei um Calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de Egon Schiele enquanto a frase de Camille assentava aos poucos na cabeça. Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta.
Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente. Três anos depois fui parar em Saint-Nazaire, cidadezinha no estuário do rio Loire, fronteira sul da Bretanha. Lá, escrevi uma novela chamada Bem longe de Marienbad , homenagem mais à canção de Barbara que ao filme de Resnais. Uma tarde saí a caminhar procurando na mente uma epígrafe para o texto. Por “acaso”, fui dar na frente de um centro cultural chamado (oh!) Camille Claudel. Lembrei da agenda antiga, fui remexer papéis. E lá estava aquela frase que eu nem lembrava mais e era, sim, a epígrafe e síntese (quem sabe epitáfio, um dia) não só daquele texto, mas de todos os outros que escrevi até hoje. E do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei.
Pego o metrô, vou conferir. Continua lá, a placa na fachada da casa número 1 do Quai de Bourbon, no mesmo lugar. Quando um dia você vier a Paris, procure. E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.
O Estado de S. Paulo, 3/4/1994
Não existe pessoas fracas e nem fortes, nossos pensamentos faz ver essas duas formas, quando você nasceu esta sujeito de encarar a vida como ela é, a capacidade esta dentro de nós, não tente ser fraco e forte, tente ser apenas o que você é, Deus sabe o que é importante para nós, e nós somos importante para ele.
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