Menina Gente Boa
"A gente gasta muita energia tentando ser impecável e mais energia ainda esperando que os outros sejam. Mas a conta não fecha.
No fim, a gente só descansa quando entende que: quem não espera o perfeito, não se assusta com o homem."
"Às vezes, a gente só precisa de um lembrete gentil de que o caos de hoje raramente é o destino final."
"Às vezes, o silêncio da estrada a pé é o som mais bonito que a gente pode ouvir depois de quilômetros de críticas."
"Se o céu é o destino de gente como você, prefiro não entrar. Pessoas como você transformam qualquer paraíso em inferno."
Um dia a gente acorda e percebe que muita coisa mudou sem fazer barulho.
Algumas pessoas foram embora, outras chegaram.
Certas dores perderam a força, e sonhos que pareciam distantes começaram a fazer sentido.
Tem dias em que isso assusta.
Mas também tem algo bonito em perceber que a vida não pede permissão para seguir — ela simplesmente continua.
Carregamos uma dor insuportável, mas a gente tenta camuflar, sabe! .... Essa dor é o custo de amar o que é eterno enquanto se vive no que é passageiro.
"O silêncio tem uma voz própria, não é? Às vezes, ele grita verdades que a gente passa o dia inteiro tentando abafar com ruído, conversas vazias ou notificações de celular."
"Rir é o melhor remédio, até porque se a gente não rir da tecnologia 'trollando' a gente, a gente chora! No fim, o que importa é a gente não se deixar para trás no meio da correria."
" Eu vejo gente morta
Não no corpo que se perde
Eu vejo gente morta
Na alma que perece
Eu vejo gente morta
Não na falta de pulsar
Eu vejo gente morta
Na ausência do pensar
Eu vejo gente morta
Não na falta de respirar
Eu vejo gente morta
Quando esta deixa de amar"
Abraço: o único aperto que a gente aceita de bom grado na vida. O resumo perfeito de simpatia e bem-querer que recarrega a bateria social de duas pessoas ao mesmo tempo, sem cobrar tarifa de energia.
"A vida é como estar no olho do furacão: a gente
celebra a calmaria, sabendo que é apenas o intervalo para a próxima parede de vento. Mesmo assim, a gente se apega a essa paz, pois ela nos lembra que, um dia, o furacão vai se dissipar de vez e o céu voltará a ser de um azul sem data para acabar."
.entre nós.
Eu não sei o que a gente é agora.
E essa talvez seja a única coisa que ainda me incomoda.
Porque eu sei o que fomos. Sei o que senti. Sei das coisas que você provavelmente já esqueceu e das coisas que eu finjo que esqueci também. Sei exatamente em que momento algumas coisas começaram a mudar, mesmo que nenhum de nós tenha tido coragem de apontar para aquilo e dizer: é aqui.
Mas agora?
Agora eu não sei.
E eu odeio não saber.
Às vezes penso em te mandar alguma coisa completamente idiota. Uma música. Uma piada. Alguma coisa que só faria sentido para nós dois. Aí eu paro.
Porque já não sei se ainda posso.
É engraçado como uma pessoa pode sair da sua rotina sem sair completamente da sua cabeça.
Eu continuo encontrando você em coisas que nem deveriam ter relação com você.
Uma música tocando no aleatório.
Uma rua.
Um horário.
Uma frase que alguém diz e que, por algum motivo absurdo, me faz pensar em você.
E eu fico alguns segundos naquele lugar entre mandar mensagem e respeitar o silêncio.
Quase sempre escolho o silêncio.
Não porque eu não queira falar.
Talvez justamente porque eu queira demais.
Eu acho que parte de mim ainda gostaria de saber como você está. Não por obrigação, nem porque eu esteja procurando uma desculpa para voltar.
Só quero saber.
Você ainda ri daquele jeito?
Ainda faz aquela coisa quando fica nervosa?
Ainda pensa em mim às vezes?
E se pensa...
é com carinho ou com aquela sensação de “ainda bem que acabou”?
Eu não tenho coragem de perguntar.
Então invento respostas.
É mais fácil.
Às vezes imagino que você sente falta.
Às vezes imagino que não sente absolutamente nada.
E, dependendo do dia, acredito nas duas.
Talvez seja isso que reste quando alguma coisa termina sem realmente desaparecer.
Não uma vontade desesperada de voltar.
Só uma curiosidade persistente.
A vontade de saber se aquilo que foi tão grande para mim ocupou algum espaço parecido dentro de você.
E talvez seja por isso que a pergunta continue aqui, mesmo depois de tudo.
Não se a gente vai voltar.
Não se deveria ter sido diferente.
Só se ainda existe alguma coisa entre nós que não precise de um nome tão complicado.
Se ainda dá para conversar sem parecer que estamos invadindo um território proibido.
Se ainda dá para rir de alguma coisa que só nós entenderíamos.
Se, depois de tudo, ainda existe espaço para eu ser alguém na sua vida — mesmo que de um jeito completamente diferente.
Porque talvez eu não esteja procurando a nossa história de volta.
Talvez eu só esteja tentando descobrir se ela realmente acabou em todos os sentidos.
Então eu fico com essa pergunta, meio ridícula, meio sincera, impossível de responder sozinho:
depois de tudo que fomos,
ainda existe um “nós” em algum lugar?
Ou pelo menos...
ainda somos amigos?
Sobre mudanças
Há momentos em que a gente percebe que precisa mudar.
Não porque deixou de ser grato pelo que tem, mas porque finalmente entendeu que gratidão não significa aceitar tudo.
Eu agradeço a Deus pelo trabalho, pelo pão de cada dia, por cada oportunidade e por tudo aquilo que chega às minhas mãos. Mas também aprendi que agradecer não me obriga a permanecer em lugares onde não há respeito, consideração ou dignidade.
Durante muito tempo, talvez eu tenha confundido paciência com tolerância e necessidade com obrigação de suportar.
Hoje, alguma coisa mudou dentro de mim.
Cansei de normalizar aquilo que me machuca. Cansei de justificar o injustificável. Cansei de achar que preciso aceitar menos simplesmente porque um dia tive medo de ficar sem nada.
Eu quero mais.
Mais respeito.
Mais tranquilidade.
Mais reciprocidade.
Mais reconhecimento.
Mais dignidade.
E querer isso não faz de mim uma pessoa ingrata.
Às vezes, Deus não está nos ensinando a suportar mais. Talvez esteja nos dando coragem para reconhecer que determinada situação já cumpriu o seu propósito e que é hora de seguir em frente.
Não sei exatamente como será o próximo capítulo. Mas sei que não quero mais escrever minha história aceitando aquilo que, no fundo, já sei que não me faz bem.
Há uma inquietação em mim.
E, pela primeira vez, não quero silenciá-la.
Talvez ela não seja apenas revolta.
Talvez seja a minha consciência dizendo: você merece mais.
Josy Maria 08/08/2026
Revendo ditados
Um elefante incomoda muita gente.
Um elefante que sempre dá a volta por cima incomoda muito mais.
A gente até tenta escrever a própria história.
Mas, a Dona Vida nos obriga a apagar o escrito da gente.
E seguir o script que ela escreveu...
A vida é uma roda viva.
A gente perde, ganha,
ri, chora,
bate ou apanha.
O importante é fazer
a roda continuar a girar.
E a situação sempre vai mudar.
