Menina Brava
Você pode estar triste, chorando, magoada, brava, chateada e até de TPM, vem aquele seu “melhor amigo” e te tira da fossa. Você passa a tarde com seu melhor amigo, assiste TV, dá gargalhadas de comerciais toscos, quando dá coragem fazem pipoca e o seu dia que era para ser o pior de todo, passa sendo um dos melhores da sua vida. Você chorava por um garoto idiota, que não merece nem mesmo o seu sorriso, ai o seu melhor amigo que te faz sorrir você nem nota... Não nota como ele te olha, não nota como o sorriso dele é sedutor, como o cabelo bagunçado dele dá certo charme ao visual nem um pouco moderno, não nota como sem querer querendo ele trisca na sua mão e quando seu cabelo cai sobre o rosto, ele tira. Gestos simples de amizade, sua melhor amiga poderia fazer isso e você nem ligaria, mas sua melhor amiga não tem hormônios masculinos implorando por um beijo seu, ela não tem um perfume tão bom quanto o que o seu amigo usa. E dias assim você vai juntando na cabeça e no coração, você ouve alguém comentar sobre: “como eles tem química”, ou “ele tá parecendo um bobo”, e você começa a notar as ações dele. E por um tempo se afasta, com medo de estragar a amizade de vocês, dai os dias e as semanas passam. O seu amigo anda triste pelos cantos do colégio, vocês se falam porque o grupo do começo do ano tem sempre que continuar, vocês falam um “oi”, quando passam um pelo outro, você não sabe, mas o seu amigo tá machucado, magoado e triste, e não é por causa de uma garota fútil, é por sua causa. Você Olha da janela do seu quarto, ele saindo da casa dele, que é do outro lado da rua. Ele olha para a direção da sua casa, mas não te vê. Abaixa a cabeça e segue sozinho. Isso te faz sentir uma culpa tão grande, você deita a cabeça no travesseiro e começa a pensar sobre porque isso foi acontecer, era tão perfeita a amizade. Dai a sua melhor amiga te dá conselhos, e você ignora, quase um ano passou e você ainda não teve a coragem de ir lá e falar com ele. É a última semana de aula, e você está menos confusa, venceu aquela barreira, e decidiu, é hoje. No dia da formatura de vocês, você vê ele com outra, de mãos dadas e você reconhece essa outra, é a novata esquisita que você tinha medo. Eles se olham ternamente e a inveja em você é grande. Você continua olhando para eles, sorrisos, beijinhos, um casal quase perfeito para você, porque quem era para estar ali era você e não aquela estranha. Você respira fundo e pensa “eu perdi, e agora foi para sempre” e ai tu volta para casa.
Eu a cinco anos sou apaixonado por uma garota, muito linda, especial, divertida, brava e difícil de impressionar e de conquistar.
Ela diz que não pode ser minha, mas ela demonstra o contrario, sei que ela me ama e ela existe em negar por medo de se entregar!
Eu quero dar todo meu amor a ela, darei minha alma e tudo mais, só te peço uma coisa deixa eu te amar?
Este amor é tão verdadeiro e tão grande que nem sei expressar em palavras, te amo para sempre...
Fábio Eiras.
É pela leveza da pena que se constrói a mais brava armadura. Pois a paz só é possível quando a guerra dos tempos, dos outros, dos loucos não nos atinge. E a minha guerra traz a leve pena afiada de uma paz redobrada.
CIGANA
Cigana dos belos olhos, do lindo corpo, da fala complicada. Segundo ela, uma gata brava, jamais domada. Cigana do beijo gostoso, do belo rosto, ainda não domável, porém amável como uma princesa, de forte rebeldia, e quem sabe um dia, pelo amor seja ela domada, simplesmente por ser amada.
Ela é um tanto quanto chata, reinenta, ranzinza, impaciente, nervosinha e, às vezes, brava, mas quando sorri... esqueço onde estava indo ou voltando, sei que paro e me perco a observar. Seus traços delicados, seu caminhar, sua personalidade, sua forma doce e meiga de falar, de acariciar, de tocar, não a vejo como aquela garota indefesa, chorosa e delicada como pensa que é. Vejo em ti a independência de um coração que quer amar novamente, a inteligência de quem sabe o que quer conquistar, vejo em você o que sempre sonhei ver ao meu lado. O espelho reflete a beleza do teu corpo, mas teus olhos refletem a beleza da tua alma. Teu sorriso reflete a beleza do teu rosto, mas a tua voz reflete a beleza do teu coração. Hoje parei e sorri lembrando de você, não por que suas piadas são engraçadas: pois não são, mas porque meu coração pulsa mais forte, meus lábios se moldam em sorriso, meus pensamentos se lançam em paz, meu peito se aperta em saudade. Vejo suas imperfeições, suas manias, teus medos, defeitos e é assim com todas elas que vejo você cada dia mais linda, mais apaixonante, mais incrível, talvez aquilo que tanto quer mudar seja o que mais gosto em você. Tenha calma, ame-se como você é, aceite-se, pois foi assim que te conheci e é assim que quero que seja... que seja você mesma!
"Mulher é mesmo interessante, mesmo brava é linda mesmo alegre chora, mesmo tímida, comemora, mesmo apaixonada ignora, mesmo frágil é poderosa."
(Angela Cavalcanti)
Toda mulher é uma guerreira, que encara lutas diárias sem perder a delicadeza. Símbolo de amor e perseverança. Minha homenagem hoje vai para as mulheres da minha vida: minha Mãe, que me concedeu a vida com muita delicadeza e amor; minha avó, que me educou e transformou no homem que eu sou; minha tia, que, com todo seu carinho, me guiou por toda minha infância e juventude; e a minha esposa, que me acolhe todos os dias, me conforta com seu amor... Admiro muito e respeito muito vocês, não somente hoje no dia de vocês, mas todos os dias estarei levando vocês dentro do meu peito. Que este dia dedicado a vocês, mulheres, seja apenas um dos milhares de dias abençoados que vocês merecem.
Parabéns pelo dia de vocês, essa é minha homenagem a vocês, que geram vidas e com sua força, delicadeza e sabedoria ajudam a transformar o dia a dia em algo encantador.
olha ai hein não fique falando merda de mim porque você não vai querer ver a alerquina brava aqui não hahaha
Homem que tem mulher brava acaba sendo paciente. Pra isso, faça um convênio, porque ser paciente em hospital particular custa muito caro.
Todo homem cabra macho
Gosta da fama de durão
Mas quando a dama é mais brava
Ele a deixa domar seu coração
Os dias nos contam da largueza que há que se ter no passo, da firmeza clara e brava do ato, do viver paraquedista da emoção nascida...
Nos dizem do horizonte sem tangentes tardias e cinzas que há de se vestir o olhar.
Sei que tu é chata das quebradas do Rio de Janeiro
Sei que tu é brava, invocada no puro veneno
Só não amassa minha roupa ou meu tênis caro
Se eu te amo, é fato; melhor sozinho, claro
Quando perco uma amizade não fico brava pela sua falsidade me entristeço por ter sido só eu a amiga de verdade.
Heroica Desistência
Demétrio Sena - Magé
Algumas vezes não luto. Cedo e me acomodo bravamente. Foi o que fiz há mais de vinte anos, com a implosão do meu organismo, em razão da ausência do sistema linfatico, ao ser conduzido a um hospital, quase na certeza de morrer: tinha desenvolvido uma septicemia. Septicemia é quase sentença de morte. Lembro-me do meu coma semiconsciente, quando só eu sabia que estava semiconsciente: não orei, não recorri a nenhuma fé, não pensei nas pregações religiosas que sempre ouvi, e sequer passou pela minha cabeça qualquer temor do suposto inferno, profano que sou. Só me deixei. A minha condição de saúde lutando contra mim, sem ter a menor das resistências, de minha parte.
Dias após, ocorre o que chamariam de milagre, se eu fosse um "homem de Deus", ou de "Deus, pátria e família", e minha família tivesse reunido "oradores" ao meu redor. Naqueles anos, ainda era permitido que grupos religiosos fossem aos hospitais oprimir doentes, ameaçar com o inferno, caso morressem "sem salvação". Abusar da fragilidade e da "paciência" do paciente, para impor-lhe uma fé cristã. Cruzadas hospitalares do medo e das "ameaças santas".
Depois de muito não lutar e assim mesmo voltar para casa, percebi que os medicamentos tratavam minha patologia, mas me deixavam inerte, sem força e ânimo. Mais uma vez resolvi deixar estar e abrir mão dos medicamentos, mesmo crendo na ciência e na medicina, porque afinal, não sou bolsonarista. Só tomei a decisão de arriscar viver menos, com mais qualidade de vida. Não "preguei" minha decisão que parecia negacionismo. Só fiz uma escolha perigosa, em situação única; muito pessoal. Sem influenciar um possivel coletivo com teorias maciças da conspiração.
Como a perna esquerda parecesse representar perigo a todo o organismo, logo veio a tentativa do médico, de cortá-la, porque com ela, eu morreria em seis meses. Tudo havia implodido entre ela e a virilha, onde ainda está minha bomba-relógio. Demorada bomba-relógio, que não decide o que fazer. Como estava consciente, não permiti. O médico não mentiu; apenas calculou mal: por pouco a minha "brava desistência" não "me levou", mas algo se acomodou dentro de mim, tanto quanto eu. Ainda estou vivo. "Ainda estou aqui". Caminho longas distâncias, pedalo e ainda faço uma ginástica mequetréfi diária, não por músculos (realmente não os tenho), mas por manutenção.
Vivo como se a vida fosse companheira fiel; não a coisa traiçoeira que me deixa solto em um labirinto. E nesta vida, faço tudo sem disputa: sou um escritor que não busca fama e troféus; trabalhador que não deseja ser destaque; cidadão que já rejeitou comenda municipal (título de cidadania), porque nada disso me completa. Só me completa o fazer. A chance de levar meus feitos aos olhos de quem aprecia. Quem aprecia de verdade; não finge uma vez a cada quatro anos. Ombradas e rasteiras? Exclusões? Enfrento muitas e nada faço; sigo meu caminho, bravamente acomodado com o que sou, quem sou, e com o que acredito. Minha fé é na vida e nos seres humanos que restam da maioria. Tem muita gente boa no mundo.
Perfeito? Longe de ser perfeito.Tenho fama de mau, esquisitices que ninguém intui, como acho inteiramente normais, práticas que o moralismo abomina. Mas tudo isso de mim para mim mesmo. Zero maldade contra o próximo. Zero trama para "me dar bem" às custas do outro. Zero preconceito, zero separarismo, vingança e qualquer farsa para me mostrar melhor do que sou. Se você não acredita, zero preocupação. Desisto heroicamente. De você.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Ela é pequena e brava.
Às vezes parece que dendê corre nas veias.
Em outras, é leve e doce feito mel.
Mel da cor dos olhos que dei sem perceber.
Índia pequena.
Moça maluca.
Imprevisível, difícil de decifrar.
Em outra época, eu te daria o mar e o mundo. 🌊
Hoje não.
Hoje aprendi a fazer algo mais raro:
ficar.
Observar.
Sem posse.
Sem pressa.
Sem promessa.
Ela é brava, temperamental, sabe o que quer, não se diminui para caber no mundo de ninguém, em seu dia mais sublime, o estado alterado de consciência à revela, fêmea selvagem, das que encantam e assustam....
Ela anda como quem não pede licença
e fala como quem já decidiu não agradar.
Quando entra em silêncio, o ar muda.
Quando sorri, não é promessa, é aviso.
Não se explica.
Não se desculpa por ser intensa.
Carrega cicatrizes como medalhas discretas
e desejo como fogo que não pede permissão para existir.
Tem algo de antigo nela,
uma memória de mata fechada,
de lua cheia observando de longe,
de quem sabe fugir e sabe ficar,
mas só fica se for inteiro.
Encanta porque é viva.
Assusta porque não se dobra.
E quem chega perto
precisa entender uma coisa simples e dura:
ela não é para ser domada,
é para ser respeitada.
Se tentar menos que isso,
ela vira vento
e some sem olhar pra trás.
E agora José, o carnaval acabou, o dinheiro foi-se embora, a ressaca tá brava e as contas como pagá-las?...
