Menina Boa
Comprei um jogo de tabuleiro pra minha filha porque ela ainda é criança! Ela, gente boa como é, desceu e levou pro play pra jogar com outras crianças. Elas foram aparecendo, fazendo a roda e um deles sentou com um iPad na mão. Valentina perguntou: “ei, você que tá também aqui com o tablet! Quer jogar meu jogo novo que meu pai me deu?!” E o garoto respondeu: “não não, só estou sentado vendo, porque não jogo jogo idiota, estou jogando no meu iPad!” Bom, percebi que Valentina ficou com o olho cheio de água olhando o iPad e o tabuleiro. Apesar da vontade de espatifar a cabeça dele no fundo da piscina e não deixar nunca mais respirar, não me meti porque o papel do pai é preparar os filhos pro mundo. Hoje foi a primeira vez na vida que eu senti essa sensação como pai, e na hora que eu segurei pra não me meter, entendi como era doloroso pro meu pai me falar lá atrás que a vida ia me machucar pra eu entender. Tudo fez sentido agora. Eu fiquei de longe observando como ela iria lidar com isso e pensando no meu pai. As outras crianças entraram no jogo do tabuleiro. Quando acabou eu sugeri brincar de monstro, eu seria o monstro, e correria atrás das crianças. Foi quando o menino levantou e gritou: “hei gente, eu corro muito mais rápido do que o monstro, eu vou participar.” Foi quando Valentina disse: “pai, ele não pode participar”. Respondi: “ por qual motivo filha!?” E ela respondeu: porque a gente não brinca com criança idiota pai”. E aí vem a vida: o menino gritou que ia brincar sim, e olhou pra mim, eu fiquei em silêncio da mesma maneira que fiquei em silêncio quando foi dele pra ela. Não me meti no fora que ele deu nela, sofri, e não me meteria também no que ela deu nele. Ali pensei em acabar com isso e colocar ele na brincadeira a força pra ela aprender a ser superior. Mas ela talvez não entenderia e seria muito injusto, não gostaria que meu pai fizesse isso comigo. Resultado, mais uma vez observei calado, deixei que a vida e os dois resolvessem no meio da garotada todo impasse entre os dois. Resultado: o menino gritou que ia participar sim e me olhou mais uma vez, e eu fingi que não era comigo; ele, por sua vez, saiu chorando, pois as outras crianças mandaram ele ficar com o iPad sem Valentina dizer mais nada e disseram que não queriam brincar com ele. Raivoso e mimado como deve ser, foi embora chorando e tropeçou, o iPad caiu no chão e quebrou a tela, rachou! E aí vem Valentina e diz depois de cinco horas lanchando, quando eu nem mais lembrava disso: “Pai, estou muito feliz!” E eu: “Como assim filha!?” E ela: “você não viu papai, Deus ficou do meu lado hoje.” Agora vem um desafio pro pai pra amanhã: ensinar que o senso de justiça traz felicidade, mas que o de vingança não. E que amanhã os dois podem brincar normalmente. Que é um novo dia. Nossa, ser pai é um desafio incrível! O mais difícil da minha vida. É muita responsabilidade. Não a financeira, mas a ética, cívica e moral. Não podemos falhar. Às vezes entro em crise de preocupação. A vida é muito difícil, muito dura. E assim também será com ela, que eu tanto amo. Que sentimento esse que a gente não esquece um minuto do dia: preocupação eterna com os filhos. É real.
Cheguei na fase do silêncio. As pessoas querem muito falar e pouco ouvir. Uma boa oportunidade para conversar com o espelho e escrever um livro.(Walter Sasso)
Nada melhor que uma boa dose de ânimo para começar mais um dia, fácil não vai ser mais, será único. Então dê o seu melhor!
Nunca negligencie seus treinos, independente das barreiras, uma boa dose de endorfina é serotonina, sempre bem-vinda 😉!
O seu Cupido sempre aprontando. Faz a gente acreditar que acertou a flecha e, de boa fé, acreditamos. Passa o tempo, vai passando e passa até o dia que a verdade surge nua, crua, soberana e cruel. Descobrimos que fomos vítimas de um estelionato do baixinho alado. Caramba! até na mitologia???
Uma meiga brisa no rosto, o verde da terra, o mar no horizonte, uma boa companhia e ainda reclama da vida?
Quando o passado virou presente e o presente virou futuro, uma boa alma quebrou a distância, lembrou de você e enviou uma mensagem compartilhando a música de sugestivo título: “Dias Melhores” de Jota Quest. Sendo “Dias Melhores”, é esperança; e sendo esperança, mora no futuro; e morando no futuro, não morreu.
‘Sei lá’, ‘não sei’, ‘deixe rolar’, ‘de boa’, ‘não tô nem aí’, ‘tanto faz’, ‘vamos que vamos’; e ‘deixa a vida me levar’, são expressões importantes a serem lembradas e observadas na descompressão dos conturbados e complicados dias de hoje.
PRECE
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tenha fé em gente;
nessa boa semente
que brota e cresce...
que semeia-se agora;
desfruta-se além...
Não apresse a prece,
a ação nem a hora
para hoje; amém.
CULTO À PREGUIÇA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Vida boa de olhar deste meu canto;
deste mundo ao alcance dos meus pés;
desses braços de chão arborizado
e das tiras de manto entre a folhagem...
Vida fácil de alguém que se acomoda
com a simples riqueza de um quintal,
muita sombra, o cachorro do vizinho
e a moda longínqua de viola...
Mundo bom de sentir numa saudade
que não é de ninguém ou tempo algum,
só invade a magia de sonhar...
Corajosa viagem da preguiça
que se doa e veleja tempo afora
ou enguiça e se perde por prazer...
ESTADOS MUNIDOS
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Roraima despista,
mas bem que se orgulha
da Boa Vista...
Quanto ao mais,
há um Belo Horizonte
nas Minas Gerais.
Se por sorte,
todo dia é Natal
no Rio Grande do Norte,
seja lá como for,
a Bahia está salva
por ter Salvador...
Entretanto,
quem tem mesmo a Vitória
é o Espírito Santo.
CIDADÃO ÍNTIMO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Não me privo de uma boa trama televisiva, quando há, só porque um sujeito me disse, depois que alguém lhe disse após ouvir de outro alguém, que novela emburrece. Nem procuro em outra emissora, o telejornal recomendado por quem desqualifica o daquela, que o desagrada, só porque desagrada ao grupo que ele segue, mas que não é menos corporativa, manipuladora nem politicopartidária, pouco importa para que lado atue.
Livre como sempre fui, posso ver o programa que desejo, no canal que desejo, e saberei desprezar o que fere meus princípios; não os de quem procura depositar na minha conta os seus interesses; ideologias; rejeiçoes; despeitos. Do folhetim ao futebol, do noticiário ao reality show, do filme ao programa de auditório, nada me prende nem assusta. Sei muito bem discernir por minha conta o que será proveitoso, relevante ou não.
No dia em que eu não tiver o controle nem do controle remoto do meu televisor, aí sim; não serei o cidadão pleno que o militante raivoso e pré-moldado se diz, mas está longe; muito longe de ser.
SIMPLESMENTE GENTE
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Se tiver boa índole, pode vir. Fale certo, com vícios ou tudo errado. Tenha qualquer cor, textura, seja transparente. Escreva bem, vulgarmente ou nem saiba escrever.
Você pode me chamar de senhor, mano, cara ou bicho, desde que só tenha uma cara... e que me trate como ser humano. Ter talento, não ter, pedir desculpas ou só dizer que foi mal, quando reconhecer um erro.
Quero apenas a índole de quem é recatado ou sem pudor. Adora funk, gospel, jazz, ópera ou MPB. É cristão, umbandista, herege, ateu, à toa. Tem mansão, casa boa ou palafita. Fala inglês, outras línguas ou só a língua do pê.
Venha e traga sua boa índole. A embalagem pode ser um corpo liso ou tatuado; bem vestido, nu ou com pouca roupa. Cabelos lisos ou duros; louros ou vermelhos; negros ou inexistentes não importa: será tudo bem vindo, se a índole for boa.
Se não tiver estudo, que tenha sensibilidade. Não tiver juízo, tenha coração. E se não for gentil, tudo bem, mas veja bem... desde que seja gente.
DE BOA FÉ
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Prefiro me fazer de bobo, a ter uma consciência maliciosamente permissiva. Dessas que me levariam a fazer o próximo de bobo.
Tenho muitos defeitos. Muitos, mesmo. Tantos, que até sufocam e anulam, não raras vezes, as poucas qualidades que me permito saber que tenho. Que ainda tenho.
Das minhas bem poucas qualidades, creio poder afirmar que sou um homem de boa fé. Ou se você preferir: de boba fé.
O AMOR COMO CIDADANIA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Apregoa-se aos quatro ventos a velha e boa tolerância, porque isso já é alguma coisa para que se garanta um convívio socialmente aceitável, seja na família ou na sociedade externa. E também porque o amor, embora seja um mandamento e uma prerrogativa de convivência pacífica e saudável, não é um dispositivo que atende naturalmente ao frio comando religioso, jurídico e social dos mandamentos, leis e prerrogativas.
Mesmo assim, que o genérico seja estabelecido. Que as pessoas ao menos se tolerem como sinônimo improvisado e transversal de amar. Um dever cívico de assegurar a paz, por tratado e assinatura. Façam o bem ao próximo ou pelo menos não façam o mal, mesmo que seja só por obediência; interesse religioso; temor da lei do retorno. O que não é de livre natureza e precisa existir para sobrevivência do ser humano, tem realmente que ser lei; mandamento; engenho de convivência social.
Ninguém precisa ter drama de consciência por não amar a quem acha que deveria. Nem por amar menos; ter sua preferência entre duas ou mais pessoas que merecem o mesmo sentimento; na mesma medida. Forçar afetos, treinar emoções, traçar metas sentimentais não tem como funcionar. Neste caso, estabeleça dentro de si o bom senso; a imparcialidade; a razão que lhe garanta o senso de justiça quando precisar decidir sobre o que fazer numa bifurcação de cunho social ou familiar.
Responsabilidade já é quase amor. Não substitui, mas recapeia. Remenda. E se você não tem amor, mas tem bom caráter, tudo se resolve bem a contento, pois o bom caráter sempre garantirá suas boas escolhas. O seu perfeito juízo para tolerar; entender; ter consciência; usar a própria razão até para dar ou não razão, sem cometer injustiça. No fim das contas, tudo se mistura de modo a ser amor. Ainda que por cidadania.
EXTREMADO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Quem me tem como amigo, tenha boa fé;
olhe bem nos meus olhos e creia no mundo;
venha fundo nos flancos; descasque meu todo,
tire o pé desse freio de conter afetos...
Para ter meu carinho desarmado e pleno,
que não deixo esfriar nos desvãos de quem sou,
tenha sempre o que dou, sem reparar na casca;
não invente veneno em minhas beberagens...
Sou amigo invasivo e deploro evasão,
tenho mais coração do que noção de quando;
consciência de como; até que ponto estou...
Vou além do sensato e meu afeto assusta,
se me tens como amigo não te custa nada
o melhor de minh´alma, do forro e da napa...
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