Memórias

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⁠Os lugares onde habitamos são como palácios mentais, cada cômodo repleto de significados e memórias entrelaçados.

Inserida por evermondo

⁠Dentro da gente moram tantas memórias e tantas pessoas que, às vezes, a gente prefere nem abrir a porta para que nenhuma delas escape do coração.

(*Dos espaços da memória)

Inserida por paulosiuves

⁠AÇUDES QUE SANGRAVAM SEMPRE

As memórias latentes, insondáveis, da infância rebrotam como imagens projetadas em telas grandes de cinema e uma dessas eram os açudes de paredes de areia erguidos com as mãos quando a água da chuva corria pela terra, o que representava uma grande emoção do meu mundo infantil.
Grande era felicidade do menino vendo a água presa alongando-se ao longe. Mas, de repente, o açude arrombava; reconstruía-o e, logo depois, vinha outro arrombamento, e assim, mesmo após repetidos esforços, a parede encharcada não sustentava a correnteza, indo tudo de água abaixo, ficando só o cadáver da barragem sangrante para a tristeza do menino construtor de ilusões.

Quanta semelhança tinham esses açudes com a vida de todos nós. Vivemos invariavelmente erguendo as paredes da nossa existência, enquanto a correnteza nos escorre rapidamente. Isso mesmo, os caminhos são difíceis e as andanças não nos deixam dúvidas que os açudes estão sempre arrombando e as calafetações das sangrias, indubitavelmente incompletas.
A vida tem muito de uma pintura em estado inacabado.

Olhando para trás, sinto que as dores sentidas eram lufadas de ventos acariciando a minha face, sem vislumbrar a corrosão que estava para chegar com a tempestade ou o fim da chuva. Não há como não chorar nas noites tempestuosas, sem a esperança de um sol radiante no dia seguinte.
Não sei para que serve o retrocesso, mas gostaria de ver essas imagens do tempo como lembranças ternurosas e não como sonhos esgarçados por aí para recompormos a nossa infância que se perdeu na caminhada da vida.

Tento obter respostas para a existência tão efêmera e vejo que não tenho mais tempo para pensar nela, pois tudo é muito fluido por entre os dedos.
O fato é que nada se sustenta, tudo se dissolve no ar, ficando apenas a imagem da correnteza que levava as construções de areia, só ficando poucas raízes agarradas à terra, que ainda não se deixaram ser levadas, que nada mais são do que visões de sonhos durante sonos profundos.

Nada melhor para expressar o que balbuciei acima do que os dois tercetos extraídos do poema Prelúdio, de Bernardo Guimarães, que transcrevo abaixo:
“Quando o presente corre árido e triste/E no céu do porvir pairam sinistras/As nuvens da incerteza, Só no passado doce abrigo achamos/E nos apraz fitar saudosos olhos
Na senda decorrida”.

O presente texto faz parte do meu primeiro livro intitulado REFLEXÕES TECIDAS EM PALAVRA, editado pela Amazon, tanto digital como impresso.

Inserida por FRANCISCOJUVANSALES

⁠O passado, por vezes, se torna um fardo pesado demais para carregarmos. As memórias, as experiências, os erros e as mágoas podem nos manter aprisionados em uma realidade que já não nos pertence mais. É como se estivéssemos constantemente olhando para trás, presos em um ciclo vicioso que nos impede de avançar.

Para alcançar a plenitude, é necessário deixar para trás as amarras que nos prendem ao passado. É preciso coragem para confrontar nossos medos, nossos hábitos e nossas crenças limitantes. É preciso se reinventar.

Aventure-se a olhar para a frente, para além dos horizontes já conhecidos. Permita-se explorar as possibilidades que estão à sua volta, sem medo de falhar ou de se decepcionar.

Traçar novos sonhos é desbravar territórios desconhecidos. É como colocar uma tela em branco diante de si e começar a pintar uma nova história. É ter a liberdade de moldar o seu destino, de construir cada detalhe da sua trajetória.

Não se engane, no entanto, o caminho para a realização pessoal não é fácil. Cada novo desafio que se apresenta é uma chance de aprender, de crescer e de ganhar mais experiência. Mas também é uma oportunidade de nos fortalecermos, de nos prepararmos para os desafios futuros.

Não tema deixar para trás os apegos ao passado. Não permita que eles lhe impeçam de trilhar um novo caminho, repleto de realizações e felicidade. Abrace a oportunidade de se reinventar, de se superar e de alcançar o que realmente importa para você.

Lembre-se de que a vida é curta e valiosa demais para ser desperdiçada remoendo o passado. Desamarre-se das amarras que lhe aprisionam e siga em frente com leveza e determinação. O futuro está ao seu alcance, esperando por seus sonhos e suas conquistas.

- Edna Andrade

Inserida por EdnadeAndrade

⁠Memórias do Eterno Navegar

Entre sombras e luz, o coração palpita,
Velhas memórias, ao vento, sussurram canções,
Nas veredas da mente, a história se agita,
Entre os passados e futuros, cruzam-se paixões.

Dentro de mim, um eco antigo chora,
Resquícios de um tempo que se foi,
E na melodia do que em mim ecoa,
Sinto o doce e o amargo, o tudo e o depois.

Sou um barco à deriva, sem destino,
Nas ondas da vida, doce e amarga sina,
No sabor das palavras, encontro abrigo,
Uma pausa do mundo, uma rima divina.

Neste vasto mar de sonhos e de espaços,
Sou o que fui, o que serei, em laços,
Mas aqui, no presente em que abraço,
Sou a melodia, a rima, em confusos compassos.

Inserida por AugustoGalia

⁠Tudo o que vivemos está guardado em nossas memórias, mas quando a memória falhar, como lembraremos de nós? O que somos um para o outro está em nossas almas, então, quando não pudermos mais lembrar sentiremos, pois o sentir é eterno.

Inserida por Rosane32

⁠Na vida devemos combinar menos e a apenas fazer, pois combinações e acertos não deixam memórias.

Inserida por ClecioOliveira1988

⁠Memórias

O que embora você tenha dinheiro
Elas não estão a venda,
Você não as pode comprar.
Aqui contém pequenos fragmentos de vida, que vão te acompanhar por um tempo.
Não se engane com o peso desse envelope, ele carrega mais do que aparenta ....
Ou até mesmo do que você consiga perceber.

"Vida é memória.
Dei pra pensar que tudo que há de mais vivo em mim foi aquilo que já se foi.
As pessoas importantes foram as que ficaram."
Martha medeiros

Inserida por leoopro

Não permita que suas memórias superem seus sonhos.

Inserida por gudyesilva

⁠Meu coração é uma estação triste, com trens cheios de memórias que vão embora sem volta.

Inserida por cafelopesx

⁠Memórias

Há marcas e cortes profundos que lhe fazem bem, sentimentos 100 km/hora, refém, no labirinto da vida, tem fé e acredita, mas não fala nada pra ninguém.

Padrões, capitalismo e sentidos...Na militância, um espelho que reflete a beleza de um coração oprimido...

Consigo tem um compromisso, busca se autoconhecer, entretanto ao invés de amadurecer, o silêncio bloqueia uma mente que deseja vencer...

E não é sobre falar, espalhar ou gritar, fugir ou se esconder, simplesmente é não aceitar, aquilo que te machuca, a dor que te perturba, as marcas que te fazem sofrer.

Rios de lágrimas, desce na íris cristalina, de pele macia, doce menina, flor vibrante, clara ou escura. Realça,pétalas, perfumadas, na esperança de um dia ser verdadeiramente amada...

Veja... O que há de bom, a solidão? Faz tanta confusão. Há uma diferença de ficar sozinho, seguir um destino, trilhar um caminho, sem os espinhos da paixão...

Segredos! Promessa, oportunidades, vaidades,um par, nos preenche quando existe sinceridade… Não se prender a memórias, deixar o vento levar, olhar o imenso espaço, sentir a liberdade abraçar.

No final, um propósito,um ar de conexão e atração. Entre ser ou não ser, existir ou sobreviver, o início é ser feliz, primeiramente com você!


Lv7

Inserida por Lv7_Vida

⁠Do que se ocupa a psicanálise? Das memórias, do(s) olhar(es), dos amores, das faltas, do agora, do futuro, de quem somos e o que de nós fazemos.

Inserida por sam75

⁠"Se você quer existir
para sempre, guarde as
suas memórias. Mas se
quer deixar saudades,
cuide de seus atos."

Livro: Pare, Reflita & Inspire-se...

Inserida por carlos_aguiar

⁠E se eu te dissesse
Que antigos combatentes vivem de memórias. Deram a vida pela pátria e o governo só lhes conta histórias
Quantos nos dias de hoje dariam metade que eles deram?
Em nome de Moçambique, nem os que vocês elegeram [...]

In, As mentiras da verdade

Inserida por Azagaia

⁠Já morri no inverno
E voltei no verão
Lapsos de memórias
Da mais pura ilusão
Dos dias difíceis
Da felicidade forjada
Da solidão na multidão
Na verdade sozinho estava
E a escola da vida dava mais uma lição
Do que adianta um mar de gente e viver na solidão.

Inserida por LeandroBarbosaCouto

⁠A ultima vez

Foi assim...
Faz tempo que
não passo por aqui
Lembrancas contidas
Memorias nao escritas
Faz tempo que não
encontro os meus
aneis
os meus botoes
pra conversar
acho que nao confio mais
neles
deixei de confiar em
voce
deixei de acreditar em
mim
como um peixe caindo
na mesma isca
vivo em circulos
infinitos
as vezes acima
as vezes abaixo
mas em movimento
estou como ponteiro de relogio
que insiste em me apressar
correndo nao sei pra onde
querendo parar
e no caminho
poder cruzar o seu
ouvir sua voz
nem que fosse um
Adeus
mas a vida é assim
dias bons e dias ruins
nos bons queria brindar
com voce
nos ruins abraçar-te
até o medo acabar
e quando se for
me avisar
volto ja

Inserida por magmagvieira

Em vias vazias, quando a noite vira dia, memórias tão livres derramam-se sobre meu corpo como quem não se quer envolver. Lembranças que são taciturnas partem-me à força em minhas meras infortunas noturnas, dilacerando em pedaços o último espaço que me restava na sala de espera dos sonhos. Embalam-me em uma dança alucinante, e o ritmo dançante do pecado da vida se retira de nós e me mata à fria covardia, apunhalando dúvidas diurnas em minhas certezas noturnais.
Vejo o tempo à espera do raiar solar, e me vejo de mãos abertas a clamar, pelo último que seja, o mais puro ou o mais sujo, apenas mais um gole de luar. Bebo-me e me engulo, viro lua, viro a noite, as confusões que antes pairavam sobre minhas asas de cera, hoje fazem-me voar.
Sinto minha vida passar ao longe, e como a verdade que se esconde, hoje sou aquela que não se vê levitar sobre os campos floridos da honesta existência de minha dor, que apesar de tudo, ainda há de se sanar.

Inserida por apatiatropical

⁠o tempo irá passar
o tempo irá voltar
uma espécie diferente
isso é tão peculiar

memórias irão embora
memórias irão voltar
uma memória estranha
um momento sem meu olhar

Pensamentos longes
pensamentos pertos
pensamento assustado
pensamentos leves.

Inserida por Marlon_Fernandes_M_S

⁠Eu não era fumante antes de te conhecer.
Eu não vivia vício, de te ter ativo em minhas memórias mais banais do cotidiano.
Eu não era obcecada pela liberdade de me aventurar no poço mais profundo, que minha alma resguarda em sua memória.
Mas eu também não seria eu, se eu não tivesse entrado naquele ônibus e te visto partir de mãos vazias.
Desde então eu trago;
Sua lembrança no peito.
Trago o maço mais barato para que em um único suspiro eu te liberte de mim.
Da minha memória, nas cores singulares que vejo pela rua e que sempre acabam se tornando cinzas.
Com esse trago tento te trazer de volta, sabendo que você sempre estará à um trago de distância do meu peito.
E tem dias que eu bebo;
Pra esquecer que preciso de um cigarro pra aquecer meu corpo, nestes dias de descontrole minha alma anda solta, e talvez assim ela volte para casa um pouco menos vazia.
Eu trago;
E espero no escuro meu cigarro se apagar.
Aquela necessidade de você queimar e virar cinza.
E pensar que a nicotina não me mata mas te asfixia dentro de mim, sendo preciso pela última vez, trazer você comigo.

Inserida por Ondeahistoriatermina

Memórias


Hoje acordei com vontade de comer “PÃO FRITO”. E foi impossível não entrar em contato com a infância. Na infância minha mãe me ensinou sobre transformar, reciclar, aproveitar, economizar...”nada se perde, não se pode jogar comida fora”, era assim que ela dizia. Pão dormido se transformava em pão frito; Sobras de comidas viravam mexidos; Arroz de anteontem virava canja; Retalhos se transformavam em bonecas de panos; Das caixas de fósforos vazias nasciam sofás e camas para mini-bonecas; O que falar das embalagens industrializadas? Estas se transformavam nos mais belos utensílios de cozinha. A vida seguia uma dinâmica onde o tempo pareceria eterno, passava bem devagar. Tínhamos todo o tempo do mundo e não perdíamos um só minuto para vivê-lo. Não perdíamos um só minuto do dia para criar. Sumíamos entre as brincadeiras. Só aparecíamos na hora do almoço, era assim que minha mãe falava: “na hora da fome ela aparece”. E quando aparecia um, apareciam todos. Andávamos em bandos. “Um por todos e todos por um”.

Viver tinha sabor!

Tinha sabor de pão frito, de bala de amendoim, de bala de chiclete, de manga colhida na hora, de manga verde com sal, (menos leite. “Leite com manga faz mal menina”...), e as goiabas maduras não tinham bichos.

A chuva vinha como oportunidade de surfar. Quantos banhos de chuva! Quantos mergulhos nas enxurradas que desciam ladeira abaixo a nos encontrar!

Os pé descalços no chão eram um constante convite a voar. Não tínhamos asas, mas nossa imaginação nos permitiam ser construtores de alma.

Quando é que perdermos este jeito de viver a vida, em que tudo é oportunidade de saborear?

Nuhh!!!! Esse pão tem propriedades mágicas! Estão servidos? 🤣🤣

Inserida por valbouzada