Memórias

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⁠Avós criam memórias,
eterniza momentos.
Seu sorriso é o toque das travessuras,
seus braços abriga os melhores abraços,
Seu amor é gigante que nem dá
pra medir, somente sentir.

Feliz Dia dos Avós!

Memórias mortas.
Ele vem de preto. as vezes de terno e sapatos engraxados , às vezes de bermuda e chinelo.
Às vezes chega pela porta de uma casa em Alphaville,
às vezes pela janela de uma casa alugada.
Ele não tem um padrão em nada.
Ele vem sem data marcada.
Ele carrega com si o tempo.
Ele tem 30,40,80… até 6 anos…
sempre de preto, mesmo sem estar de luto.
Ele me faz chorar e fraquejar as vezes.
Ele é o motivo de muita pessoa seguir as doutrinas cegamente.
Ele é o pesadelo de muitos, mas também o desejo de muitos.
Ele nunca fez nada de mais, mas sempre fez tudo mudar.
Ele é a falta de reação no pulso de quem vocÊ mais ama.
Ele é a ligação que você não esperava, a mesma que te prende o ar.
Ele é o arrependimento, o remorso.
Eu não sei quem ele é, ainda.
Ele se encontra em meu peito às vezes.
Já passou por aqui com seus sapatos de polo lustrado.
já passou com os chinelos remendados.
Ele faz parte da minha vida mais do que devia
Meu subconsciente deve saber.
ele me lembra quase todas as noites.
já viu seus sapatos dançando entre memórias mortas?
Quando ele decide que vai dançar, não há dinheiro que o pague.
Não há tempo que lhe faça parar.
.Você já sabe quem é?

"Somos feitos de memórias e esperanças que ainda não se tornaram realidade é nessa tensão que a vida ganha forma."

Às memórias são grandes sábios do tempo.

Digo o que fazer então, são memórias tão reais
Do que nunca aconteceu

Com o tempo lembranças da nossa amizade serão apagadas das nossas memórias , mas lembranças da nossa felicidade sempre ficarão na história O passado e o presente são apenas meios , para nós , nosso fim é sempre o futuro. Por isso , nunca vivemos de verdade apenas esperamos viver...

O vício é muitas vezes o estrume da virtude. O que não impede que a virtude seja uma flor cheirosa e sã.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).

⁠A Arte Secreta de Partir

Não ficaremos presos ao sofrimento para sempre. Haverá um momento em que o cansaço vencerá o choro, em que o silêncio será resposta, e a aceitação, descanso.

Aceitaremos que chegou ao fim. Que nada mais mudará.

Mas não partiremos de qualquer jeito. A despedida precisa de tempo, de rito, de memória.

Então, nos ergueremos. Nos arrumaremos. Sorriremos para que fiquem as melhores lembranças, para que até o perfume da pele se transforme em saudade boa.

Arrumaremos a casa. Veremos os amigos. Daremos abraços longos— daqueles que dizem, sem palavra alguma, que ali, naquele calor, se pudéssemos escolher, ficaríamos para sempre.

E talvez gargalhemos, para que o som ecoe na eternidade.

Antes de partir, a gente se deixa. Porque, embora a decisão já tenha sido tomada, o desejo é ficar.

Ficar no olhar de quem nos viu, no toque de quem nos sentiu, nas memórias de quem nos amou.

E ser lembrada da melhor forma possível.

Sorrindo.

Não é feio uma garota andar de skate, feio é seu preconceito

Pegue minha mão e me mostre o para sempre, mostre-me o nunca vou deixar você ir. Vamos escrever a nossa história e cantar a nossa canção, pendurar nossos quadros na parede.Todos esses momentos preciosos que esculpimos nas pedras
São apenas memórias,afinal

Através dos teus olhos castanhos, consigo enxergar toda a sua alma florida.

Eu acho que é tudo uma questão de amor: quanto mais você ama uma recordação, mais forte e estranha ela se torna.

Memória da Casa (Fernando de Oliveira e Walmir Palma)

Não está no portão
a memória da casa,
nem está no porão,
onde tudo se guarda.

Se talvez no jardim
mora alguma lembrança,
erram doces ausências:
borboletas, crianças.

A memória da casa
jaz além da estrutura,
das paredes caiadas,
assoalho, nervuras.

Vejo outrora na alcova
afogada em cortinas
o rubor de uma rosa
e uma linda menina.

Onde foi essa alcova,
em que tempo se deu,
como entrou nessa história,
em que vão se perdeu?

Essa casa são muitas,
uma só todas elas;
o morar é a casa
com varandas, janelas.

As memórias são tantas,
tantos são os lugares
onde pousam lembranças
nesse lar, nesses lares...

Um cocheiro filósofo costumava dizer que o gosto da carruagem seria diminuto, se todos andassem de carruagem.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia. Nacional, 1881.

Você me faz brilhar com esse seu jeito
Me leve para um lugar mais alto e além das nuvens
Neste momento as nossas memórias
Vão arder em chamas até as nuvens

Fui descalçar as botas, que estavam apertadas. Uma vez aliviado, respirei à larga, e deitei-me a fio comprido, enquanto os pés, e todo eu atrás deles, entrávamos numa relativa bem-aventurança. Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da Terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar. Mortifica os pés, desgraçado, desmortifica-os depois, e aí tens a felicidade barata, ao sabor dos sapateiros e de Epicuro. [...] Inferi eu que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só aguça a fome, com o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles aperfeiçoam a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia Nacional, 1881.

"Que seja leve, e nas palavras encontre um mundo seu, não penso em felicidade, mas acredito que, em algum momento, houve reciprocidade, entre o tempo e a vida, causando uma grande onda, um evento de ousadia, que agora são meus tesouros, memórias minhas... Segredos e sagrados".

Nessa época eu sentia angústias vagas durante a noite. Aconteciam coisas estranhas.

-Alô
-É da policia?
-Sim, qual é emergência?
-Moça, tem uma garota perto de mim, ela chora muito, seu cabelo está bagunçado, sua roupas está toda rasgada, seu corpo está molhado de lagrimas e sangue.
-Mas a onde você tá?
-Oh moça, ela não aguenta mais, sua rotina é todo dia assim. Todo dia é uma luta enorme com seus pensamentos. Quando anoitece ela sai para o lado mais deserto da cidade, deita no meio das folhas secas, somente ela e seus pensamentos luta naquela imensa escuridão. Ela tem apenas 17 anos, só 17, mais foi forte o suficiente durante todos esses anos, ela só queria ser forte pelo menos mais uma vez
-MOÇA POR FAVOR ONDE VOÇE…
-O Moçaa já é tarde, ela já amarrou a corda no pescoço, ela já não tem mais nada a dizer. valeu por me ouvir pelo menos 2 min antes de eu ir.
-Adeus!
tu,tu,tu tu,tu...

Façamos uma pausa para descobrir o que realmente é necessário.