Memórias

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​"A pressa é um ladrão de memórias que nos faz chegar ao destino com as mãos vazias e o coração ofegante."

Digo o que fazer então, são memórias tão reais
Do que nunca aconteceu

Com o tempo lembranças da nossa amizade serão apagadas das nossas memórias , mas lembranças da nossa felicidade sempre ficarão na história O passado e o presente são apenas meios , para nós , nosso fim é sempre o futuro. Por isso , nunca vivemos de verdade apenas esperamos viver...

O vício é muitas vezes o estrume da virtude. O que não impede que a virtude seja uma flor cheirosa e sã.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).

Não é feio uma garota andar de skate, feio é seu preconceito

Pegue minha mão e me mostre o para sempre, mostre-me o nunca vou deixar você ir. Vamos escrever a nossa história e cantar a nossa canção, pendurar nossos quadros na parede.Todos esses momentos preciosos que esculpimos nas pedras
São apenas memórias,afinal

⁠A Arte Secreta de Partir

Não ficaremos presos ao sofrimento para sempre. Haverá um momento em que o cansaço vencerá o choro, em que o silêncio será resposta, e a aceitação, descanso.

Aceitaremos que chegou ao fim. Que nada mais mudará.

Mas não partiremos de qualquer jeito. A despedida precisa de tempo, de rito, de memória.

Então, nos ergueremos. Nos arrumaremos. Sorriremos para que fiquem as melhores lembranças, para que até o perfume da pele se transforme em saudade boa.

Arrumaremos a casa. Veremos os amigos. Daremos abraços longos— daqueles que dizem, sem palavra alguma, que ali, naquele calor, se pudéssemos escolher, ficaríamos para sempre.

E talvez gargalhemos, para que o som ecoe na eternidade.

Antes de partir, a gente se deixa. Porque, embora a decisão já tenha sido tomada, o desejo é ficar.

Ficar no olhar de quem nos viu, no toque de quem nos sentiu, nas memórias de quem nos amou.

E ser lembrada da melhor forma possível.

Sorrindo.

Eu acho que é tudo uma questão de amor: quanto mais você ama uma recordação, mais forte e estranha ela se torna.

Através dos teus olhos castanhos, consigo enxergar toda a sua alma florida.

Memória da Casa (Fernando de Oliveira e Walmir Palma)

Não está no portão
a memória da casa,
nem está no porão,
onde tudo se guarda.

Se talvez no jardim
mora alguma lembrança,
erram doces ausências:
borboletas, crianças.

A memória da casa
jaz além da estrutura,
das paredes caiadas,
assoalho, nervuras.

Vejo outrora na alcova
afogada em cortinas
o rubor de uma rosa
e uma linda menina.

Onde foi essa alcova,
em que tempo se deu,
como entrou nessa história,
em que vão se perdeu?

Essa casa são muitas,
uma só todas elas;
o morar é a casa
com varandas, janelas.

As memórias são tantas,
tantos são os lugares
onde pousam lembranças
nesse lar, nesses lares...

Um cocheiro filósofo costumava dizer que o gosto da carruagem seria diminuto, se todos andassem de carruagem.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia. Nacional, 1881.

Você me faz brilhar com esse seu jeito
Me leve para um lugar mais alto e além das nuvens
Neste momento as nossas memórias
Vão arder em chamas até as nuvens

Fui descalçar as botas, que estavam apertadas. Uma vez aliviado, respirei à larga, e deitei-me a fio comprido, enquanto os pés, e todo eu atrás deles, entrávamos numa relativa bem-aventurança. Então considerei que as botas apertadas são uma das maiores venturas da Terra, porque, fazendo doer os pés, dão azo ao prazer de as descalçar. Mortifica os pés, desgraçado, desmortifica-os depois, e aí tens a felicidade barata, ao sabor dos sapateiros e de Epicuro. [...] Inferi eu que a vida é o mais engenhoso dos fenômenos, porque só aguça a fome, com o fim de deparar a ocasião de comer, e não inventou os calos, senão porque eles aperfeiçoam a felicidade terrestre. Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia Nacional, 1881.

Nessa época eu sentia angústias vagas durante a noite. Aconteciam coisas estranhas.

"Que seja leve, e nas palavras encontre um mundo seu, não penso em felicidade, mas acredito que, em algum momento, houve reciprocidade, entre o tempo e a vida, causando uma grande onda, um evento de ousadia, que agora são meus tesouros, memórias minhas... Segredos e sagrados".

Façamos uma pausa para descobrir o que realmente é necessário.

Não importa o quanto eu ignore, o quanto eu fuja, o quanto eu finja que nada aconteceu, perace que o passado sempre acha uma forma de me encontrar, uma forma de se esgueirar pela minha vida, jogar tudo pro alto novamente, e me fazer virar noites pensando no que eu poderia ter feito de diferente.

Não se compreende que um botocudo fure o beiço para enfeitá-lo com um pedaço de pau. Esta reflexão é de um joalheiro.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia. Nacional, 1881.

-Alô
-É da policia?
-Sim, qual é emergência?
-Moça, tem uma garota perto de mim, ela chora muito, seu cabelo está bagunçado, sua roupas está toda rasgada, seu corpo está molhado de lagrimas e sangue.
-Mas a onde você tá?
-Oh moça, ela não aguenta mais, sua rotina é todo dia assim. Todo dia é uma luta enorme com seus pensamentos. Quando anoitece ela sai para o lado mais deserto da cidade, deita no meio das folhas secas, somente ela e seus pensamentos luta naquela imensa escuridão. Ela tem apenas 17 anos, só 17, mais foi forte o suficiente durante todos esses anos, ela só queria ser forte pelo menos mais uma vez
-MOÇA POR FAVOR ONDE VOÇE…
-O Moçaa já é tarde, ela já amarrou a corda no pescoço, ela já não tem mais nada a dizer. valeu por me ouvir pelo menos 2 min antes de eu ir.
-Adeus!
tu,tu,tu tu,tu...

"O tempo passou e deixou um guia de recordações. Um passado no presente. O tempo para. Revivo as memórias, com uma imensa vontade de ficar..."