Memórias
Todas as noites, eu olho para o mar, o mar de memórias pela minha cabeça, e os rios percorrendo por todo o meu corpo.
A maior virtude para um sábio deve ser, morrer sabendo que em suas memorias, o mundo aprendeu com sua vivencia em vida.
Em uma época
tão acelerada,
busco o encontro
do momento.
Na busca das memórias
acho o aprendizado em
me manter aprendiz.
Celebro meu ontem, vivo o agora, e me preparo para a surpresa chamada amanhã.
Sou grata a toda Vida.
**São pedras que batem, frias e dormentes.**
são ocas, as memorias.
Aqueles que fogem e fingem ser dementes.
Na maré vazia, oiço Lisboa, a minha.
olho para longe para não ver nada.
As pedras ainda lá estão.
As gaivotas falam, como os meus sonhos voam.
Estou dormente no olhar, mas vivo nas memórias,
mas continuo sentado,
na espera que o vento do mar me traga a boa nova,
que os raios de sol se fundam com o laranja do Cacilheiro,
E que as pedras fiquem, mas que se tornem quentes.
Lisboa.
Lisboa dos amores, de timidez bela e única,
cúmplice da saudade,
neste som de um tejo vivo e de gaivotas falantes.
Lisboa, Lisboa
De segredos tamanhos, de apitos, manjericos, homens e mulheres.
Lisboa.
Lisboa do Fado.
Das ruelas, dos becos, das colinas.
Lisboa quente, sedutora e faladora.
frenética.
Lisboa dos Dead Combo e dos putos a roubar maças.
Lisboa.
Também minha.
O som do mar penetra nos interstícios dos meus sonhos e logo oscilam memórias d' amores, como velhas roupas no estendal a secar... enquanto o vento rodopia na turva memória, o coração convida o amor a ficar. Garboso o mar, afaga-me com seu forte azul, onde canta a primavera.
As minhas memórias alimentam os meus pensamentos e meus pensamentos refletem o que as minhas memórias contém.
Ao longo da vida, aprendemos que o para sempre é para memorias e não para pessoas.
Quem mais amamos, no final vai embora, sem avisar, sem se explicar e nos deixando sem quem amar.
Memórias d'água doce (Rio Leça)
Cachoeira de Fervença
meu amor d'água doce
voam águas granito abaixo
como se de nada fosse!
A correnteza escorre
pela pedra feita sabão
leva força indomável
escutai sua canção!
E leva também a folia
das gotas em turbilhão
cantando com alegria
toda a sua paixão!
A vida deixa em todos, memórias e momentos marcantes e em outros, marcas e traumas eternos na memória. Lute para sair de seu sepulcro ainda vivo.
Tudo o que nasce morre
Apagam-se da minha mente memórias.
O caminho sinuoso à minha frente vai deixando o presente para trás.
Na dor do momento tudo o que nasce... morre.
Uma lágrima corre.
Enquanto uma onda vem... outra vai.
Abismo profundo onde toda esperança cai.
Equilibro-me no fio da vida.
Sei por onde entrei...
Não me dizem onde e quando vou encontrar a saída.
Sigo o caminho sinuoso aos meus pés.
Era... agora já mais é.
E fim.
Hoje consigo entender o porque de sermos tão apegados as memórias...
Independente de qualquer coisa, as memórias nunca mudam, mesmo que as pessoas que as construiram tenham mudado.
Memórias de um sentimento em transe
Te lembras do dia em que escarrou a desesperança em minha cara?
Te lembras do dia em que me estapeou a cara com sua falta de empatia?
Te lembras do dia em que derramou o amargo de seu rancor sobre minha cabeça?
Te lembras de quando socava minha boca toda vez que eu gritava 'eu te amo' ?
Lembra-te da perversão de sua língua, quando esta atirou palavras pra assassinar o que ainda havia dentro de mim? Eu lembro.
O amor não é lindo. O amor dói, corrói, destrói. O amor é como o câncer que consome o meu pâncreas. O amor é escuro e fétido como um sumidouro raso. O amor é sujo e usurpador, como a terra que há de sorver minha carne e meus ossos.
O amor é estúpido, imoral, mordaz. O amor é vão, breve, voraz. O amor é o prato que não se serve na saga humana do escárnio.
O amor é a arte do contentamento em face do desencanto. O amor é assunção da decadência, conjugação do esquecimento.
Eu lembro, tu lembras. Eu esqueço, te esqueço.
Vão sentimento. Em transe.
Alma que não morre por trazer as memórias que habitam o ser de corpo e visceras, em suas metáforicas pronúncias diz sempre de sua plena existência cognitiva.
Viajo em pensamentos, com memórias de um passado que se tornou ausente, deixando de viver o presente pois nada mais o deixa contente e vive com a ansiedade do que o futuro lhe resguarda, quem sabe encontrar novamente sua amada?
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