Memórias
Que a morte envie seu pior. Frio para congelar o amor no meu coração. Fogo para transformar as memórias em cinzas. Vento para me obrigar a passar por seus portões. E tempo para enfraquecer minha lealdade.
Na próxima curva do rio ou, quem sabe, no cantinho secreto das boas lembranças, um dia, por certo, todos haveremos de nos reencontrar!
Helda Almeida
(02.11.2014)
Se eu partir
Se eu me for
Na aurora que chega
E logo passa
Serei cor,
Presença
Em sua memória.
Se eu me for
Com o dia que chega
Mas logo se vai
Serei vida,
Presença
Em sua história.
Se eu me for
Com o tempo que vem
E sem pressa se vai
Serei parte de ti,
Presença
Em seu coração
E em suas memórias.
Um dia você vai acordar e não vai sentir dor. Você vai lembrar dos bons momentos e sorrir. Aquela música não vai mais te deixar triste e aquele filme vai se tornar especial. Você vai querer contar aquela piada, porque ela vai se tornar engraçada novamente. Sabe aquele lugar que vocês foram? Ele vai ser só de vocês e isso é bom. Aquela viagem vai ser lembrada pra sempre. A mágoa vai embora porque você vai amadurecendo com o tempo e descobre que não é a primeira vez que isso acontece. Vai desejar nunca mais se sentir assim, mas sabe que pode acontecer. Vai amar de novo e ficar com medo, mas vai arriscar mesmo assim, porque se não foi dessa vez pode ser da próxima. Tudo isso vai acontecer, mas calma... Tenha seu tempo para sofrer, para odiar e depois amar novamente. Somos assim, fomos feitas assim.. Sensíveis e orgulhosas. Enquanto nada disso passa, sinta-se a vontade para chorar, sentir, lembrar. Porque uma hora você vai acordar e perceber que foi bom e acabou, mas não significa que você não vai sentir aquele frio na barriga novamente, não significa que nunca mais alguém vai te arrancar um sorriso. Apesar da felicidade estar dentro de você, ela pode ser compartilhada. Enquanto você não acha a pessoa certa para dividir essa tal felicidade, deixe um pouquinho dela com as pessoas erradas mesmo. Porque querendo ou não você foi feliz com a errada. Querendo ou não você nunca sabe se é a certa.
Ascendi uma fogueira e agora estou queimando nela todas as lembranças que minha memória ainda guardava de nós dois.
Quero ser tudo o que você sempre esperou, e se não sou, lutarei a cada dia para ser o homem perfeito pra você. Não quero te conquistar apenas uma vez, quero te conquistar todos os dias.
"Não é o tempo, mas a intensidade das sensações, o valor das relações e o calor dos sentimentos, que se incrustam na pedra angular da nossa história e se fundem na parede da memória daqueles que amamos.
Todos os versos jamais escritos de uma história de amor, são menores que o instante em que ele acontece."
Agora entendo que a vida, e vivê-la, é mais sobre estar presente. Agora tenho noção de que as memórias não tão felizes estão à espreita, mas a esperança e a alegria também estão.
Em geral o homem atribui grande importância aos laços afetivos. Ora, estes encerram sempre projeções que é preciso retirar e recuperar para chegar ao si mesmo e à objetividade. As relações afetivas são relações de desejo e de exigências, carregadas de constrangimento e servidão: espera-se sempre alguma coisa do outro, motivo pelo qual este e nós mesmos perdemos a liberdade.
Quem segue o caminho seguro está como que morto.
Entre o Eco da Ausência e o Grito do Silêncio
Diante das palavras impregnadas de desapego e dor, surge uma resposta silenciosa, tecida com fios de reflexão e resignação. É como se cada frase fosse um eco, reverberando nos cantos sombrios da alma, mas também iluminando os recantos mais profundos do coração.
Não é a falta que se faz presente, mas sim a presença ausente, uma ausência que se manifesta de formas indizíveis. É a memória que se esvai, o cheiro que se dissipa, o toque que se desvanece. É o reconhecimento de que o que um dia foi, agora não passa de sombras fugidias, dissipando-se com o vento.
E mesmo diante dessa ausência, há uma ânsia que se insinua, uma vontade de confrontar os fantasmas do passado, de encarar de frente a distância que separa o que já foi e o que resta agora. É como se a própria alma se revoltasse contra a lembrança do que um dia a aprisionou, buscando expurgar qualquer vestígio daquilo que já não lhe pertence mais.
Mas entre as linhas desse desabafo, há também um silêncio que grita, um vazio que ecoa. É a solidão que se faz companhia, o eco dos dias vazios, a resignação diante do inevitável. E no meio desse turbilhão de emoções, resta apenas o gesto simbólico de tentar exorcizar o passado, de purificar a alma daquilo que já não a alimenta mais.
Assim, entre a ânsia e o silêncio, entre a distância e a resignação, essa prosa se insere como um suspiro, uma última tentativa de libertação, um ato de coragem diante da incerteza do amanhã. É o retrato de uma jornada interior, onde o amor e a dor se entrelaçam em um eterno jogo de sombras e luz.
Se em algum lugar de sua memória existem boas lembranças, use-as para te ajudar nos momentos difíceis, pois elas são os tesouros da mente para a superação.
"Com o tempo, as flores murcham, o fogo apaga e as estrelas e olhares perdem o brilho. Não precisa ser assim!
Mantenha na memória o perfume das flores, sinta ainda o calor da chama apagada, busque nas palavras o brilho perdido do olhar.
Assim é o amor verdadeiro...: uma reciclagem diária, cheia de novas experiências e buscas pelo eterno."
"Desconhecemos a duração de nossa jornada, mas podemos acalentar a esperança de eternizar em nossas memórias e daqueles que amamos, cada um dos nossos bons e verdadeiros afetos, então medidos não pelo tempo, mas pela intensidade do seu existir."
Se conhecer ou ter consciência das origens também serve para curar, libertar e tomar o controle da própria vida.
