Memória de Elefante
O que aprendemos com o passado é maximizar as qualidades de nossas futuras lembranças, não necessariamente de nossa futura experiência. Essa é a tirania do eu recordativo.
Sempre olho para o ontem, e é bom poder me encontrar completamente naquele momento, naquela época, com aquela cabeça, e poder captar isso.
Imagina como eu não fico quando me lembro do seu beijo...beijo doce, quente, sensual...sempre com gostinho de quero mais...muito mais...
É tudo muito triste. Principalmente quando você já não sente mais nada.
Não sabe onde se perdeu. Sobrevive ao invés de viver.
A saudade em seu peito faz refúgio. Os pensamentos vem e vão.
Onde estão as respostas ? Vejo apenas os enigmas.
Onde está a cura ? Vejo apenas os sintomas.
Onde estão todos ? Me sinto tão sozinho.
Onde foi que me perdi ? Pra onde é que todos foram ?
Cadê todos aqueles momentos bons ? Será que se apagaram da memória ?
Eu apenas queria saber isso. Quando?
Quando foi que eu morri e não percebi ? Quando?!
Silenciosa
Quantas vezes eu falei com meu olhar, gritei com o meu silêncio e até com um sorriso que escondia o que as palavras não conseguiam dizer? Tantas tentativas de me expressar de forma discreta, até que o brilho dos meus olhos se apagou e o sorriso perdeu a graça.
Silenciei, mas também gritei com um comportamento que não era meu. Meu corpo, que antes sustentava forças, começou a falar por mim: perdi peso, meu cabelo caiu, minha vitalidade se esvaiu. Tudo porque me esforcei para silenciar a minha dor, tentando não ferir aqueles que nunca estão preparados para escutar — não genuinamente.
Ninguém está realmente pronto para ouvir sobre a escuridão da depressão. Porque ninguém compreende de verdade, a não ser que já tenha mergulhado nas mesmas águas turvas.
Mas eu não desejo que ninguém me entenda. Pedir isso a Deus seria cruel, seria pedir que outros sentissem essa dor em suas próprias experiências. Não, eu não quero que ninguém afunde nesse abismo. Desejo apenas que meu silêncio seja ouvido, mesmo que eu não precise mais gritar.
Vestígios
Se um dia eu desistir, saiba que lutei todos os segundos; mas se um dia eu partir, deixo um pouco de mim em cada canto — nas palavras que escrevi, nas imagens que capturei e, sobretudo, nas pessoas que encontrei.
Redenção
Às vezes, a maior batalha não está em sentir demais, mas em carregar a culpa por não ser suficiente para nós mesmos, para os outros e para Deus. É o peso de tentar acertar em tudo, enquanto nos perdemos na dúvida de sermos dignos de amor — inclusive o divino.
O Abismo do Sentir
Será que o verdadeiro temor das pessoas em se conectar com alguém que tem depressão ou transtornos emocionais é apenas a incapacidade de saber o que fazer? Ou talvez seja algo mais profundo: o medo de mergulhar em territórios extraordinários, onde o sentir é avassalador e pleno?
Quem sente em excesso carrega uma consciência afiada, uma percepção quase divina — refletindo sobre tudo e todos, tocando o invisível que outros ignoram. Mas essa profundidade também pesa. E, sendo humanos, não compreendemos completamente essa intensidade, que nos faz constantemente julgar nossas falhas, buscando desesperadamente acertar.
Queremos seguir a vontade de Deus, amar e compreender a humanidade, mas acabamos nos perdendo de nós mesmos. Questionamos nossas fraquezas e nos culpamos por não sermos melhores para nós, para os outros e, principalmente, para Deus. Esse fardo, essa culpa silenciosa, vai além do sofrimento emocional: é a dúvida que dilacera a fé, a existência e o amor divino.
E talvez seja isso que as pessoas temem ao se aproximar: perceber que há um abismo dentro delas também, onde a fragilidade humana encontra a necessidade incessante de redenção
Indelével
Se um dia eu desistir, saiba que lutei com cada parte de mim, enfrentando os ventos mais ferozes e os silêncios mais pesados. Mas, se um dia eu partir, não diga que não sabia. Eu me espalhei pelo mundo, deixei fragmentos meus por onde passei.
Estou nas palavras que escrevi, nas imagens que capturei com a alma, nos olhares que toquei com ternura. Me registrei em cada gesto, em cada história compartilhada, em cada canto onde deixei um rastro silencioso de quem sou.
Não se trata de me lembrar com pesar, mas de reconhecer que estive aqui, inteira, presente, viva. Eu fui — e sempre serei — uma presença que não se dissolve, apenas se transforma em memória.
Inaudível
Eu avisei. Nunca tentei chamar atenção, mas gritei em silêncio por meio das palavras e das imagens que deixei pelo caminho. Algumas pessoas disseram: "Pare com isso, não demonstre suas fraquezas." Outras, com olhos que não sabiam ver além do superficial, soltaram um: "Nossa, isso dói tanto." Houve aquelas que simplesmente ignoraram, fingindo não ver, passando por cima como se eu fosse um borrão despercebido.
Mas eu continuei. Me registrei em cada fragmento de existência, deixando partes de mim em cada texto, cada fotografia, cada história contada com alma. Não porque eu esperava aplausos, mas porque queria apenas ser — inteira, genuína, presente.
Lamento, apenas, imaginar que o dia em que eu partir minhas publicações possam encher de curtidas tardias. Não quero esperar a ausência para ser vista, nem que a valorização venha quando meus olhos já não puderem contemplar.
Eu vivi para me deixar em todos os lugares e em todas as pessoas, ainda que nem sempre percebam. E se a vida é feita de encontros e desencontros, que meu rastro permaneça — não para ser aclamada, mas para ser sentida. Inaudível, talvez, mas eterna.
Os diálogos, as emoções e todos os momentos que importam vão ficar guardados numa gavetinha muito especial da memória.
Um amor inacabado, que nunca teve um final adequado... Todo mundo tem. Alguém que cavou fundo em seu coração e ficou lá.
A dor de perder algo precioso - seja felicidade ou riqueza material - pode ser esquecida com o tempo. Mas nossas oportunidades perdidas nunca nos deixam, e cada vez que elas voltam para nos assombrar, sofremos. Ou talvez o que nos assombra seja aquele pensamento incômodo de que as coisas poderiam ter acontecido de forma diferente.
Brasileiro não tem memórias. Pensa que a vida é uma festa.
Torce para ter bastante comida e bebida e vive de lembrancinhas.
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