Melhores Poemas
Teu olhar me despe
antes mesmo do toque,
como vento morno
que percorre a pele
e aprende meus segredos.
Teu sussurro é chama
acendendo devagar
cada curva adormecida,
cada arrepio guardado
na espera do teu abraço.
Teu cheiro me envolve
como noite sem pressa,
e no silêncio do quarto
nossos corpos conversam
num idioma feito de desejo.
Tuas mãos desenham caminhos
que minha respiração acompanha,
e no compasso do teu peito
eu me perco —
doce, inteira, tua. EVER. .. .. ...
Com o mesmo fim de um arco-íris sem ter, esperando na curva de uma vida melhor, sigo meu bom amigo, rio sem destino!
Problemas fazem parte de um curso, e ninguém não é especial... não se preocupe, apenas continue lutando se a intenção revela a verdadeira verdade!
Não se envergonhe, ninguém te dá nada de graça; rio da vida, um dia conheceremos o nosso mar!
"Um grande rio, sou eu, que deságua, em lágrimas e vida"!
Antes mesmo de começar à escrever,
Aprendi à temer.
Quando não passava de uma criança,
Cheia de esperança,
Que brincava de boneca, e sonhava em ser princesa.
Aprendi cedo demais,
Que de fazer maldade, qualquer um é capaz.
Que não precisa ser estranho, pra nos roubar a infância, e impedir de ser criança.
Cresci com o peito doendo,
Tentando curar uma ferida
Que eu nem sabia de onde vinha.
Vivia com uma culpa que não era minha, E um peso tão grande que minhas mãos tão pequenas não sabiam como carregar.
Não conseguia lutar, e ninguém eu tinha pra fazer isso por mim.
Todo mundo me dizia:
"Deixa isso passar!"
E assim, deixei.
Mas o que foi embora, não foi a dor.
Fui eu mesma quem ficou pra trás.
Ninguém ensina
Como crescer direito
Depois de ter a sina
De ser roubada a inocência.
Ninguém me contou
Como se vivia
Depois de ter sido objeto
Antes de sequer poder lembrar
Que eu existia.
Me disseram que o tempo cura,
Mas esquecerem de dizer que o tempo também cobra.
E que se uma ferida não for cuidada, O tempo cicatriza torto, e a dor nunca vai embora.
Hoje, já cresci.
Mas não cresci inteira.
E sim, com um pedaço de mim faltando.
E por isso, carrego comigo um grito antigo.
Que não foi ouvido, mas sim abafado..
E isso antes de eu sequer poder entender o que, e por que tinha acontecido.
E eu sei que não é justo comigo
Carregar sozinha
Algo que nunca foi culpa minha.
Mas ainda sim, fico em silêncio.
E quando a dor chega com força,
Eu pego meu caderno e escrevo.
Por que essa dor
Não vai embora, só ameniza.
Por que não tem como não doer,
Sendo que eu nunca vou saber
Quem eu poderia ter sido.
Se eu não tivesse temido,
Antes de ao menos ter a chance de aprender escrever.
-Victória Licodiedoff Lemos
Eu sou triste
Não do jeito depressivo da coisa -
Mas como quem tenta, e mesmo assim não consegue mais se deixar iludir pela falsa esperança de que a vida importa, e que um dia vai fazer algum sentido.
E parando pra pensar, não faz. Nunca fez.
Nunca sequer importou.
Hoje, me encontro desiludida, e isso me perturba. Me perturba pensar na vida, e saber que inevitavelmente, com ela terei de me contentar.
Que não importa o que eu faça, talvez nada saia do lugar.
Às vezes me pergunto se vivo num limbo,
Se minha vida pra sempre será estagnada, se um dia eu vou piscar e já vai ser tarde demais pra mudar,
Me pergunto se devo sonhar, mesmo sabendo que muitos deles nunca vão se realizar.
Me pergunto se sonhar é coragem, ou apenas uma forma de adiar a realidade.
Tenho medo de acordar, e perceber que tudo mudou, menos eu. Tenho medo de sonhar, me esforçar ... e ainda sim ficar no mesmo lugar de onde sempre estive.
Não quero a minha vida, todo dia contemplar -
só quero parar um pouco de pensar.
Parar de pensar nos meus arrependimentos,
Nas coisas que eu já fiz, nas coisas que já aceitei,
Ou nos momentos que um simples pensamento me impediu de ser feliz.
Quero parar de pensar no passado, de me remoer por coisas,
que já não posso mais consertar.
Como se minha culpa lentamente me consumisse, e virasse o único lugar que já consegui morar.
Então, sim,
às vezes fico triste.
Mas não por causa dos arrependimentos,
Nem das dores,
Nem da incerteza.
Às vezes fico triste só por querer estar viva,
E perceber que
até isso cansa.
FILHOS DE UM MESMO TORRÃO
Que importa se és branco ou negro, gordo ou magro?
Pra que tanta distinção?
Se viemos de um mesmo canto, arrancados de um mesmo barranco, filhos de um mesmo torrão?
Pra que tanta distinção?
Vejo uns assentados ao alto, enquanto outros se assentam ao chão.
Uns se achando tão nobres no seu eu,
Olhando o irmão mais pobre, julgando-lhe um plebeu.
Pra que tanta distinção?
A vida é para ser vivida com amor e compaixão.
Afinal, quando os olhos se fecham,
Não importará tua veste; se vivias em choupana ou mansão, voltarás de onde vieste, repousarás tua fina veste sob o mesmo torrão.
Pra que tanta distinção?
Recebeste o mesmo sopro, tal qual o de Adão, amassado do mesmo barro no dia da criação.
Pra que tanta distinção?
Quando teus dias terminarem, em uma só fração, recolherá o teu fôlego Aquele que não te deu distinção.
Ansiedade não é drama.
É carregar o mundo no peito,
pensar em tudo ao mesmo tempo
e não conseguir silenciar, nem por um segundo.
Olhe no espelho e receba dicas de quem encontrou lá!
1° Seja você mesmo.
2° Tenha coragem de ser você mesmo.
3° Mude apenas por você mesmo.
4° Seja honesto sendo você mesmo.
5° Deixe o outro ser ele mesmo. Se te incomoda afaste-se.
6° Não transfira para o outro o que você é.
7° A verdade será sempre a verdade e se isto te incomoda, olhe-se no espelho.
8° Use a inteligência para as boas coisas.
9° Alinhe as palavras com seu comportamento.
10° Quando ler estas coisas, pense no próximo item.
11° Foda-se os itens anteriores! Olhe sempre no espelho!
Estou exausto, perdido em mim mesmo. Onde se escondeu minha autoestima, meu amor-próprio, quando meu corpo já não responde?
Estou exausto, perdido nas profundezas do meu próprio ser, onde se escondeu minha autoestima, meu amor-próprio, quando meu corpo já não responde aos desejos da alma?
Dentro de mim arde um sofrimento silencioso, uma chama eterna que acende um farol de alerta no coração. Ao me erguer e encarar o espelho, vejo refletida a urgência da libertação, o clamor doce da alma que anseia por renascer. Finalmente compreendo.
A luz divina dança em meu ser, e por isso escolho amar com a pureza de quem não se curva à humilhação. O amor verdadeiro é entrega total, é voo sublime, é doação sem correntes, sem súplicas por migalhas. É um gesto sagrado, natural, que jamais fere a essência.
Não seria essa, talvez, a mais sublime forma de dignidade?
A vida é o amor que não se concretiza, um sonho etéreo que pulsa no silêncio do peito... E eu, com um suspiro profundo, me rendo a essa doce e amarga verdade.
Tem coisas que o tempo é inábil a levar, tem almas que mesmo separadas nunca deixarão de pertencer-se.
Flávia Abib
Acordei diferente, não sou mais o mesmo de ontem.
De pouco em pouco fui me transformando.
Não há mais aquele sorriso fácil na minha face.
Nem tudo que demonstrei até ontem era real e, mesmo assim, segui.
Compreendi que o peso do sonho que carreguei por muito tempo não me valeria a pena, não mesmo!
Vim buscando, estando (eu) mesmo fragilizado, compreendi que, afinal, ninguém será feliz por mim.
A prioridade para minha existência é a paz de espírito, ninguém vai levar minha fé ou tirar-me do caminho.
A tristeza deixei para trás, ficou no passado, fiz a escolha.
Serei absoluto e concreto nas minhas atitudes.
Quero ser a minha própria razão e dar continuidade.
“A graça de Deus é suficiente para nos manter de pé, mesmo quando os joelhos fraquejam.”
— Douglas Santos, em O Deus Silencioso
“Fé não é ouvir uma voz trovejante; é confiar mesmo quando o céu parece de bronze.”
— Douglas Santos, em O Deus Silencioso
Deus é justo e nos ama, se ele permite que algo aconteça é para o nosso bem, mesmo que não entendamos. Ora, se o carnaval acontece todos os anos e traz alegria para milhões de pessoas do mundo inteiro, até para muitos que não são foliões, como pode ser coisa do Diabo?
Idelmar Pires
Talvez o que escrevo, seja uma lembrança de um passado que fez-se inconsciente ou mesmo que eu tenha trazido de maneira latente em mim. Talvez o que escrevo, tenha o mesmo significado, a mesma luz, num outro olhar. Talvez o que escrevo, seja somente a tradução do que tua alma ensina-me.
Flávia Abib
"Sou único mais com rasuras; mesmo que, por alguns instantes, vale a pena para ver a própria verdade e perder o medo do reflexo do espelho"!
"Encaro isto considerando, porque é preciso saber o que pode dar errado sem a arte da antecipação": "não aceite mais desculpas dos erros, apenas mudanças de comportamento deles"!
Alguém se estressa em situações em que culpa os outros por suas decisões, mas, no fim das contas, ela está ciente e no controle!
"Devo, focar no suficiente e no positivo": alguém percebe valor nas próprias conquistas e experiências, reduzindo a comparação com os outros!
Não Revide!
Não dê importância!
Não se iguale!
Não desça ao mesmo nível!
Não responda na mesma moeda!
Somente continue fazendo o que você faz de melhor. BRILHANDO!!!
SIM é esse brilho no seu rosto que incomoda quem está na escuridão...
Então brilhe! Brilhe ainda mais, siga na direção do seu alvo e deixe pra trás aquele ou aquilo que de maneira ou outra, intenta ofuscar sua luz.
Muitos dizem: “Deus nunca me ouve.”
Mas será mesmo que Ele não ouve, ou somos nós que não queremos ouvir?
Você ora pedindo um emprego melhor, mas quando a oportunidade aparece, reclama do horário, da rotina, do esforço.
Pede por um relacionamento abençoado, mas continua alimentando conversas com “contatinhos” que só te afastam da pureza que Deus quer te dar.
Diz que quer ser feliz, mas na dor escolhe se entorpecer, e não se fortalecer na fé.
O problema não é o silêncio de Deus.
É a nossa surdez espiritual diante das respostas que Ele já enviou.
O que acontece na sua vida não é castigo e sim consequência das escolhas que você insiste em defender,
Deus continua ali, disposto a mudar sua história… mas a chave está nas suas mãos.
Nunca fui de ler o mesmo livro duas vezes, fiz na esperança de um final diferente,
mas entendi que algumas histórias
não mudam o fim,
mudam quem a gente se torna ao fechar a última página.
E não estou falando de livros
