Melhores Poemas
Até as folhas caídas no chão,
E as folhas levadas ao vento
Já não têm o mesmo significado.
Afinal, você mora no meu
Coração e pensamento,
- eu te pertenço
Sou tua em todos os bons
Espasmos e ritmos...
Dizem que o coração não
Tem escolha para amar,
Eu digo ao mundo:
- Eu escolhi o teu amor
Para amar, cuidar e adorar.
Você trouxe para mim
O mistério celeste que
Só o amor decifra o que
Foi divinamente escrito.
Tenho orgulho dessa doce
Pertença que tem reavivado,
A minha porção feminina
É viver de um alimento,
Que ilumina e fascina.
Essa tua doçura masculina
Faz de mim ainda mais tua,
E completamente rendida
Vou vivendo respirando,
E escrevendo a nossa poesia.
A rua transversal
a minha rua faz
lembrar que
todos nós
somos vizinhos,
mesmo que você
não veja,
independentemente
da distância,
ou nunca tenha
ido até lá;
Porque assim
é, há de ser
e sempre será.
Não escondo a minha predileção
Por ti,
Temos a mesma ginga,
O mesmo passo,
Comove-me com o teu jeito
De sentir,
Corro direto para além
Do teu abraço,
Por nós dois sou
Capaz de ir além,
As minhas palavras
Te fazem sorrir,
E o teu carinho faz
O coração bater,
O destino fez
A gente se encontrar,
Juntos temos o mundo
Para conhecer...
Ainda muitos versos
Hão de ser escritos,
Lindos momentos serão descritos,
Musicados ao gosto
Do nosso compasso,
Há um lindo amor a ser vivido,
Somos um lindo amor
Para ser eternizado,
Pois só a poesia é
Que tem esse condão,
Para fazer eterno
O amor como pendão,
Não temas, se entregue com paixão,
À ti devoto as boas preces
E o meu coração.
É Lua Cheia, aqui você não está,
Você está bem longe,
E está para chegar!...
Uma hora você chegará
De vez para ficar,
Amor igual ao nosso é raro,
E melhor não há;
Os teus olhos podem
até se perder de mim,
Mas o teu coração sempre
Te provoca sem fim,
Se você me vê como tua Colombina,
És o meu Arlequim!...
Provoco-te para cuidar
Mais de perto do jardim... Tim-tim!...
O encontro foi
obra do destino,
- há um carinho
e um caminho
Mesmo que se tente
o descaminho,
- não surgirá o desatino
Temos fé um no outro,
- confio
Por nós vibro,
- escrevo
E nos imagino...
Um sentimento
tão lindo,
- tenho por você
um fascínio
Um amor tão puro,
tão fino
- que nasceu
para ser meu
Venha tomar conta
desse coração
- que é todo teu
Porque ele rima
apaixonado,
- e te quer desacorrentado
Para viver
contigo libertado.
O meu coração nunca
deixou de ser atento,
- espalhei sementes
de ternuras ao vento
Para que eu não me perca
do nosso caminho,
- só as sementes de ternura
marcam com luzes
Para que dos meus olhos
você não se perca,
- e para que não saia da tua cabeça
Porque mesmo que a vida
nos coloque noutros
rastros e direções,
- assim lembraremos
das nossas emoções
E não esqueceremos
que um dia
vivemos a mais especial
de todas as paixões.
Desafiando as horas rebenqueadas,
- nada -
Mas nada mesmo há de deter
Os meus desejos dos teus
Sabores que carregam a essência
Do melhor de todos os amores.
Nada há de fazer que as nossas
Vontades se tornem alquebradas,
Somos duas almas mais do que livres
Que se entregaram apaixonadas...
Não precisamos de elementos,
- nem poéticos e nem exóticos.
Guardamos em nós os licores,
E os perfumes mais eróticos...
Com fidedignidade aos consentimentos
- nossos -
Assim faremos de tudo
- e muito mais -
Para preservar o amor espiritual
Aqui terreno;
Carrego você pleno e segura
Estou do nosso infinito sereno.
Da lingerie púrpura ao véu
- escarlate,
Há um pensamento e um segredo
Que em breve eu hei de revelar-te:
Porque exclusivamente foi você
Que me atiçaste com o teu fogo alto,
Já nem sei se o que estou escrevendo
É um poema ou mesmo um salmo.
O importante será que debruçada
Sobre ti farei o santo e o profano;
- e entre nós não haverá nenhuma dúvida
- e nenhum engano.
Nesta chama silente
Faço-me tua, mesmo você
estando ausente;
Sou a fêmea que te
fareja, e se agarra,
Sei que estás se entregando
espiritualmente
Porque morro de amores
por tua pele reluzente.
Sim, você ao meu lado
Garantindo o fim do inverno,
- e trazendo verão....
Surpreendentemente,
- cada obstáculo material
sendo removido
com a minha boca, um espetáculo
inaugural!
Pressinto-me agarrada à tua pele,
e domando você como se doma um alazão;
- inebriando o teu corpo,
a tua alma e o teu coração.
Tendo de ti o teu regaço
Indo além do nosso abraço,
- e trazendo você para mim apaixonado...
Percebendo-te inteiro:
- inflamável, passional e intenso...
Estou aqui te alisando,
- tens de mim o implacável
encanto, e minh'alma
se derramando por esse corpo
em reticências...
Desejo-te inteiro e ainda não
o suficiente para irmos
além do alcance e escrevermos
as linhas do nosso romance,
- e traçarmos a rota do relacionamento.
O mundo não
aprende com
os seus erros,
e mesmo
conhecendo
a história
do Holocausto
que começou
com discursos
de ódio persiste
neles sem receio.
Gerando todos os
dias um holocausto
novo um atrás
do outro e sem pudor,
ensinando a apatia
como nobre andor.
Podem permanecer
a conta de mais
de duas centenas
de desaparecidos,
muito reagem alheios,
as dezenas de mortos
não os comovem,
porque eles não
foram os atingidos.
Flexibilizando erros
e deixando barragens
à revelia assim vamos
nos matando todo dia
sempre mais um pouco,
e até mesmo com ironia.
Cantam que o Carnaval
está proibido enquanto
choro pelos meus filhos,
e escrevo poemas sobre
e entre os escombros.
O quê é tarde
demais é
de verdade,
mesmo que
você nele
não acredite,
e o peito
não se dobre;
a conta com
Mariana não
foi saldada,
mas também
não foi olvidada.
A conta não
é pequena
tal qual a
mediocridade
do evento que
a tragédia
provocou,
nós não
sabemos
a proporção
do desastre
humano:
só se tem
notícias que
somos 200
brasileiros que
desaparecemos,
e no esquecimento
nós caíremos.
É sem sentido
seguir desse
jeito para ocultar
o quê não é mais
segredo para
o mundo inteiro
há muito tempo:
que o Brasil
não preserva
a Natureza,
todo mundo sabe;
e sempre seguiu
atirando da janela
a sua riqueza
não se importando
que se acabe,
e nem prevendo
quanto mais gente
se mate ou se
no futuro desmate.
Quero ouvir
As canções
Da Pátria por
Cada lugar
Da nossa terra,
Mesmo que
Seja na hora
Do trabalho.
Não digo que
Foi, é ou tenha
Sido fácil,
Mas não aceito
Nada raso;
É por isso que
A tirania como
Modo de vida
Eu combato.
Porque vivo
De sentimento
Patriótico farto,
Como voto que
Se incorpora
Mesmo sem pedir
Todos os dias
A ser renovado.
O café me faz
companhia,
No abismo
o mundo
se encontra
E mesmo assim
nada te tira
da minha mente,
Do meu coração
perdi a conta,
Não paro de te
querer simplesmente.
Não há mesmo
piores e nem
tampouco melhores,
O quê há é soldados
de dois países
em animosidade,
Nas mãos deles
os indígenas estão
sendo sacrificados,
Uns até ir para
o exílio se obrigaram.
Um dia desses foram
os pemones,
e agora o paladino
da crítica ceifou
a vida de um jovem,
Peço a Deus que
maus hábitos
como estes tenham
fim e não retornem,
O alerta está laranja,
e há a esperança
que entre eles não
seja quebrada a paz.
Os maus hábitos
autoritários pouco
a pouco devem
ser superados,
Há um General
preso inocente,
uma tropa e pessoas
presas sem devido
processo legal,
Ele e todos estão
sem humano conforto
e sem ventilação;
É preciso vencer
o tal monstro
do atraso processual.
Comparações
não ajudarão
a Amazônia,
o Chaco
e a Chiquitanía
do incêndio,...
e nem mesmo
o Arco Minero;
é momento
de trégua
e união para
salvar a vida.
Estas tais
de vendas
nos olhos,
espadas,
balanças
e plumas
pesadas
espalhando
desgraças,
a história
não as fará
perdoadas,
prenderam
injustamente
heróis que
poderiam ajudar
a salvar
as nossas matas;
a justiça divina
não perdoa
quem imola
os patriotas;
A força da vida
deu a amostra:
a Colômbia
teve sacudida
a costa,
não duvide
que não seja
reação colateral.
Debaixo do pomar
de letras laranjas
pedindo pela
libertação de
tanta gente,
da campesina
dos 9 comuneros
e do General,
vou contando
o quê se passa
na América Latina.
Nada será como antes,
mesmo tendo liberado
a juíza e os estudantes.
Não há nenhum motim,
e sim há uma
grande resistência
de heróis da paciência.
Há médicos reunidos
com o povo em oração
com rosário na mão
em prol da liberação
dos presos políticos.
Do General que foi
preso inocente
e está desaparecido
não se ouve um pio,
E dele só paro de
falar quando o meu
clamor for atendido.
Se não fosse com
a intenção de libertar
desde o primeiro
dia nenhum poema
haveria escrito,
Viver a Independência,
é buscar reconciliação,
mística e libertação,
E sobretudo ter pelo
povo amor no coração.
Vesti-me dos pés
a cabeça no bom
estilo repleto
de Vyshyvankas,
Mesmo que ainda
vejo tudo indo
pelos ares junto
com os sapatos
das nossas crianças.
Insistindo em pedir
esperança para quem
sabe a manter onde
a mão não alcança,
E a nossa gente vive
sendo ilegalmente
pelo invasor presa,
julgada e torturada.
Nesta guerra que
tende vir a ser
prolongada e esta
tragédia por razões
óbvias anunciada
e que muitos fingiram
e outros tantos mais
escolheram não acreditar:
(de quem defende
o invasor prefiro para
sempre seguir afastada).
Não posso por instante
deixar o desespero
continuar me tomar
e tenho que aprender
o caminho de tranquilizar
mesmo em Zaporizhia
com mísseis instalados
em central nuclear,
A Guerra que começou
na Criméia é ali
que a paz há de se pactuar.
Não escrevo poesia
para me mostrar,
Caminho com a certeza
que vamos todos
chegar no mesmo lugar.
Fui bem criada e seria
até pecado lamentar,
e eu conheço bem
na vida o meu lugar.
Sou convictamente
a poetisa dos invisíveis
que pelas mãos do Universo
continua a se guiar
e continua a acreditar.
A mulher deve ser elegante,
Suave e ao mesmo tempo,
- marcante -
Como um perfume insinuante,
Deve ter alma, maciez e calma;
Deslindando os mistérios e dar o tom
De amor, paixão e ternura;
Conduzindo a intenção com doçura,
Amando infinitamente, sempre.
A mulher marcante de verdade,
Será lembrada pela virtude,
E grande capacidade de amar;
Espalhando a graça,
- por onde passa
Como uma felina mansa,
Que só no olhar recebe
O seu colo e afeto.
A elegância feminina,
Ilumina o mundo,
Pacifica,
Engrandece,
Enternece,
Aproxima e conjuga,
Acarinha e aquece,
Eterniza a lembrança,
É presença que permanece.
Pelos siderais fios
que nos unem
mesmo sem saber
onde você está;
Sei que nós dois
vamos nos encontrar,
e que não importa
a hora e o lugar.
O Universo abriu
um palimpsesto
a nossa previsão,
Tudo ocorrerá
fazendo bater
sempre mais
forte o coração
em ritmo forte
e indomável paixão.
Os seus toques
já estão todos
roteirizados
na minha pele,
E hão de ser a sua
estratégica mania,
e suave maneira
para de mim
fácil e faceira
muito além desta
Superlua de Neve.
Nesta busca intensa
por você mesmo
sem ter a certeza
desta sua sidérea
existência que sinto
que vou encontrar.
Na tua alma sem
saber onde está
por antecipação
peço o meu refúgio,
nela tenho o meu
apogeu e o perigeu.
Trago o descanso
absoluto que no teu
coração fixarei
a residência segura
neste teu corpo
de metal viciante:
Por ele que prevejo
me deixar em transe,
hei de ser a eterna
e intrépida viajante
muito além desta
Superlua de Neve.
A diáfana existência
de cada abelha
que se esforça mesmo
com todo o veneno
que neste mundo há,
ela traz a mensagem
do mundo para o mundo
que deveria buscar
como cada uma delas
cooperar, resistir
e sempre lutar para evoluir.
O coração que para
uns muitas vezes
se mantém calado,
por pura autopreservação
para não ser envenenado
por gente que vive
sem eira nem beira,
com o espírito esvaziado
e faz da bondade alheia
um campo para plantar
a marca da transgressão.
Cada abelha por todos
os lugares e rumo
à savana montanhosa
para produzir o mel
de acordo com o quê
lhe é proporcionado,
traz o signo daquilo
que entre nós já
deveria estar pacificado,
e por senso comum
deveria ser preservado.
O coração busca ser
deste jeito para
se resguardar de gente
que se perdeu, perdeu
ou deixou perder o quê
há de mais belo que
é a pureza da crença
no amor simples e original,
que é aquele que vê
sempre no luar a beleza
que encanta sem igual.
O luar ultrapassa
o tundra alpino
que mesmo
em degelo ainda
oculta solene
o multicolorido:
floral enamorado.
E sem conseguir
fingir o quê
estou sentindo
venho confessar
apesar deste
mundo esquisito:
que de nós não
ando desistindo.
Com devoção ando
buscando sinais
que me levem
todo o dia ao mais
terno dos abraços,
e quem sabe ser
só lábios grudados
nem que seja
por um instante
ou por sutil acidente.
