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Guiado pelo diabo rumo ao prazer, ao conhecimento e à liberdade. Três pecados imperdoáveis.

Se a salvação é apenas pela graça, então posso pecar à vontade e fazer tudo o que sempre quis. Obrigado, Lutero! Finalmente posso ser um psicopata sem me preocupar com o inferno!

P1. Um ser perfeito não pratica atos moralmente errados.


P2. Genocídio é sempre moralmente errado.


P3. Na Bíblia deus ordena ou pratica genocídio.


P4. Logo, o deus descrito na Bíblia pratica atos moralmente errados.


C. Portanto, o deus descrito na Bíblia não é moralmente perfeito.

Coitado de deus: condenado a existir para sempre, sem sequer ter o privilégio de morrer. Talvez ele tenha criado os humanos por pura inveja, porque nós temos algo que uma eternidade jamais poderá oferecer: um fim. A finitude dá valor à vida; o eterno é apenas um vazio infinito!

Entre o fato e a norma existe sempre um abismo que o juiz preenche com sua própria humanidade.

A religião tenta dar linguagem ao indizível, mas nem sempre reconhece o limite da linguagem.

Todo julgamento possui uma dimensão jurídica e outra psicológica que o processo nem sempre revela.

A primeira vítima da violência jurídica é sempre a ideia de que todos pertencem à mesma humanidade.

O ser humano não é um perfil, porque aquilo que somos sempre excede aquilo que pode ser perfilado.

“A razão não torna o Direito infalível; torna imperdoável que ele seja irracional.”

Aristóteles percebeu que justiça não significa tratar todos sempre da mesma maneira, mas oferecer a cada situação o tratamento que lhe corresponde.

O dinheiro restitui patrimônio, mas nem sempre restitui confiança, tempo ou dignidade.

Nada permanece para sempre; compreender a impermanência é começar a fazer as pazes com a vida.

O casamento tenta domesticar o acaso; o desejo, porém, conserva sempre uma parcela de sua antiga e indisciplinada natureza.

A liberdade nunca nasce no vazio: escolhemos sempre dentro de uma história, de um corpo, de uma época e de circunstâncias que não fomos nós que inventamos.

Quase toda tirania começa pedindo uma exceção e termina explicando por que a exceção sempre foi necessária.

A lei deve limitar o poder precisamente porque o poder sempre encontrará razões para não se limitar.

A neutralidade nem sempre é prudência: diante de determinados conflitos, não escolher também pode significar aceitar que outros escolham o destino que depois atingirá a todos.

As pessoas nem sempre acreditam conscientemente naquilo que suas práticas reproduzem.

A água de um rio é sempre despedida e nascimento: aquilo que tocamos já pertence ao passado, enquanto aquilo que se aproxima ainda não recebeu nossas mãos.