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O destruidor tem muito nomes, em seu traje de gala ele é chamado de crítico, porem você sempre o reconhece quando olha para trás, e se dá conta de que ele, por ele nunca construiu nada, e todos os seus feito se resume a demolição de obra alheia.
Não existe morte, todos somos eternos no tempo, e ela sempre estará lá, viva e jovem para sempre no tempo dela.
Sempre gostei de dias chuvosos, talvez seja porque ele lave algo em mim que os dias de sol não conseguem secar.
A vida sempre me bateu muito, fez eu adquirir calos. Ao longo de anos, fui mudando, me moldando e me blindando. Hoje sou apenas alguém que não possui sentimento algum.
Gratidão deve ser exercida sempre, em momentos de alegria, por estarmos vivenciando a dádiva e em momentos de aflição, pela provação nos dadá.
A inspiração vem da dor, sempre da dor... Cada gesto de escrita nasce de uma ferida fresca ou de um hematoma emocional, sem essa dor, minha voz se calaria. Reconhecer que só a angústia me impulsiona a criar é aceitar que a beleza de cada frase vem acompanhada do sabor amargo de lembranças que preferiria esquecer.
Sempre fui melancólico, como Chopin. Ele chorava em teclas, eu, em palavras. Sua dor virou partitura, a minha, tinta nos ossos.
Nesse espelho triste, reconheço a linhagem dos que sentem demais
e transformam a dor em arte.
Não importa o caminho, o desfecho é sempre o mesmo. Eu, naufrágio de mim. É como se o erro estivesse gravado em minha essência, antes mesmo de eu nascer. Cada escolha apenas uma variação do inevitável. Luto, insisto, me debato, mas há algo maior, invisível, que já decidiu meu lugar, é à margem, entre os que tentam e nunca chegam.
Ansiedade corrói por dentro, êxtase voraz do imediato, não é sempre luz, às vezes, corrente que me amarra, um labirinto sem saída.
De volta!
De volta porque preciso gritar ao mundo que tudo que eu queria sempre esteve aqui. Aqui bem pertinho de mim. Aqui, bem à minha frente, bem ao alcance das minhas mãos.
De volta porque preciso confessar minha cegueira, minha ignorância, minha teimosia.
De volta porque só assim consigo ser completa, compreendida, ouvida.
De volta porque palavras me sufocam, me queimam, me aprisionam, mas também são elas que me alforriam, me devolvem o ar, e me curam.
De volta porque não percebia que ainda estava em você. Em seus olhos, sua boca, seu corpo, seu abraço, seus sonhos, seus desejos, sua corrente sanguínea.
Mas, sabe aquela história de que só quem conhece o veneno, conhece o antídoto?
Por isso voltei.
E voltei curada. Voltei ao cubo pelas palavras que me libertam! Curada tão somente para também levar-te à cura!
"Príncipe" com síndrome do "para sempre insubstituível", apesar das mágoas e do tempo, geralmente volta à pé, depois de cair do cavalo!
Nem sempre o silêncio é resposta. Ás vezes é só uma tentativa de organizar ou calar as perguntas. As próprias perguntas!
Tapete: a pessoa pode dar as voltas que quiser que ele sempre estará ali, pronto para limpar-lhe os pés e ser pisado. Tem muita gente assim, por falta de amor. Amor próprio!
