Melancólicas
Sinais do tempo
O vento se insinua e move delicadamente
As páginas desnudas e simples do livro
Sobre a bancada de madeira
Descansa ao lado do balanço
Se movimenta lentamente como num ressoar.
As páginas amareladas com sinais do tempo
Trazem a nostalgia de um passado
Contam as histórias de cada personagem
Lembradas com carinho dos
Momentos vividos intensamente.
O vento se mistura com o suspiro da morte,
A justiça invisível ouve suas lamentações
À distância os deuses louvam o momento,
A vida peregrina pelos campos desertos
Enquanto as almas procuram o descanso...
O livro continua sobre a bancada
Aguardando a companhia de alguém distante
Que talvez não volte mais.
Suas paginas melancólicas suspiram ao ver
Que o balanço continua solitário ao seu lado.
E ali estou eu ainda acordado
Ouvindo o som das ondas
Aquilo me batia forte no peito
Me fazia lembrar de você.
Aqui está tão... vazio .. tão frio ... tão quieto... mas por algum motivo eu me sinto tão ... bem. Será que isso está certo? Eu ... deveria me sentir assim, e ainda gostar? "Normal" é o que a maioria das pessoas são, e eu sei que cada um é normal do seu jeito, e todos possuem aspectos singulares, mas eu não me sinto normal de nenhuma forma... nem para eu mesmo. Não consigo entender meus próprios sentimentos, eles são tão confusos, e tão .. escuros. Por isso , simplesmente, tento apenas não pensar, tento apenas fingir q não estou sofrendo, fingir que não estou confuso. Por algum motivo não tenho um medo específico mas, me sinto vulnerável a qualquer coisa. Tudo que eu quero e achar alguém que me complete, para que pelo menos me faça esquecer um pouco da minha dor. sofrimento ... melancolia, nostalgia, solidão... eu sou só um cretino que consegue viver com essas coisa é achar que está tudo bem, que não há nada de errado, mas a verdade e que mesmo que sejam coisas horríveis de se sentir eu me sinto bem com eles ao meu "lado", eu gosto de sentir a presença "deles", eu acho que não me sentiria bem se eles ficassem ausentes. Que engraçado neh? Alguém como eu merece viver? Ou melhor, alguém como eu merece morrer? *Rsrsrs* e tão estranho, mas... me sinto tão bem.
À MERCÊ DA VIDA...
Ando tão perdida pela vida...
Não sinto vontades de ir
Muito menos de ficar!
Estou estagnada no tempo
Nem mesmo me move o vento
Desalento
Melancolia
Nem agonia!
Uma indiferença passiva
Um cansar na alma
Calma sem paz
Ausência de risos
Choro , ou histeria!
Como se o mundo tivesse parado
para embalar a minha nostalgia...
Uma folha seca voa pela rua,
esboço um pequeno pensamento
preguiçoso;
Quisera ser como ela
Velejar à mercê da brisa
Sem dor
Sem impulso
Sem sentimentos...
Constatação
Onde estão, meu bem...
Onde estão os nossos momentos?
Aqueles tempos tão cheios de sonhos
Carregados de uma eternidade tão latente
Tão potente,que poderia mudar nossos mundos
apenas com o toque dos nossos dedos...?
Nossos desígnios, meu amor, onde estão?
A realidade deles era tão tangível...!
Perderam-se em meio às brumas do tempo?
No esfacelar das horas...Dos anos
Da nossa juventude
Perdida, ainda que não esquecida.
Mas o amor se perde?
Quando o amor se perde?
Desde quando o amor se perde?!!
Talvez o amor não se perca
Apenas desista
...Ou ainda nem desista
Deixa de acontecer
Simplesmente...
Veementemente
Como o cessar do bater das asas da crisálida
Inevitável.
...Então que cessem meus devaneios
Meus questionamentos
As " coisas" são como tem que ser
E o amor...Ah, meu amor...
O amor tem lá os seus mistérios
Tão insondáveis quanto a própria vida...
"Tantas coisas tenho a dizer. Porém, Por serem tão árduas e pesadas. É preferível dizê-las de forma vagarosa, Melancólica e silenciosamente."
Dia opaco que reluz em tons de cinza,
Sua autenticidade me aprouve enfim;
Suas extremidades me cercam,
Poucas horas me restam;
Findou-se ó dia ruim.
Luz que refugira em tons brilhantes
Na calada da madrugada,
Os grilos festejam com batucadas,
Dia bom o que tens me dado?
Felicidade estampada na cara,
Luz que sobrepõe a madrugada;
O Senhor tens me abençoado, enfim.
No espaço-tempo que me encontro
Não me levo a qualquer ponto,
Mas pelo favor dos quadrivetores.
Ó dia de bonança,
Brinquei feito criança,
Num buraco de minhoca que fui até o fim.
Tenho uma coleção de pessoas guardadas dentro de mim, na verdade elas são como personagens.
Quando estou feliz aparece aquela eufórica que faz besteiras e fica triste deixando o palco e dando espaço para a melancólica que se destrói por dentro com lembranças ruins, mas em meio de toda confusão aparece a esperançosa que afasta as outras e brilha em meio ao palco, é aplaudida calorosamente e termina o espetáculo.
Porém ao fechar das cortinas, ao apagar das luzes, os personagens somem e restam apenas lembranças. Eu sou na verdade essas lembranças, sou resquícios que se juntam ao fim do show.
Às palavras rodeiam pela cabeça,
todos querem achar um ponto final para dar a elas.
mas palavras são imortais.
tudo o que pensamos viram palavras.
Se não expressadas, sufocada morrerá a pessoa que às guarda para si.
Há dias em que eu não sinto o que pulsa dentro do meu próprio peito. Há dias em que eu não consigo distinguir o que é respirar e o que é suspirar. A luz que, um dia, revestiu todo o meu ser, hoje, não passa de trevas cobrindo o que um dia fora Alvorada.
Eramais fácil na época em que eu corria para o sofá da sala ver desenhos. Às 5:30 da manhã. Na época em que eu via meus pais como anjos que me abençoaram com o sopro da vida. E hoje, minha caminhada consiste, apenas, na presença de demônios. Criados e cultivados, aparentemente, por mim, dentro de mim.
De uns tempos pra cá, venho perdendo meu sono, puxando memórias nos mais profundos e obscuros becos que compõem meus pensamentos, acontece que a minha ida foi o suficiente para me fazer perceber o que eu tinha quando estava com você, ao seu lado. A maneira de como eu fui embora ainda chicoteia o que sobrou do meu consciente, até hoje. Foi quando os seus cabelos claros dançaram ao ritmo dos ventos que eu percebi que você era especial, quando nos perdíamos em conversas que só nós dois conseguíamos entender. E eu não queria ter ido, mesmo tendo eu te expulsado e sendo o causador da nossa tempestade. Eu sinto falta da maneira de como você chamava meu nome, dos apelidos que você colocou em mim, da maneira de como você ficava corado quando eu dizia que te amava, era tudo tão raro, tão único, tão singular. Eu só queria ter percebido isso quando ainda éramos dois. É egoísmo meu querer te dizer que me arrependo, eu sei. Eu só espero que você ache alguém que te ame genuinamente, assim como eu nunca fui capaz de fazer.
Teu coração pode ficar em pedaços mas não chores pois o mundo não irar parar para notar que você tente conserta-lo.
Rega teu jardim de tua alma e espere às flores desabrochar pois, não espere flores de alguém.
Em certo momento ás coisas esfriam.
O coração aperta.
O sentimento de angústia aumenta e se enrola no pescoço e sufoca a respiração.
A solidão é só questão de tempo, mas por fim sofremos em silêncio.
Nossas almas anseiam pelo menos um dia de silêncio em nossas cabeças que estão cheias de tempestades.
Podemos ignorar e tentar fugir, mas logo que não há mais nada para fazer, ao anoitecer estás lembranças vem a tona.
Quando se desperta a perspectiva,
Começa a se questionar e procurar.
No fim de tanto pensar, sabe-se que ter consciência entristece qualquer alma.
