Medo da Liberdade
Tenho medo de chegar ao ponto de só repetir pensamentos dos outros, perde-me na capacidade expressar o que estou pensando por dúvida de mim mesmo.
Não se prenda a ciclos que te machucam por medo de recomeçar. Deus nos dá a chance de romper os laços que nos aprisionam e seguir em liberdade. Confie, avance e permita-se viver o que Ele preparou para você.
Moabe Teles
A pequena sereia não sabia nadar, apesar disso se lançou no mar, seu medo mais profundo virou sua liberdade mas também sua prisão.
No mar aberto não existe outra solução senão, nadar contra ou a favor da correnteza.
O dia passou e a pequena sereia queria voltar, se ver livre daquele grande mar que um dia foi tão almejado a ponto de fazer ela aprender a nadar, porém já não se recordava do caminho, e ninguém poderia lhe ajudar, então a pequena sereia nadou, nadou, nadou, nadou, nadou e nadou até se cansar....
Alma Livre
A alma livre voa
Sem medo, sem dor
Sem amarras, sem correntes
Ela segue em frente
Em busca de verdade e amor
Ela não tem medo do que virá
Pois sabe que é livre para seguir seu caminho
E que nada pode detê-la
A alma livre é livre para sempre
E nada pode mudar isso.
Todos nós temos sonhos e fantasias, mas com o passar do tempo, os deixamos de lado.
O medo de sermos julgados ou simplesmente condenados por vivenciá-los, faz com que recusemos convites e propostas.
O medo de viver nos deixa a margem de dois grandes abismos: vontade e dúvida.
Quem nunca firmou compromissos amorosos sem pensar nas consequências?
Uma aliança no dedo, pode ser facilmente comparada com uma gaiola. Não importa qual seja o valor sentimental que ela carregue, nos dias de hoje, alianças funcionam como as moderníssimas tornozeleiras eletrônicas, utilizadas pela justiça, para monitorar delinquentes e infratores. Alguns amantes percebem isso com o passar do tempo, mas preferem padecerem em sua zona de conforto ao invés de se libertarem.
Da janela do escritório ou da mesa de um bar, muitos vão vendo a vida passar, sem vivenciá-la.
De altos e baixos, de momentos felizes e infelizes vamos vivendo, e é por isso que devemos aproveita-la ao máximo, de forma plena e viril: aceite convites, por mais impuros que eles possam ser, jogue-se na balada com os amigos, faça do seu relacionamento sério, algo divertido, pois sério é sinônimo de chato. Pule um muro, corra, abrace, não tenha vergonha de ser feliz. Coloque em prática os seus mais loucos desejos, os mesmos que foram colocados para dormir por uma sociedade que não sabe o que quer dizer, ser feliz.
A vida é só uma, e triste mesmo seria chegar ao fim dela sem saber o que é ser livre, sem saber o significado da palavra viver.
Esta ausência em mim,não me tenho e sou solidão, sem fim
Este silêncio presente,que desperta o medo adormecido,o sofrimento num lamento escondido
E perdida fico,fora e dentro de mim
Não me encontro e só queria voar
Listo-me entre todos o desejo de sempre estar presente entre os poucos que vivem sem medo... Sem medo de viver.
Eu me desnudo sem medo de cair, sem rede de segurança, sem véus para esconder. Minha alma é um abismo, profundo e escuro, onde apenas a verdade pode respirar.
Eu me exponho, como uma ferida aberta, sem curativos, sem disfarces, sem medo de sangrar. Meu coração é um grito, um berro de silêncio, um sussurro que ecoa, sem palavras para dizer.
Eu sou a minha própria sombra, a minha própria luz, a minha própria verdade, sem filtros, sem disfarces. Eu me desnudo, para me encontrar, para me conhecer, para me amar. Sem máscaras, sem véus, apenas a minha essência.
Eu me exponho, como um rio que flui, sem margens, sem fronteiras, apenas a corrente da minha alma. Meu ser é um espelho, que reflete a verdade, sem distorções, sem sombras, apenas a luz da minha existência.
Eu sou a minha própria criação, a minha própria destruição, a minha própria redenção, sem culpa, sem pecado. Eu me desnudo para me libertar, para me soltar das correntes que me prendem, das sombras que me cercam.
Eu sou a minha própria liberdade, a minha própria prisão, a minha própria escolha, sem medo, sem arrependimento.
(“Nudez”, de Douglas Duarte de Almeida)
20 de agosto de 2016
A maioria das agressões mascara o medo. A pessoa chega a tornar-se violenta em nome de ocultar o medo que sente, que a torna vulnerável e cheia de fragilidade. A atitude da pessoa em querer provar alguma coisa para mim, fez com que não sobrassem olhos para perceber os milagres que acontecem o tempo inteiro por aí e ao redor.
No dia 20 de agosto de 2016, algo oculto, libertou a pessoa desse medo. Percebeu então, que vida é muito maior do que os relacionamentos viciados. Nesse dia obtive o consentimento para viver o que eu realmente sempre desejei - LIBERDADE SEM CULPA.
"Quando nos calamos por medo de represália, nos tornamos voluntariamente, cúmplices dos nossos próprios algozes".
