Me Sinto Esquecido
Todo mundo vai morrer um dia e ser esquecido, encontre paixões, forme relacionamentos, não tenha medo de chegar lá e foda-se o que todo mundo pensa.
Antigo Jardim
Num mundo distante
há tempos esquecido
um velho baú trancado:
Sonhos e segredos perdidos...
No antigo jardim solitário
O rio guarda a lágrima errante
que se perde, que se encontra
Quando menos se espera: o instante.
Face à sombra que bem se mostra
Quem dera antes fosse luz exposta.
Publica-se a alma. Declara-se o sonho.
Sentimento esmaecido
revela-se doente e ferido,
Abraça por hora teu anjo
que em seu coração a chave lhe entrega
E ao deleite de um fino arranjo
em sussurros a névoa dispersa.
Voe para além da montanha...
Desperta! Recupera o tempo ofendido,
Renove a face de tua esperança
E acredite: ela é maior e vai além,
Além de um mundo distante...
É gratificante ver tua semente germinando depois de alguns anos, mesmo tendo se esquecido da simplicidade com que foi lançada ao solo. Continue trilhando na fé...
Será que realmente não passa de mais um dia cujo real valor foi esquecido há tempos?
Muita gente nem lembra muito do motivo dessa data, esquece seu verdadeiro valor para os verdadeiros religiosos. Não para aqueles que dizem: "Eu amo Deus", mas para quem realmente tem Deus como algo significativo.
As crianças nascem e vem sendo criados com o Natal sendo um dia onde se ganha presentes e se reúnem aqueles parentes que você jamais vê na vida, apenas nesse dia, se repetindo todos ano.
Ando pela rua e vejo 'papais noéis' de diferente estilos, cada um com um texto hipócrita decorado e dizendo para todas as crianças apenas para retornarem: "eu quero uma bicicleta!", "eu quero um videogame!", etc. Elas não tem a mínima noção do que é o natal e porque ele é "comemorado". São cada vez mais escravos do "se sentir completo com produtos”.
As datas comemorativas, todas elas, deixaram de ter um valor real dentro de cada um de nós e passou a ser significado apenas do capitalismo que nos cerca. Lojas dizendo, "compre na XXXX, faça seu natal mais feliz". Vejo isso em todos os lugares.
Você passa por aí e todos lhe dizem com um sorriso puxado, "feliz natal, tudo de bom". Já parou para pensar que você diz isso tão automático que nem sabe ao mesmo o que esta dizendo? você realmente se importa com esta pessoa? seu porteiro, seu vizinho, seu amigo, seu colega. Porque para se desejar "tudo de bom" para alguém precisa estar no natal ou em seu aniversário ou alguma outra data deste estilo?
Eu que nem mesmo tenho nenhum vínculo com religião alguma, sinto nessa data um ar de rejeição muito grande, mas como simples capitalista gosto dela até, afinal quem não gosta de ganhar presentes?
Para mim natal deveria ser passado simplesmente como um dia comum, onde apenas os religiosos se manifestassem e comemoração seu verdadeiro valor - o nascimento de Jesus Cristo. Não deveria haver trocas de presentes e nenhum tipo de falsidade educacional que se cultiva hoje em dia. Nós deveríamos escolher passar ao lado das pessoas que mais gostamos e não ficar trancados em reuniões familiares onde às vezes nem mesmo existem assuntos em comum.
Mas no mais, mantendo a educação, um Feliz Natal para todos e tudo de bom! =)
"Quem te segue, seus olhos desviam, o exemplo esquecido que poderia ser notado como grandes valores."
Talvez você tenha esquecido a regra básica de ensinar.
Você não pode abrir a mente do outro se não tiver uma mente aberta.
Houve um tempo em que tinha esquecido de mim, do que sentia, da minha opinião e até dos meus sonhos, até que chegou um momento em que percebi que ninguém nunca esqueceu de si por mim... então porque eu deveria?
Foi quando senti falta da pessoa incrível que enxergava ao me olhar no espelho, nesse dia me reencontrei novamente.
O bem que você faz hoje muitas vezes é esquecido pelas pessoas amanhã. Faça-o assim mesmo.
Nota: Trecho adaptado do texto "Os Mandamentos Paradoxais", de Kent M. Keith, postado na parede da casa de acolhimento para crianças Shishu Bhavan por Madre Teresa de Calcutá. A autoria do texto tem sido erroneamente atribuída a Madre Teresa de Calcutá.
...MaisEu sou como um livro
Eu sou como um livro esquecido na estante do tempo, com páginas amareladas pelo que senti demais.
Nem todos leem a capa, poucos chegam ao índice, mas cada palavra minha carrega um silêncio que só o coração atento consegue decifrar.
Há capítulos escritos à lápis, cheios de dúvidas, outros gravados à tinta forte da paixão.
Entre linhas tortas, guardei nomes, promessas, e um amor que virou poesia quando não coube mais no peito.
Algumas páginas estão rasgadas pela ausência, marcadas por lágrimas que borraram o sentido.
Mas até os erros têm sua narrativa,
pois é no conflito que a história respira e aprende a continuar.
Nem todo parágrafo é alegria,
há noites inteiras escritas em prosa escura.
Ainda assim, sigo aberto, página por página, porque quem ama de verdade não pula os trechos difíceis.
E se um dia alguém me ler até o fim,
vai entender que não sou só palavras.
Sou memória, sou estrada, sou entrega.
Um livro que não termina na última página, mas recomeça em cada amor que ousa me ler.
Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não sei sentir em doses homeopáticas. Preciso e gosto de intensidade, mesmo que ela seja ilusória e se não for assim, prefiro que não seja.
Não me apetece viver histórias medíocres, paixões não correspondidas e pessoas água com açúcar. Não sei brincar e ser café com leite. Só quero na minha vida gente que transpire adrenalina de alguma forma, que tenha coragem suficiente pra me dizer o que sente antes, durante e depois ou que invente boas estórias caso não possa vivê-las. Porque eu acho sempre muitas coisas - porque tenho uma mente fértil e delirante - e porque posso achar errado - e ter que me desculpar - e detesto pedir desculpas embora o faça sem dificuldade se me provarem que eu estraguei tudo achando o que não devia.
Quero grandes histórias e estórias; quero o amor e o ódio; quero o mais, o demais ou o nada. Não me importa o que é de verdade ou o que é mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer crêr que é para sempre quando eu digo convicto que "nada é para sempre".
Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Tantas, Tantas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.
Não ia ser legal você vir agora porque eu não sei exatamente o que sinto por você. Eu gosto de ficar ao seu lado, gosto quando você me escreve. Quer dizer, a sensação é boa, é clara. Mas eu não sei se posso dizer que te amo, que gostaria de ficar pra sempre com você. Eu realmente não sei. E no momento - como dizer? - de certa forma eu estou gostando de estar me sentindo assim, desamparado. Porque é como um teste. Agora eu quero ver como eu me viro, entende? E sozinho. Se você viesse, você ia ficar servindo de ponte entre mim e a realidade objetiva. E não seria bom, porque eu podia sei lá, até mesmo ficar com raiva de você e matar uma coisa que ainda nem cresceu direito. Não tenho pressa nenhuma. Nem em relação a você nem em relação a nenhuma coisa. Eu gostaria que tudo crescesse naturalmente.
O amor não é uma desculpa. Você não pode justificar o ciúme com o amor. Sinto ciúme de você porque te amo demais. Eu já disse isso, mas hoje vejo diferente. Se eu amo demais, o problema é meu. Dizer que ama e quantificar o amor só serve para quem sente. Se eu tenho o maior amor do mundo, o mais puro e o que mais me faz feliz o problema é exclusivamente meu. Sabe por quê? Não importa o amor que eu sinto, não para o outro. Para o outro importa como eu demonstro, me comporto e vivo esse amor. O que adianta eu dizer que o meu amor é o mais puro de todos se eu não mostro isso? O amor não é uma palavra bonita. O maior problema do mundo, hoje, é esse. As pessoas acham que falar basta. Não, falar não basta. O amor não tem que ser dito, ele precisa ser sentido, senão ele não sobrevive.
