Me Sinto Esquecido

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Se o amor de uma criança é verdade, ele é esquecido quando começa a entender o sistema que é submetido ao longo da sua vida.

O homem só é como um canhão esquecido nos fortes com pólvoras secas que não explodem por sorte, a solidão é como uma lenta morte, matando o homem aos poucos como um câncer ou como uma lâmina agonizante fazendo-lhe vários cortes, mesmo que ninguém ateie no pavio curto o fogo, sozinho por tempos e secos ao vento, queimará o cordão entorno, mesmo sendo um canhão sozinho ele explode.

Bom dia, saudades de você, meu anjo, você sumiu, talvez tenha se esquecido de mim, mas gostaria de dizer que ainda amo você, minha linda, tanto tempo se passou, a gente tomou rumos diferentes, a vida brincou com a gente, nos distanciou, atrapalhou um pouco a gente. Gostaria hoje de lhe pedir desculpas por todas as besteiras que já fiz na vida, por todas as vezes que te fiz mal, me perdoa? Pois ainda te amo e sempre vou te amar...

O mundo anda apressado.
Os corações, rasos.
O amor — aquele de verdade — parece ter sido esquecido na última gaveta da humanidade.

O mundo esqueceu do amor?


Sim, o mundo pode ter esquecido do amor.
Mas os poetas não.
Eles seguem escrevendo por todos aqueles que ainda sentem — mesmo em silêncio.
Por aqueles que olham e enxergam.
Que tocam e permanecem.
Que amam… mesmo quando o mundo já não acredita mais nisso.

VELHOS TEMPOS

Eu venho de um tempo esquecido
De calçada e conversa demorada
Onde a lua brilhava mais forte
E a infância era nossa estrada

Lá, domingo tinha cheiro de café
E a vó bordava histórias com a mão
O mundo cabia num quintal pequeno
E o amor nascia no portão

Era permitido viver devagar
Abraçar sem pressa, sorrir sem pesar
O tempo se sentava ao nosso lado
E a vida era um poema cantado

Era permitido sonhar no olhar
Deitar nas estrelas sem precisar voar
Tudo era tão simples, tão inteiro
Naquele tempo verdadeiro

Eu venho de um tempo sereno
De mãos dadas, segredo e luar
Onde a rua era o nosso recreio
E brincar era só começar

A mãe gritava da janela:
“Já tá na hora de descansar!”
E a gente dormia em paz com o mundo
Com mil histórias pra sonhar

Era permitido viver devagar
Abraçar sem pressa, sorrir sem pesar
O tempo se sentava ao nosso lado
E a vida era um poema cantado

Era permitido sonhar no olhar
Deitar nas estrelas sem precisar voar
Tudo era tão simples, tão inteiro
Naquele tempo verdadeiro

Se eu pudesse voltar um segundo
Tocaria de novo aquele chão
Porque mesmo distante no tempo
Carrego esse lugar no coração

Era permitido viver devagar
E eu só queria poder relembrar
Com uma seresta e um violão antigo
O tempo onde eu fui mais amigo

Asa quebrada


Sou um anjo de asa quebrada
Triste, desolado, aos pedaços
Esquecido pelo tempo
Vivendo numa selva de carne
Sem rumo, sem sentido
Sem abrigo da chuva ácida dos dias
Vivendo das migalhas de afeto do concreto
Vertendo sangue e lagrimas de tristeza
Sou um anjo de asa quebrada...
Com seu coração remendado, cheio de amor, na mão!


Angélica F L Masullo

Estou perdido, à procura de mim, no meu mundo escondido.
Não há rastros por onde passei, esquecido, perdido de mim.
O universo observa em silêncio,o tempo conspira a meu favor,
para que eu, enfim, possa me encontrar."

Quem vai atrás do passado esquecido não pode exigir nada de quem luta por uma vida digna.

Por que medir o meu regresso com um passado já esquecido? Dias melhores sempre virão para quem busca um futuro feliz, abençoado pela graça do Criador.

O passado esquecido nem sempre foi resolvido diante do assombro acuado; a revelação oculta não expõe os dias difíceis de alguém que não perdoou o próprio desejo.

O passado é passado: não há volta para recomeçar. Deixe-o esquecido, pois dele não virá recompensa nem milagre. O passado é como um museu antigo demolido, sem livros que possam reviver os dias de glória.

Você deseja o que um dia foi seu, mas o que se perdeu continuará esquecido, pois não há forma de restaurar. Depois que se perde o carinho, o colo e a estabilidade, só resta lamentar.

Enquanto estiveres vivo, serás visto e lembrado; após a morte, serás esquecido em pouco tempo. Fica a dica: tudo o que fizeres ficará enterrado contigo no túmulo

Esquecido, abandonado, lançado ao vazio do esquecimento.
Não é visto, nem lembrado por aqueles que juraram amor nos dias de glória.
Hoje, passa despercebido entre as pessoas — ignorado, como se não existisse.
A vida não perdoa quem a viveu sem jamais ter lhe mostrado respeito..

No silêncio do passado esquecido, espero por ti.
Na estrada deserta, na curva estreita, encaro o destino que insiste em me assombrar.
Se vivo de ilusões e a esperança já se dissipou,
peço-te: não busques saber onde estou.
Habito um limbo — esquecido até por mim —
sem rastros, sem lembranças, apenas sendo.
Aguardo, sem saber quando,
o dia incerto,
a hora de partir.

O amor, quando retalhado, esquecido, desprezado,
não ergue a voz, não exige,
nem interroga quem não soube acolhê-lo.
Ele se recolhe em silêncio,
como quem compreende que não se pode forçar
um coração que se recusa a sentir.


No entanto mesmo ferido, o amor permanece inteiro:
reconhece sua própria grandeza,
sabe que nasceu para florescer —
não para mendigar migalhas de afeto.
Pois o amor verdadeiro, ainda que rejeitado,
guarda em si a dignidade
de quem entende que merece ser vivido plenamente por quem o acolhe viver o amor.

Nunca devemos esquecer de amar ao próximo porque depois nós seremos esquecido, portanto amar o próximo é uma forma de transborda alegria e empatia sabedoria.

Quem olha para trás vê o passado esquecido.
Um tempo que já não vive em nós, mas permanece vivo na memória dos outros.
O que foi deixado de lado, o que não quisemos carregar, encontra abrigo em lembranças alheias.
O passado não desaparece — ele se transforma em silêncio, em cicatriz, em história contada por quem ainda se lembra.
E é nesse contraste que mora a verdade: aquilo que esquecemos não deixa de existir, apenas muda de dono.
O esquecimento é escolha.
A lembrança é resistência.
E entre os dois, o tempo constrói sua própria justiça.

ABISMO


Demétrio Sena - Magé


É amar esquecido, feito inexistente;
aguardando a centelha de alguma saudade;
crendo numa verdade afetiva sem fundo,
na semente que um dia julguei tornar fértil...
Definhar no meu sonho de ler nos teus olhos
a menor sintonia; um carinho disperso;
não achar um só verso daquele poema
que julguei ter composto em nossa construção...
Um amor dado inteiro sem pedir migalha
começou a sentir a solidão inteira
sob a falha da força que devia ter...
Eu te amo sem fim, entretanto me sinto
encolher feito folha e me desidratar
sem saber me tratar desse abismo profundo...
... ... ...


Respeite autorias. É lei