Me Sinto Esquecido
Me toca, me consome, me destrói.
Às vezes, sinto que você é um fogo que consome tudo à sua volta.
Não é só o que vejo em você, é o que você desperta em mim.
O desejo que me invade não é apenas físico;
é um vício impossível de controlar.
Cada toque seu acende algo dentro de mim,
como se minha pele vivesse para sentir a sua.
Cada pensamento seu é uma obsessão que não me dá paz,
me fazendo querer mais, sempre mais.
Me perco nos seus olhos, na forma como você se move,
na maneira como me domina com o silêncio.
Não sei mais onde termina a razão
e começa essa paixão que me arrasta sem freios.
E é aí que mora o caos.
Não é só a entrega do corpo, é a entrega da alma.
Não é só o prazer, é a perda total do controle.
O que acontece entre nós é vício, é perigo, é tudo que me faz vivo.
"Fisicamente, você é meu vício.
Mentalmente, você é minha obsessão.
E emocionalmente, você é o meu caos."
Me acostumei a não sentir falta de ninguém. Quando sinto… é porque me tocou de um jeito que ninguém mais toca.
Aprendi a viver na minha própria companhia, protegendo meu coração. Não sinto falta de ninguém porque não entrego minha ausência facilmente.
Mas quando sinto, é porque alguém quebrou minhas defesas e tocou uma parte que eu achava impenetrável. Não é qualquer pessoa que merece esse espaço.
Sentir falta assim é raro, é profundo. É entregar o que tenho de mais íntimo e vulnerável.
E, mesmo assustador, é isso que faz tudo valer a pena: sentir de verdade, sem meias palavras.
Quem já sentiu sabe do que eu tô falando.
Quem toca a alma muda tudo. Não é pra qualquer um.
Discurso nenhum poderá definir minhas fraquezas e minhas qualidades. Digo apenas que me sinto pequeno diante de tanto o que fazer para amenizar as necessidades daqueles que eu amo.
É tão gostoso a gente pensar em alguém que nos faz bem. Eu com toda essa minha timidez, me sinto tão grande nessa minha pequenez.
Sinto falta de frases que ainda não escrevi. Livros que não li e momentos que ainda não vivi. Entre a letra maiúscula e o ponto final é o tom da vida que ameniza a minha inquietude, e me faz rir quando eu normalmente estaria pensativo, até que eu pudesse virar a página.
Semelhante a uma Catedral distante, eu não ouço mais o sino tocar, mas eu sinto quando é chegada a hora. Compreendo então sua frase: “o olhar conversa com a gente sem usar palavras”. Nostalgia ainda é uma de minhas muitas falhas.
Sinto muita falta da minha infância humilde, a gente não tinha internet, não tinha vizinhos por perto e nem televisão, não tínhamos problemas.
Talvez eu seja transgressor da minha mente, sendo infesto com minha existência. Sinto-me invadido por pensamentos que me repelem, como se minha própria consciência fosse inimiga, uma traidora que me enche de dúvidas sobre o direito de continuar existindo. Essa sensação de infecção mental corrói meu senso de identidade, questionando se ainda há algo de puro em mim para resgatar.
Quando a mente falha… sinto-me naufragar em um mar espesso, sem bússola, sem voz, sem ar. A depressão… um inimigo invisível, feito neblina que invade os pulmões, correntes que enlaçam a língua, um eclipse que apaga toda clareza. Não é o mundo que enfrento… é um labirinto dentro de mim, onde cada passo afunda, cada pensamento vira eco distorcido, e a esperança… se esfarela como poeira em mãos trêmulas.
Ultimamente, sinto que meu combustível criativo está baixo, como um pássaro que pausa o voo para descansar. Mas sei que essa pausa é apenas um respiro, um momento necessário para renovar as forças. A inspiração talvez esteja se recolhendo, preparando-se para voltar com mais intensidade, e minha voz, mesmo silenciada por ora, ainda guarda em si o poder de ecoar novas histórias.
Esse é meu jeito. Sinto falta de quem não devo, erro mais do que aprendo. Lembro quando deveria esquecer, preciso de quem não precisa de mim. Falo quando deveria escutar, grudo quando deveria pisar.
Cheguei numa fase de vida onde não sinto mais a necessidade de tentar impressionar ninguém. Se gostarem de mim do meu jeito que sou, ótimo, se não, é fim de história.
Tudo é sempre mais lindo, mais encantado...
Quando abraço a saudade e deixo ficar.
Quando sinto a emoção de cada lembrança
O perfume de cada esperança
Cada detalhe que no coração trago guardado
Pra enfeitar meus dias
De mais amor e poesias.
Sinto que estou em pleno repouso, sem hora pra acabar. Quero descansar. Das pessoas, dos amores, da família, dos amigos e do mundo. Deixar estar. Deixar a tristeza pra lá e a felicidade também, os sorrisos e as lágrimas guardados bem longe. Hoje, só quero descansar, repousar no travesseiro e dormir como um anjo, sem preocupações, sem tarefas, sem responsabilidades. Amanhã a gente vê no que dá, por que hoje, não quero mais pecar.
- 'Há meses que eu me sinto enigmático.
Meu anfêmero é sempre aquela antropofobia.
Se sentir despovoado, a todo momento.
Você cria viabilidade, mas percebe que está por água abaixo.
Aos que te fazerem entusiasmar, são apenas segundos que não estão durando por ciclos.
Acertadamente, não há explanação quando sentimos estarmos solitários.
Em tempo algum, já olvidado atrás de devaneios e euforia.
Acho que a paz que você me trouxe ao estar por perto é o motivo do aperto e do vazio que sinto na sua ausência.
Eclipse
Hoje,
sinto uma inquietude
correndo pelas minhas veias,
Arranhando a minha paz,
Solenemente um ar triste
deseja possuir-me,
Mas,
me encontro
Indisponível.
Formalmente digo não,
e busco a minha alegria
que ultimamente
anda muito fora de casa
apagando as luzes
da minha estação.
Mas olho,
e, ao olhar,
me sinto inteira,
mesmo quando,
em pedaços,
vou construindo
meus dias
solares.
(Suzete Brainer)
