Me Perdoa mas eu Tentei
O mundo é meu, e eu transformo ele do jeito que eu quiser, da maneira que me convém, que me faça bem, pois meu mundo interno só eu mudo.
Eu sou livre para imaginar, sentir, falar, amar, viver, fazer e ser o que eu quiser. A verdadeira liberdade está nas minhas escolhas, e o único limite é o que eu me imponho. A vida é moldada pelas decisões que tomo, e eu sou capaz de criar a realidade que desejo, sem restrições externas.
Eu vivo em um país onde os políticos não representam o povo, mas servem banqueiros, investidores, corporações e seus próprios interesses, ignorando as constituições que deveriam cumprir. Usam a mídia para manipular, criar valores falsos e me transformar em um consumista de coisas inúteis. Mas sei que meu valor não está em bens materiais, e sim naquilo que sou internamente.
Questiono-me:
Se eu fosse morrer amanhã, morreria satisfeito pelo dia de hoje?
Fiz o que queria, falei com quem gostaria, vivi com afeto e verdade?
Ajudei quem precisava?
Dormi em paz com o dia que tive?
Ou fui egoísta, rancoroso, distante?
Fiquei magoado, menti, me isolei?
Dormi tranquilo ou preocupado?
Estou vivendo ou apenas existindo?
O mundo não é como eu quero, e talvez nunca seja. Cada um muda no seu tempo. É preciso respeitar e entender o tempo e a mudança de cada um. A vida dos outros não me pertence. Cada um tem a sua própria vida, suas próprias escolhas e suas consequências, sejam positivas ou negativas. O único mundo que eu posso mudar é o meu próprio mundo interno.
Aceito quem eu estou sendo,
Aceito a situação que estou,
Aceito as pessoas como elas são,
Aceito a vida como ela é,
Para, através disso, me aceitar a mudar.
Quando chamo alguém de ignorante, o ignorante sou eu, por não entender direito aquele que eu julgo ser ignorante.
Meu pensamento é moldado pelo que eu quero, ele direciona minha mente para aquilo que escolho pensar. Ao pensar no que desejo sentir, passo a vivenciar as emoções geradas por esses pensamentos. Cada sensação que se manifesta, surge daquilo que pensei, e então me questiono sobre o motivo dessa sensação. Tento entender o que me levou a sentir o que sinto a partir do que pensei. E assim, continuo pensando, explorando e refletindo sobre esse ciclo constante entre o que penso e o que sinto.
Tudo tem sentido, e ao mesmo tempo, nada tem sentido.
O sentido é aquilo que eu invento e me convenço de ter sentido.
Se eu me convenço de que o sentido é não ter sentido, então não terá sentido nenhum;
Se eu me convenço de que o sentido é ter sentido, então terá todo sentido.
O que eu escolho ver como sentido? É o que eu escolher ver como sentido, e mesmo que eu diga para mim mesmo "nada tem sentido", já estou criando um sentido nisso.
A escolha é minha.
Tudo é como tem que ser. Se fosse diferente, não seria assim. E o que eu vejo e entendo depende de como escolho olhar para as coisas. O que vejo no mundo vem de dentro de mim. Se algo não acontece, é porque não deixei que fosse. No fim, tudo depende de como eu escolho enxergar e viver.
