Me Perdoa mas eu Tentei

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⁠#BALANÇO

Sou uma criança insegura...
Que às vezes anda de balanço...
Se eu caio, eu levanto...
Rindo não me canso...

Não sei o que esperar, e nem me importo...
Preciso acontecer...
Hoje sei que isso é...

Vivo um dia de cada vez...
Feliz sempre quero ser...
Mas fica por saber...
Tudo isso é...
Saber viver...

É proibido chorar sem aprender...
Proibido é não rir dos problemas...
Não transformar sonhos em realidade...
É proibido não ser você...

Cada um tem seu caminho...
A sua sorte...
Não, não sou gentil só para que se lembrem de mim...

Por céus e mares eu andei..
Estou indo...
Em meu balanço...
Outra vez...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#RASTROS

Quanto mais eu vou sonhando...
Mais me vejo adiante...
Quanto mais caminho nas alturas...
Mais persigo o horizonte...

Faço de minha essência um eterno jardim...
O que me importa é o que sou para mim...

Nasci passarinho mas tenho alma de borboleta...

Tem gente que me chega sorrindo e sorrindo já me invade...

Sou mais leve no pensamento...
Apenas uso uma máscara de seriedade...

Às vezes choro em frente ao espelho...

Na hora de dormir eu abro a janela...

Gosto de ver a lua cheia...
Sem ninguém me ouvir...
Canto para ela...

A idade se vai por imensas ilusões...
Desarruma o que o destino preparou...
Quando me entrego vivendo as paixões...

Ser poeta é ser sincero...
Compreender de que a vida é bela...
Contudo também saber que pode ser triste no apagar das velas...

Minha vaidade, meu pecado...
Beira a um abismo esquecido...
Lembranças ferem tanto quando...
Às vezes choro sorrindo...

Por qual caminho vou para deixar meu rastro?
Bem sei que sou eu que decido...
Por meu real desejo se há gosto, há conquista...
As escolhas que direcionam minha vida...

O Criador me fez do jeito que sou...
Do jeito que sou para ser eu...
Querer mudar isso...
É querer mudar Deus...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#PLATÔNICO

Eu escolho amar-te em silêncio...
Lançar a ti meus beijos ao vento...
A ti entrego meu coração...
Sendo assim não encontro rejeição...

Eu escolho amar-te a distância...
Que me protege da dor...
Te abraço em meus sonhos...
Onde sei o que é o amor...

Eu escolho amar-te na solidão...
De outra forma não conseguiria...
Amando-te tanto assim...
Serei feliz em meus dias...

Eu escolho amar-te tanto e tanto...
Que este amor tanto tenho medo...
E esse medo que tanto tenho...
Tanto aperta o meu peito...

Minha prisão é minha liberdade...
De outra forma não sei ser...
Amando-te mais que a mim...
Vivendo por sofrer...

Entrego a ti...
E a tudo me abandono...
A tudo quanto espero...
E a tudo que me dedico...

Escolho amar-te assim...
É o que sinto...
Minha vida...
Meu destino...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#PÉROLAS AOS #PORCOS

Para quem não sabe...
Eu vou lhe explicar...
Sou do tempo de outrora...
Em que os pais sabiam educar...

É falta de educação...
Sentar à mesa para comer...
Tem que tirar o chapéu...
Também o boné...

Usar chapéu em lugar coberto?
Que feio, sem noção...
Chapéu só na rua...
Aprenda a ter noção...

À mesa, enquanto come...
Falar de boca cheia nem pensar...
Que coisa feia...
Só falta rosnar...

Palitar os dentes?
Que horror...
Nem no escuro do banheiro...
Nem escondido no corredor...

Cotovelos sobre a mesa ...
Também não é bom apoiar...
Passa a idéia...
Que na sarjeta é o seu lugar...

De que adianta?
Procurar ostentar...
Pensa que largou a pobreza...
Porém ao seu lado ela está...

Guardanapo é sobre o colo...
Vai que erra a boca...
Assim sua comida caindo...
Não suja sua roupa...

Mas aí você diz...
Que tudo isso é besteira...
Educação e bons modos nos difere dos bichos...
Então seja bom aprendiz...
Escute o que lhe digo...

Raspar o prato também é feio...
Está passando fome companheiro?
Arrotar Deus me livre !
Não tô podendo...
Melhor eu parar...
Pérolas não se dão aos porcos...
Eles não saberiam usar...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠💥A TI, POR TI...

Se esconderes o seu rosto em uma multidão de estrelas...
Terei eu comigo cá...
Mais uma razão bem forte...
Para o infinito me debruçar...

Quando te aqueceres junto à lareira...
E com as sombras profundas em teus olhos esconder o seu sofrer...
Bem cedo deitarei-me em seu colo...
E todo meu amor...
Dá-lho-ei à você...

Quantos amaram os teus momentos de feliz encanto?
Quantos por ti passaram?
Alma peregrina...
A qual crio laços tão fortes...
A qual ensejo minha sina...

Paixões e desejos avivo...
E ansioso quero mostrar-te algo distinto...
Vida que te entrego...
Tamanho amor que sinto...
Todo cuidado é pouco contigo...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#SIMPLES

Minha rua é na lua...
Meu destino eu que traço...
Minha vida, meu espaço...
Meu coração, no quintal, pendurado...

Aqui na orquestra de passarinhos..
As folhas dançam ao vento...
No velho muro, uns cacos de vidro...
Acreditam ser o sol...
Deixo-os bem quietos...

Minha felicidade, como criança...
É de ver o tempo não passar...
Sou do tamanho que desejo ser...
Enquanto eu puder sonhar...

Navego em silêncio...
À sombra dos meus desejos...
Vivo em paz.
Tecendo meus sonhos...
Sim, eu sou um louco...
Tenho tanto...
E me contento com pouco...

Sou namorado dos astros e dos cometas...
Amo as lagartas como amo as borboletas...
Celebro o amor no infinito...
Sou nascente, sou poente...
E assim como me sinto...
Também sou estrela cadente...

Enquanto vejo a noite chegar...
Fico olhando as estrelas...
Estendo as minhas mãos...
Querendo o brilho delas pegar...

De alguma forma tento eternizar... Tudo que vejo ou toco...
É meu jeito simples...
De amar...

Não me julgue...
Nem me entenda mal...
Cresci, sou homem feito...
Mas sou uma eterna criança...
Em minha alma imortal...

Peço a Deus todos os dias...
Que me cubra de bençãos...
Que minha vida seja iluminada...
Por grandes alegrias...

Deixa-me aqui então estar...
Deixe-me aqui ser feliz como posso...
Não peço muito...
Só um pouquinho...
De sonhar...
Em meu cantinho...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#AMOR #FEIO

Eu quero um amor feio...
Que me olhe com a alma...
Que me pegue pela mão...
E me mostre o céu...
Que me ame pela manhã...
Às tardes e noites...
Sem da ilusão o véu...

Quero um amor feio...
Que sempre pense em mim...
Que me traga flores...
Que seja simplesmente assim...

Quero um amor feio...
Que cuide do essencial...
Que não deixe minhas lágrimas brotarem...
Que nunca me faça mal...

Quero um amor feio...
Que me dê beijos e beijos em meu cangote...
Que me causem arrepios...
Que me faça agradecer ao bom Deus...
A minha venturosa sorte...

Os amores feios não envelhecem...
Juntos são mais felizes...
Criam raízes...
Até quando padecem...

O amor feio...
Hoje peço ao Criador...
Terenos um ao outro...
E nos unindo...
O verdadeiro amor...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#EMARANHADO

Por sentir, escrevo...
Por calar-me, sufoco-me...
Por não ter, eu quero...
Por ter medo, tremo...
O que não faço, me entristece...
O que faço, nem sempre me alegra...
O que adio, perco...
O que não vivo, dói-me...
Sentindo dor, enlouqueço...
Enlouquecido perco a razão...
E sem razão, me maltrato e maltrato a quem me quer bem...
E assim, nesse emaranhado, vou me perdendo...
E só Você Senhor...
Me torna à luz...
Obrigado 😊

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠#CHORO

Por que quando faço o bem eu tenho vontade de chorar?
Dizem que alivia a alma...
Não sei se é verdade...
Então resolvi chorar...

Chorei por tudo o que eu já fui....
Por tudo que eu sinto...
Por tudo que eu sou...
Chorei pelo que serei...
E que nem sei...

Chorei pelo tempo perdido...
Pelas coisas que não ficaram...

Chorei pelas sementes que eu plantei, mas que não germinaram...

Chorei pelos erros cometidos..
Pela vida que eu sonhei...
Que não consegui realizar...
Chorei...

Chorei pelos amores que morreram...
Por aqueles que passaram...
Pelos não correspondidos...
E por aqueles que nem nasceram...

Chorei para tentar afastar o medo...
Com as lágrimas que eu derramei...
Meu coração pôde se lavar...

Chorei...

Pedi aos céus, baixinho...
Para que me desse conforto...
E como resposta...
Ele chorou comigo...
Mostrando para mim que mesmo no fim...
Eu não estaria sozinho...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠UM #SEGREDO

Eu queria contar-lhe que a vida é também isso:

Não há sossego...
Para quem está cansado de esperar...
Segue até ao fundo de existir...
Faz-se velho...
Esfria-lhe a alma...
Sente a fúria fria do destino...
Sente tudo de todas as maneiras...

Sou o único a bordo do meu barco...
Ao meu redor...
Apenas monstros...

O mais temido veneno é o tempo...
Nascemos carne....
E a cada dia vamos nos transformando em sonhos...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠Dono de quê?
Se nem dono de mim eu sou...
Sonhos confusos...
Almejando ao coração ressuscitar...
Com tão pouco tempo a pensar...

Devaneios em barcos de desejos a qual me entrego...
Só assim me reconheço...
Quando a vida com o látego me fustiga...
Finjo não ver a realidade sentida...

Na pura ausência das coisas...
Um palco: eu e a lua...
O terror de pensar no fim da peça...
Louvando por estar em cena...
Ainda...

Mas o futuro insiste e persiste...
Em rasgar as cortinas...
Escurecer as estrelas...
Devorar a noite...
Massacrar o dia...

Na arte de perder-se não há nenhum mistério...
A cada dia um pouco perdemos...
Embora, até o momento, não percebi o quanto tenha mudado...

Quem me quiser que me chame...
Ou que me toque com a mão...
Antes que a peça termine...
E só reste silêncio e escuridão...

Sandro Paschoal Nogueira

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⁠Ai, ai de mim...
Enquanto caminho eu já sou o passado...

Todos os momentos que nos coroaram...
Todas as estradas que abrimos
irão achando seu fim...

Dessa procura extenuante e precisa...
Não teremos sinal senão o de saber que iremos, por onde formos, de encontro de um para o outro...

Cinzenta é a cor do céu... Decerto vai chover...
Soa um cântico antigo no vento dessa tarde...

Nos bancos tristes que há na cidade...
Sobe em mim próprio como um desejo
Ou um remorso da mocidade…

Gente igual por dentro...
Gente igual por fora...
Não sei qual abismo temo...
Salvo, apenas, o meu sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Que venha o caos e a loucura...
Para que assim eu possa enxergar um outro mundo diferente dessa mentira nua...

Sei que a razão não me assiste...
Mas meu coração ainda insiste...
Em poder sonhar...

O para sempre sempre acaba...
O horizonte nunca se alcança...
Os cândidos fantasmas da esperança também choram...
E nas veredas da vida há almas que se cansam...

Houveram em minha vida uns espaços...
Onde nunca dei um passo...
E não tenho outra memória...
Do arrependimento por não ter feito...
De ter aberto o meu peito...
E de ter sonhado livre...

Dos feitos, ficam apenas as lembranças, que se tornam cada vez mais fracas...

As pessoas não vêem meu coração...
Vêem apenas meu comportamento...
Julga-me sem meu consentimento...
Baseados no que eles mesmo vão vivendo...

Não procures a marca dos meus passos...
Não encontrarás flores crescendo...
Bebei tu mesmo...
A taça de seus venenos...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠#MENTIRAS

Antes eu tive fé...
Deixei escapar em uma esquina qualquer...
Conheci a verdade...
Mas não posso lhe dizer...

Poeta mentiroso...
Que em cada versos existe um pouco de mim...
E onde sonhei viver...
Já não sei se desejo tanto assim...

De rima em rima um pranto...
Alma calma...
Declamando amor, o apego e o sossego que mais se acentua...
Do cisne , um canto de mentiras...
Enquanto a verdade anda nua...

Feliz de quem puder...
Aos domínios do céu o pensamento erguer...

Perdi-me dentro de mim...
Pois sou um grande labirinto...
Passei pela vida...
Por muitos abismos...
Nem todos os senti...

Não tenho o amanhã e nem o hoje...
E para os outros cujo o tempo foge...
Eu o tenho como meu consorte...

Aonde tanta vez a lua me beijou...
É onde tantas encontrei um amor...
Quisera eu lhe falar mais...
Sendo hoje o dia da mentira...
Quiçá depois...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Tu me procuras em seus sonhos...
E eu te guio em todos meus pecados...

Teus desejos afogam-se em taças de vinho que as bebo vagarosamente...

Retiro-me despido de anjo...
Embalando tuas vontades como uma serpente...
Distorçendo tuas verdades...

Brinco com tua alma...
Te convidando ao meu íntimo abismo...
Te enlaço em meu olhar...
E no instante de um tempo...
Não perdido...
Mostro-te meu veneno...
E o que sinto...

Um só caminho é o bastante...
É o suficiente...
Para te mostrar que posso ser recatado e indecente...
E pode ser que derepente...
Te conquiste...
E nos amemos eternamente...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Em horas presentes de infortúnios e tédios...
Eu choro e espero...

Diante ao vendaval que ruge...
Luto...
Não me entrego...

Tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas...
Junto a toda a gente que eu conheço e que fala comigo...

Em vão tentei quebrar o círculo mágico...
Inútil escapar...
Procurei esconder-me...
Em esperanças...
Em audácias...
Pensei em não mais lutar...

Poetas, que somos nós?
E bater, é bater com alma na bigorna...
Mas vou pelos passeios...

Entre a sombra e a luz...
Meu sonho conduz...

Tirando da alma os bocados precisos...
Nem mais...
Nem menos...
Só o que sinto...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Eu menti naquela hora...
E disse que não sabia...
Mas vou-lhe dizer agora...
A ingratidão pesa...
E para chegar não tem hora...

Em meio ao sol e ao riso da manhã...
Tudo isso existe...
Tudo isso é triste...

Nesse engano das horas...
Como alguém que tivesse esquecido...
Que assim sempre tem sido...
Ah ingrato...
Como será seu destino?

A noite, que o pesar...
Ao fim de cada dia...
Irá sempre me lembrar...
Que não sobrou nada...
Apenas cinzas frias...

Quero que saibas...
Se de súbito me esqueceres...
Também não me procures...
Porque já te terei esquecido...
O que outrora tenha sentido...

Minhas raízes sairão
em busca de outra terra...
A noite infinita enfrenta a vida...
Sem temer a ingratidão...

⁠Nasço, vivo, morro por um destino em que não mando...
Então quem eu sou?

No luto dos meus olhos...
Foi na minh'alma que nasceu a dor...

Quem é leal e quem não nos abandona...
Quem devemos procurar...
E ser dignas de confiança...
Alguém a encontrar?

Já quase desisti...
Da inocência do desconhecido...
E a saudade?
Ainda vive em meu peito...

O que levamos da terra
É o céu que possuímos...
E à morte que damos vida...
Criam-se o sentido...

Vã filosofia...
Turvo clarão de raciocínios tristes...
Nos engana e mente...
Entre sombras nos conduz...

Quem rasteja na Verdade...
Se desencanta...
Do amor escravo...
Vítima sempre serei...

São muitas as provas na vida que servem para testar quem somos...
Seguir adiante, sem descansar...
Afinal ...
Onde tudo vai dar?

No meio da confusão é preciso ver para além do que se pode olhar…

No meio de tudo onde estou eu?...
Que serão os meus sonhos...
O que posso almejar?

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Era de noite quando eu bati à tua porta...
E na escuridão da rua tu abriste as portas...

Por que assim me deixas
Com alegrias e até tristezas
Rodeando-me de incertezas?

Que a tua boca me diga...
Segredos em pé de ouvido...
Quando tua mão me toca...
Despertando em mim os mais loucos desejos...

Ah como agora os dias são curtos...
E a noite chega sem demora...
Não existe mais tempo para o meu torpor desta hora…

Sensações sem nexo...
Entre o corpo e a alma é a personalidade que tenho…
Se guardo algum tesouro não o prendo...

Quem é que abraça o meu corpo na penumbra do leito?
Quem é que me tira o fôlego e me deixa assim sem jeito?

És tu ...
Senhor de meus olhos...
Só pertencemos...
A quem nós amamos...

Sandro Paschoal Nogueira

⁠Esta noite eu durmo de tristeza...
Um balão apagado...
Um caixão à cova...
A dor conhecida e não tão nova...
Vil despojo da triste alma...
De uma estrela morta...

Ainda terei alento diante o pranto?
Teu nada em um jardim de pedras...
A pá de cal como promessa...

Por dentro do que pensamos...
Sou espírito sonâmbulo...
Ser que passa no mundo, sem o ver...
Ainda correm lágrimas pelos olhos...
Doem mais as do coração...

É tão tarde para dizer as palavras necessárias...
É dia...
Mas no peito a noite já é bem escura...
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer...

Partistes...
Não haverá retorno...
Vestiu-se para um baile que não há...
Só existem saudades e fotografias...
A vida tornar-se-a agora tão fria...
Resta-me apenas crer...
Em um dia te encontrar se eu puder...
E fazer de nossa eternidade...
Outra história a contar...

In memoriam...

Sandro Paschoal Nogueira