Me Perdoa mas eu Tentei
Tudo de mais essencial do que pude dizer, eu escrevi.
Muitas vezes o trabalho me absorve tanto que eu acho que continuarei sempre abstraído demais e desajeitado para me virar também com o resto da vida.
Pedaços, Pedaços, Pedaços e mais Pedaços
Eu não quero pedaços grandes para eu me sujar, quero pequenos e doces capazes de eu aguentar.
Prefiro os pedaços pequenos e doces da vida, porque promessas grandes demais quase sempre machucam.
Aprendi a querer pouco e doce, porque o muito sempre vem com dor.
Prometeram o mundo, mas deixaram cicatrizes. hoje, só aceito migalhas que não machucam.
Pedaços grandes demais costumam sufocar; por isso escolhi o que é pequeno, sincero e leve.
Já me perdi em promessas enormes. agora só quero o que cabe no coração sem ferir.
Cansei do exagero que fere. Me contento com o pouco que não me faz sangrar
A perfeição se prende a simplicidade, mas sem complexidade não teria valor, o que eu tenho como qualidade te completa e você corresponde.
Hoje, notei que não sou nada. Acreditei ser muita coisa por muito tempo, diria eu, um pernóstico, mas notei que não sei nada. Não quero mais saber nada. E, principalmente, suspeito não ter mais ambição de tornar-me nada.
Sabe, ainda me lembro.
As marcas no meu coração ardem como o fogo do último dia,
O dia em que eu esqueci de mim.
Nunca esperaria pelo fim, mas as marcas no meu coração ainda estão aqui.
Sempre me perco no silêncio, em momentos que o barulho não parava,
No lugar dos seus sussurros no meu ouvido,
Se passam as leves brisas da manhã.
Minha cama aumentou de tamanho, nunca senti tamanha estranheza.
Me sinto preso em uma teia, com as plantas me puxando para baixo,
Como uma forte correnteza.
Sem conseguir me soltar, esqueço que ainda tenho que me encontrar,
Me perdi em você e até agora não consegui me achar.
Será que eu a amo? Ou amo a pessoa que eu imaginava que você fosse?
No que você queria me transformar?
Essas perguntas ecoam na minha mente como ecos em um vazio infinito,
Tentando desvendar a trama complexa do que fomos.
No mar da vida, me vejo afundado, observando outros peixes livres e desejando sê-los.
Como eles conseguem? Me pergunto. Mesmo metido nesse cardume, algum pequeno peixe me afasta do meu próprio nado.
Perdido em um emaranhado de profundas águas, mesmo sobrecarregado com todo esse peso.
Você nunca sai de mim, nunca me deixa sair ileso.
E é assim que eu me finalizo, sem cogitar em pensar no seu riso.
A sua falta fez, e fará, mas nunca voltará a me trazer um sorriso.
Então, dizem que a calada vence... e eu não sou dessas.. eu gosto de chuta o pau da barraca...
Mas depois de alguns acontecimentos percebi que sim.. a tristeza me cala,, me vence.
A sensação é de impotência.
Tem lugar que pra eu me encaixar tenho que me amassar de mais.
Não tem ninguém que me pergunte se isso dói.
A partir de hoje, eu não me machuco mais, para caber onde não é o meu lugar!
- Oi
- Oi.
- Tudo bem?
- Indo
- Como assim indo?
- Indo pra bem longe de alguém que eu possa me apaixonar.
- E quem seria?
- Você.
Eu não sei escrever sentimentos, eu escrevo mais frustrações porque dizem que: Quando mais triste, mais bonito soa.
Nunca fui bom em demonstrar sentimentos, nunca. Mas quando se trata de você, é como se eu estivesse ouvindo uma musica e decorado a letra só de ouvir pela primeira vez.
Não se ofenda quando eu falar que você foi minha perda de tempo, não se o fenda, mas é que até você no meu lugar se sentiria assim.
Mas o que foi, foi. Acabou. Você está feliz, eu sei. Mas queria te dizer que eu acreditei no seu “Até qualquer dia!”, e estou esperando esse dia chegar.
Eu nunca acreditei nesse papo de “o primeiro amor é o que fica”, sempre achei que não. E na verdade, não é. Você foi o meu quinto amor, mas o meu único amor.
É bobagem mas sou como uma “criança” e em alguma distração durante as aulas eu escrevo seu nome atrás do caderno, estranho, porém é um sentimento que não pedi para ter, e ainda mais por você, Se um dia eu saber que você está namorando eu vou te desejar toda felicidade do mundo, e que ela te faça feliz o dobro que eu gostaria de te fazer.
É como se eu dependesse dos livros agora,
das palavras poéticas,
das frases clichês,
e dos autores para me entender.
