Me Perco dentro da Saudade
NEM PARA FRENTE, NEM PARA TRÁS. ("O vazio já tão acomodado dentro de mim, começou a fazer parte de quem eu sou." — Mariana Ávila)
Eu já desconfiava, mas, hoje, pensando nos dias do mês findo, percebi que em cada mês temos somente quinze dias bons intercalados, de cinco em cinco, por dias ruins. Nos quais, a consciência dói sem ter motivo algum. Então, percebi também que muito do que classifico como correto e verdadeiro não é mais adequado à realidade. Já me disseram que viver é um constante amassar barro, cinco passos para frente e cinco para trás. E se eu quiser continuar vivendo no mundo, devo fechar os olhos, fazer vista grossa, trancar os sentidos e ligar o "foda-se". Ainda que os espíritos das luzes e das trevas, continuam enviando-me setas; mas, também gritam para eu poder me desviar. Tudo é blá blá blá ou mimimi! No final, é apenas sobrevivência e mais nada. A zona de conforto era o útero da mãe acomodativo. Pátria não é mãe de ninguém! No pesadelo, não consigo fugir do bicho-papão: corro; porém, não saio do mesmo lugar. Por isso, parei de estudar, meus pontos de vista, já formados, são suficientes, expô-los já é automático. Não se trata mais de êxito, pois meus maiores interesses no momento têm um pouco de bem e o mal. OBRI(GADO) A VIVER !
Dentro da minha teimosia mora esperança, se vou conseguir o que quero não sei, mas, desistir não está nos meus planos.
Uma vasta solidão cresce dentro do meu peito, e a única solução agora e me fecha para todo o sempre...
Me vejo sozinha ao olhar no espelho, O mundo é cruel.
Safira souza
Talvez, chegou o tempo de você ficar sozinha e consertar o estrago que foi feito dentro de você. Não coloca curativos novos em feridas sujas.
Limpe-as primeiro!
Amar é aceitar,
que há beleza no imperfeito,
que dentro de cada sujeito
existe algo pra somar.
É mergulhar de olhos fechados,
nos olhos que desatam nós,
É transformar o eu em nós,
e por mais Luz em alguns "pecados".
O Estado deve ser laico, porque política se discute sempre e a fé? Preservada, dentro de cada um de nós!
[HISTÓRIA POLÍTICA]
O que autoriza classificar um trabalho historiográfico dentro da História Política é naturalmente o enfoque no “Poder”. Mas que tipo de poder? Pode-se privilegiar desde o estudo do poder estatal até o estudo dos micropoderes que aparecem na vida cotidiana. Assim, enquanto a História Política do século XIX mostrava uma preocupação praticamente exclusiva com a política dos grandes Estados (conduzida ou interferida pelos “grandes homens”), já a Nova História Política que começa a se consolidar a partir dos anos 1980 passa a se interessar também pelo “poder” nas suas outras modalidades (que incluem também os micropoderes presentes na vida cotidiana, o uso político dos sistemas de representações, e assim por diante).
Para além disto, a Nova História Política passou a abrir um espaço correspondente para uma “História vista de Baixo”, ora preocupada com as grandes massas anônimas, ora preocupada com o “indivíduo comum”, e que por isto mesmo pode se mostrar como o portador de indícios que dizem respeito ao social mais amplo. Assim, mesmo quando a Nova História Política toma para seu objeto um indivíduo, não visa mais a excepcionalidade das grandes figuras políticas que outrora os historiadores positivistas acreditavam ser os grandes e únicos condutores da História .
Objetos da História Política são todos aqueles que são atravessados pela noção de “poder”. Neste sentido, teremos de um lado aqueles antigos enfoques da História Política tradicional que, apesar de terem sido rejeitados pela historiografia mais moderna de a partir dos anos 1930, com as últimas décadas do século XX começaram a retornar com um novo sentido. A Guerra, a Diplomacia, as Instituições, ou até mesmo a trajetória política dos indivíduos que ocuparam lugares privilegiados na organização do poder – tudo isto começa a retornar a partir do final do século com um novo interesse.
De outro lado, além destes objetos que se referem às relações entre as grandes unidades políticas e aos modos de organização destas grandes unidades políticas que são os Estados e as Instituições, ganham especial destaque as relações políticas entre grupos sociais de diversos tipos. A rigor, as ‘ideologias’ e os movimentos sociais e políticos (por exemplo as Revoluções) sempre constituíram pontos de especial interesse por parte da nova historiografia que se inicia com o século XX. Por outro lado, tal como já ressaltamos, hoje despertam um interesse análogo as relações interindividuais (micropoderes, relações de poder no interior da família, relacionamentos intergrupais), bem como o campo das representações políticas, dos símbolos, dos mitos políticos, do teatro do poder, ou do discurso, enfim. Em muitos destes âmbitos, são evidentes as interfaces da História Política com outros campos historiográficos, como a História Cultural, a História Econômica, ou, sobretudo, a História Social.
[extraído de'O Campo da História'. Petrópolis: Editora Vozes, 2004, p.106-107]
Ser gentil traz forças dentro de mim
E traria para a população também
Se tivessem coragem pra abraçar
Pra elogiar
Pra sorrir
Ser idiota
Eajudar
Coisas assim mudam muita coisa
E pro bem
Pena, que por ser simples
Não ligam
O simples é lindo!
Não é só porque não atende a sua expectativa
Que seja realmente uma porcaria
Se olhar com carinho
Verás como todo o mundo é maravilhoso
Como um sorriso
Tudo nesta vida são ciclos, alguns acredito que sejam intermináveis dentro de nossos corações, mas isso não quer dizer que não precisem de um ponto final!
Existem milhões de sentimentos e sensações que gritam caladas ainda aqui dentro do meu peito, porém agora irei ter que lidar com elas sozinhas.
Quero fazer pamonha com você...
Corta o milho,
e ver dentro seus olhos o brilho.
Eu quero fazer pamonha e você?
Eu quero toda essa lerdeza do tempo,
A presa ė inimiga do momento.
Esse meu juramento aqui no fogão.
Eu quero ver você pé no chão,
Boca suja a gente lava com sabão,
Muitas brincadeiras pura energia do sertão.
Preocupado com nada...
Somente em pôr lenha na fornalha.
Logo ela sai quentinha e toda embrulhada.
Não se faz pamonha redonda só quadrada.
E aí rapaziada pamonha ou paçoca?
No ombro uma toalha encardida da roça.
Enxuga as lágrimas de quem não vai embora.
Porque lenha verde ou molhada da fumaça.
E a gente ver os olhos arder...
Não de tristeza, mas contentamento.
Fazer pamonha ė mexer com sentimento.
É puro ensinamentos os valores dos nossos pais
fica ali generosamente eternizado em cada gesto.
Um dia assim como mãe e papai também vou ensinar meus netos.
A fazer pamonha é compartilhar os afetos;
A gente toma vinho, cerveja e até uma cachaça se tiver.
Pamonha frita bom tira gosto só não prova quem não quer,
Mas alegria verdadeira é...
cada um dando seu melhor, com pura fé!
As vezes tudo se contagia,
A alegria pega na cintura e vira um arrasta-pé...
Não existe ralé na fazenda
porque tem serviço para todo mundo e até pra mané.
logo todos se emenda pura harmonia nada de contendas.
Uns gosta do café do queijo, goiabada outro de nada!
Uns quando fala de comer desconhece a parada.
Fazer pamonha é dar muitas risadas...
Tem aqueles experientes que ensina a gente a perder o medo,
eles sempre se descuida e acaba ralando o dedo.
Tudo na verdade feito com generosidade e muito esforço
Tem aqueles que leva pamonha no próprio bolso.
É tanta pamonha que se faz ida juntos...
Aqui na roça não é novidade,
o que faz na fazenda se leva para cidade.
O beijinho da moça é bom e da vigor de verdade.
Essa moças e moços cheios de convicções
Volta para casa levando novas emoções,
Feliz da vida quem fez feliz muitos corações...
Dos amigos e da família levamos lições.
A vida ė boa e boa em todas as estações
Fazer pamonha é guardar boas recordações
Se eu não conseguir vencer meus inimigos que estão me massacrando dentro de mim: medo, timidez, remorsos, culpas, controlar minha ansiedade e ter domínio próprio. Não serei capaz de vencer meus adversários que terei que enfrentá-los no meu dia-a-dia.
