Me Leve as Estrelas
Sendo bem sincero, digo que és como um lindo girassol que resplandece na escuridão da noite devido a tua presença que é tão reluzente, principalmente, quando estás sorrindo ou com as tuas pupilas dilatadas revelando um olhar exultante e mais expressivo.
Vejo também em ti, um destaque semelhante ao das estrelas num céu azul celeste com o teu entusiasmo contagiante brilhando fortemente ao ponto de deixar os meus olhos vidrados e o espírito agradecido diante de um agrado tão evidente.
Levando tudo isso em conta, és muito linda e preciosa como uma rica melodia que vivifica o ambiente e todos a sua volta com um sentimento envolvente de euforia do tom emocionante de cada nota, amor e veemência em harmonia,
assim, a tua existência renova.
Estando ela lindamente vestida de preto, parte dos seus encantos fica ainda mais evidente semelhante às estrelas reluzentes no céu sem nuvens na vasta escuridão da noite.
Uma imagem nitidamente elegante, ornada com um amor forte, radiante,
um resplendor de simplicidade num tom de romantismo e de uma bela jovialidade resultando em um primor divino.
Assim, considerando uma compleição rica como esta, uma simples ocasião passa a ter mais importância, a inspiração logo desperta e vira arte, onde a felicidade pode ser uma constância.
Seria uma dádiva fazer parte dos teus melhores pensamentos, aqueles com gosto de saudade, regrados a beijos, sorrisos, momentos e abraços, que instigam a vontade de voltar no tempo e vivenciar tudo de bom que já foi vivenciado.
Se este meu desejo sincero fosse por ti fosse correspondido, ficaria verdadeiramente grato, então, meu espírito junto com o teu ficariam entrelaçados e felizes por nossos mundos estarem conectados como as estrelas e o céu.
Por enquanto, bela, estas palavras são apenas versos que refletem fielmente o que sinto, uma forma de desabafo de quem busca um amor recíproco, já que amar e ser amado certamente faz mais sentido.
Melina, doce mel,
doçura de menina,
de um carisma que é só seu,
uma benção divina
como as estrelas do céu.
Por um lapso temporal,
nossas vidas se cruzaram,
uma experiência surreal,
estranhamente nos reconhecemos,
as luzes a nossa volta se apagaram
e as estrelas logo acenderam,
um momento inexplicável,
entretanto, às vezes,
não se trata de fazer sentido,
mas de ser sentido
e explicação pouco importa,
és uma mulher intensa, bela e graciosa,
nossos pensamentos parecem
estar conectados,
percebo pelo o brilho dos teus olhos
quero estejas ao meu lado
pra um viver reciprocamente satisfatório.
Numa noite encantada,
ela estava linda e iluminada,
cercada por vagalumes
como um céu iluminado
pelas as estrelas,
era possível sentir o perfume
das flores a sua volta
e ouvir aquele canto atraente
emitido por sua bela voz intensa,
portanto, quando posso, apareço
neste cenário de encantos,
torcendo pra que ela apareça.
Gosto de amor que é mágico
E sabe: aquele ingrediente mais importante da vida, o gosto, o sabor, o alimento,que te dá sede de beber inteiro.
Prefiro amor dos detalhes,da simplicidade
Em que te mostra que é fácil amar,faz cruzar a estrada e parecer uma aventura, com as mãos nas tuas costas,musicas se confundem com o vento, filmes, flores.
Mergulho em amor sem ornatos,que vê riqueza no brilho dos olhos,no sorriso tímido, no beijo na testa,que te acolhe de convites ao silêncio.
Me visto em Amor que me deixa segura,suave,gentil e sempre me tira pra dançar.
E sopra um vento de paz e certezas. Aqui dentro.
Que sabe quando estou quieta e quando estou barulhenta,ouve as palavras,ouve os silêncios, de braços abertos
Um amor céu estrelado, de histórias inventadas
Capaz de produzir fantasias,
cair em reciprocidade
terei esse Amor como manhãs que abrem caminhos e se desperta no pôr do sol
Que me ensina a gostar de alegria, doce e harmoniosa,que tem gosto de loucura e desnorte
Que ama de uma forma que nunca tenha sido amado,por razões que nunca te disseram por mais tempo do que pensas que merecia e que nem imaginava existir.
E que em manhãs tranquilas sussurra no meu coração:
vai, comova-se.
Joyce Amanajas
ENTULHO
(Bartolomeu Assis Souza)
Por mais que eu ainda disfarce
Nada faço, somente me desfaço
De mim mesmo serei o entulho
Que nestas trajetórias decrescentes
Será um adeus para sempre, ó estrelas
Volto a brincar de esconder-me
Só que enfim...(...) definitivamente...
definitiamente...
Eterno Vínculo
Nas noites serenas, ao luar brilhante,
Ecos duma história que o tempo não rompeu,
Dois corações unidos pelo amor constante,
Na dança das estrelas, seu destino nasceu.
Jovens sonhadores, juntos caminharam,
Viagens, festas, alegrias partilharam,
Mãos dadas, enfrentaram, e juntos lutaram,
O amor entre eles, um laço eterno, selaram.
Mas um dia, a vida trouxe provações,
E no vendaval das tempestades, se separaram,
Porém, mesmo distantes, nos corações,
A saudade ecoava, e um ao outro aclamaram.
Em caminhos distintos, buscaram sentido,
O vazio do peito, a saudade insistia,
Até que o destino, com mãos decididas,
Os uniu novamente, no mesmo percurso tecido.
No reencontro, brilharam como estrelas no céu,
A sinfonia do universo os uniu mais uma vez,
Em lágrimas e sorrisos, juraram um novo véu,
E o passado se tornou uma doce embriaguez.
Agora, lado a lado, na jornada da vida,
Caminham juntos, renovados, na mesma estrada,
E que a poesia do amor, fiel e destemida,
Seja a luz que os guia, a cada nova alvorada.
Que a Sinfonia de Estrelas que os cercou,
Permaneça a embalar seus corações,
E que o laço que entre eles se formou,
Seja o alicerce sólido das suas emoções.
Que o amor que os uniu no reencontro vibrante,
Seja eterno e forte, qual laço puro e constante.
Assim, nesta ode à união que o destino traçou,
Celebro a história de amor que despertou,
Ao casal que o tempo não separou,
Estrelas reencontradas, na poesia do viver, se eternizou.
Sinto um calor ao observar o final da tarde, que lentamente abre caminhos para uma noite intensa, iluminada por luzes cintilantes. Hoje, as estrelas brilham tanto que parecem pingentes de diamantes. Preciso acertar os ponteiros daquele relógio; isso é essencial para minha escrita. Sinto em você, hoje, um desmerecimento, e percebo que tento imitar alegrias alheias, mas o desânimo me encontra. Embora me mova em câmera lenta, meu espírito parece livre; ele sorri e corre. Aqui do alto, vejo tudo e olho de soslaio para o amanhã que está por vir, refletindo sobre as razões que nos tornam melhores e aquelas que nos transformam em monstros.
Era um brilho viciante que se manifestava de forma sutil, atraindo-me atenção. Não me deixava contemplar outras belezas, era a primeira vez que me sentia instigado a adentrar no desconhecido. Faria tudo pra alcançar aquela magnífica visão...
(...)E naquele pequeno universo de astros desconhecidos pude correr entre as estrelas e me inundar na imensidão daquele espaço que me mantinha aquecido e livre. Me sentia finalmente como alguém que acabara de encontrar o seu lar...
Fecha-se o suave crepúsculo
rende-se à noite que vai chegar
tudo se junta numa só canção
o ritmo do universo não pode pausar
Aos poucos todos se recolhem
para o descanso de sua lida
e mais feliz é quem pode
estar junto às pessoas queridas
Ao longe as estrelas se mostram
bordadas no manto anil do céu
as notas da canção se elevam
e ecoam abençoadas por Deus
A mocinha da fazenda corria livre e sem perceber encalços pelos caminhos. Seguia por musgos macios, beirando ribanceiras, arriscando-se a cair, mas loucamente prosseguia. Vestia suas asas de borboleta e voava sobre as paisagens, recolhendo a beleza que conseguia captar. Suas tranças eram velas ao mar em aventuras infantis ou seriam asas de um colibri em busca de néctar? Ela não percebia isso ainda, apenas voava em sua imaginação - ao sol cantava, as estrelas do céu apanhava e um colar fazia. Se enfeitava toda, não para aparecer, mas porque já viera ao mundo como poeta e assim seria, toda e qualquer poesia.
Quando a tarde começa a preparar a mochila para ir de encontro à noite é que noto passarinhos mais atentos. Sincronizam forte canto, alguns voam em círculos como a despedirem-se da luz e ficam por aqui, prontinhos para a hora de se recolherem. Essa hora sagrada e bela, passa-nos um certo alívio. Poderemos descansar logo mais, olhar novamente as estrelas-sempre as mesmas- uma é minha desde que nasci, procuro-a na imensidão há anos, mas ainda não é tempo de descobrir. Posso estar sonhando ou acordada, sei que o universo é meu manto e sob ele descanso o corpo e alma. Gosto do silêncio crepuscular, induz a refletir a que viemos e para onde iremos. Acho importante pensar nisso, somos um grão de poeira no vai da valsa do tempo, somos todos iguais sob a égide dos ponteiros. Mais uma tarde vai deixando no ar o perfume de jasmins para agradar a noite, aspiro o perfume, aceno para uma estrela, ela sorri - percebi isso - quando uma pequena luz escorreu do céu em minha direção e a paz tomou conta de meu coração. Seria a minha?
Sempre fiz o meu caminho
desenhando passo a passo
no chão onde pisava
cada nota do compasso
Compus a minha melodia
olhando o sol e estrelas
captando toda a poesia
só minha, tinha direito de tê-las
Não mirei a vida de ninguém
em silêncio fiz a minha
sabendo e muito bem
quem atrás de mim vinha
A vida é sempre assim
parece um rodamoinho
meio irreal, mas há sim
quem deseje nosso caminho
porque não tem ideal
Assobio canções como em cascatas,
vozes de todos os ventos acompanham,
e voando de encontro às estrelas,
num bailado louco vibra meu coração com medo...
nesta hora de mágica e desafiante viagem
vejo nuvens revoltas me acenando,
junto a elas, clarões abrem portas,
onde entro e me refugio por um momento,
alma em silêncio, corpo em suave transe,
será isto a vida? ou será isto a morte?
Vamos transformar braços em asas,
o céu alcançar em voos rasantes,
olhar do alto a cidade e suas casas
e alcançar talvez as estrelas mais distantes?
Isso tudo chama-se sonhar,
são momentos que fazem bem
nos ajudando a desestressar
dos problemas que a vida tem
Neusa Marilda Mucci - poetisa
