Me Leve as Estrelas
Ainda que o seu ser seja momentaneamente vestido de escuridão, lembre-se, você é feito de estrelas.
Em dias desafiadores, lembre-se que, quando o sol se põe é tarefa das estrelas refletirem a sua luz, até o amanhecer.
Ao alcançar as estrelas teremos a plena certeza da nossa pequenez e ao mesmo tempo da nossa grandiosidade diante daquilo que somos
O crepúsculo continuará a brilhar, ainda que a noite chegue, ainda que as estrelas cintilem, o sol continuará a clarear, ainda que em outro lugar.
Sob as Estrelas
Sabe quando você olha para as estrelas
e, por um instante,
confessa a si mesmo um silêncio estranho?
Não senti nada.
Nenhum vestígio de sentimentalismo,
nenhuma chama de amor,
nenhum eco de paixão.
Nem medo,
nem solidão.
Apenas o vazio,
sereno e indiferente,
ocupando todos os espaços.
Como se eu estivesse suspenso
num limbo descartável,
entregando a vida à mercê de um tempo
que nem sei se possuo.
E, ainda assim,
tanto faz.
As nuvens,
com suas formas imperfeitas,
atravessam o céu
como cicatrizes que não desaparecem.
Elas me lembram
que as desconstruções do amor
também deixam ruínas.
Talvez seja por isso
que não sinto nada.
Ou talvez eu sinta demais.
Talvez o vazio não seja ausência,
mas defesa.
Porque, no fundo,
não é que eu não possa sentir.
É que, desta vez,
eu não quero.
"Onde o sol se esconda tarde
e as estrelas brilhem cedo."
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Domingão
No domingão desse,
uma lua brilhante dessa,
as estrelas iluminando o céu,
violão no colo e uma saudade chamando teu nome baixinho.
A noite parecia calma,
mas meu coração fazia
barulho por dentro,
e cada acorde que eu tocava
era só pra lembrar de você mais
uma vez.
Te amar tem dessas coisas simples:
transformar um domingo comum em eternidade, como canção feita no escuro da varanda pra alguém que mora dentro da alma da gente.
E se hoje o céu está tão bonito assim, talvez seja porque Deus resolveu mostrar que existe algo mais lindo que a própria lua:
você vivendo em cada verso
que eu canto.
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Quero a esperança da fumaça
Que morre tentando subir as estrelas
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Tocam no Universo
como uma partitura
as asas do Condor,
não consigo da Lua
e nem das estrelas
que quero só meu
o teu infinito amor.
Inti me presenteou
constelações incas
que lembram no céu
a beleza do teu olhar
e a nobreza do amor
que estou a cativar
neste mundo a girar,
e que insistem parar.
Fortes são as minhas
cordilheiras que criei
para ninguém tentar
tocar em tudo aquilo
que é de inspiração
e na eterna canção
que irá nos embalar.
O amanhecer será
nosso e indomável,
a última ópera fiz
questão de escutar,
e toda hora vivo por
dentro a me preparar
para quando o amor
vier a nos encontrar.
Na companhia da Lua,
do Sol e das estrelas,
na Serra de Itajaí
nasce o Ribeirão Garcia
todo cheio de vida.
Esse Ribeirão Garcia
que permite que tenhamos
vida em abundância,
e beija a Mata Atlântica.
Tão precioso para as vidas
não apenas das capivaras,
lontras e garças,
que o ribeirão enfeitam,
e os olhos encantam.
Muitos sem notar
que este ribeirão
que amavelmente festeja
a querida Blumenau
desagua no Rio Itajaí-Açu
do nosso destino,
por isso todos os dias
celebro este ribeirão tão querido.
Nos quatro hemisférios
há poeira das estrelas
dispersas e mistérios
ao redor flores místicas
do Fedegoso em pleno
majestoso fevereiro,
adornando emoções,
desabrochando com tentações,
E tocando as cordas
o coração romântico;
Para sob ele te encontrar
pronto para o amor,
e paixão inesquecíveis,
Porque sei que juntos
seremos irresistíveis.
Como estrelas mortas, um brilho tardio, um calor lembrado que não aquece e, no entanto, sigo sendo levado pelo meu eterno passado.
O brilho longínquo das estrelas é a lembrança constante do esplendor que foi voluntariamente deixado por um amor que não se mede. Que esse sacrifício supremo seja a luz-guia em minhas escolhas, motivando-me a viver com o desprendimento de quem sabe o preço da graça, refletindo a nobreza de quem trocou o trono pelo madeiro.
