Me Disseram

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Disseram que eu deveria ser firme, previsível, inteira.
Mas escolhi ser movimento.
Entre certezas prontas e verdades impostas, prefiro a dúvida que ensina e o caminho que se refaz.

Não carrego o passado como âncora, nem o futuro como promessa.
Aprendi que existir é atravessar, não permanecer.
O erro me molda mais do que o acerto, porque nele há aprendizado, humildade e humanidade.

Não busco aplausos, nem lugares de destaque.
Meu valor está na travessia silenciosa de quem entende que chegar nem sempre é o objetivo.
Há beleza em não possuir, em não reter, em não se prender.

Enquanto o mundo cobra perfeição, escolho transformação.
Enquanto pedem raízes fixas, escolho asas conscientes.
Desapegar não é descuido, é maturidade.
É saber que algumas coisas passam porque cumpriram seu papel.

No fim, não sou feito de certezas,
sou feito de escolhas.
E a mais honesta delas é continuar mudando.

Disseram-me uma vez...

Ódio tem 4 letras, mas amor também tem.
Mau tem 3 letras, mas bem também tem.
Mentira tem 7 letras, mas verdade também tem.
Triste tem 6 letras, mas alegre também tem.
Feio tem 4 letras, mas belo também tem.
Fraco tem 5 letras, mas forte também.
Não tem 3 letras, mas sim também tem.
Longe tem 5 letras, mas perto também tem.
Nada tem 4 letras, mas tudo também tem.

Assim é o que permitimos entrar em nosso coração que mudará o estado da nossa alma.

Nunca é tarde, enquanto o sonho não for enterrado

Disseram muitas vezes que ele chegou tarde.
Mas ninguém viu de onde ele veio.

Aos dez anos, não teve escolha. O pai morreu cedo demais e a casa ficou cheia de silêncio, irmãos pequenos e fome. A escola oferecia duas coisas raras: conhecimento e comida. Mas aprender não sustentava a família. Trabalhar, sim. Ele trocou o caderno pela responsabilidade e cresceu carregando gente nas costas antes mesmo de ser cuidado.

Aos trinta anos, mal sabia assinar o próprio nome.
Mas já sabia algo que a vida ensina sem livro: resistir.

Guardava um sonho improvável ser doutor da lei. Parecia tarde demais, diziam. Velho demais, repetiam. Mesmo assim, voltou a estudar. À noite. Cansado. Errando. Recomeçando. Cada letra aprendida era um reencontro com o menino que precisou abandonar a escola. Aos cinquenta anos, chegou onde jamais imaginou. Não venceu o tempo apenas não deixou que ele o vencesse.

Ela também carregava um sonho.
Não desses que se anunciam. Ficava quieto, guardado. Sonhava em criar um projeto social, mas sempre deixava para depois. Até o dia em que viu alguém fazendo. E entendeu que, às vezes, o impossível só precisa ser visto para ganhar permissão de existir.

O sonho nasceu da fome. Na infância, era em um projeto social que ela e a família encontravam a única refeição do dia. Aquilo não virou revolta virou propósito. Quando decidiu começar, não tinha estrutura nem garantias. Tinha memória. Começou pequeno. Cresceu real. Tornou-se o maior projeto social da cidade, alimentando centenas de pessoas diariamente. Onde antes havia escassez, agora havia dignidade.

E existe ainda uma terceira história coletiva, silenciosa, incômoda.

Dizem que o lugar mais rico do mundo é o cemitério. Não pelo mármore, mas pelo que foi enterrado ali: empresas que nunca abriram, canções que nunca foram cantadas, talentos sufocados pela vergonha, projetos adiados pelo medo. Gente que tinha tudo, menos coragem de começar hoje.

O problema nunca foi falta de capacidade.
Foi excesso de amanhã.

Esperaram o momento certo. Esperaram a vida melhorar. Esperaram perder o medo. Esperaram tanto que o tempo seguiu sem eles.

Essas histórias dizem a mesma coisa, de formas diferentes:
nunca é tarde para chegar enquanto o sonho não for enterrado.

Alguns chegam depois de salvar a família.
Outros chegam depois de transformar a própria fome em propósito.
E alguns nunca chegam porque desistem antes de tentar.

O sentido não está em chegar cedo.
Está em chegar inteiro.
Com história. Com cicatriz. Com verdade.

Se ainda dói, é porque importa.
Se ainda pulsa, é porque chama.
E se você ainda carrega um sonho, então ele não pertence ao cemitério.

Pertence a você.
E o tempo certo… é agora.

Me disseram: ''você se parece com a tua mãe". E eu ri... Porque no fundo eu só queria ser pelo menos metade ⁠da força, da nobreza e da coragem que aquela mulher é.

Os mais velhos disseram...
"Nem tudo que brilha é ouro!"
Eu também o afirmo. Por isso...


Cuidado com a ilusão.
Salomão disse que "tudo é ilusão"; na verdade, tudo que é mundano é "ilusão".

VERDADE DE UM DESASTRE
Um dia me disseram que a água nunca iria acabar, e é verdade, só esqueceram de avisar que essa água era a água do mar!
A pergunta que ninguém ouviu, onde está essa estrada que era um grande rio? Era tão cheio, mas tão cheio, que de repente tornou-se vazio e ninguém mais o viu, a resposta que dão é que simplesmente tudo sumiu.
Mas não pode faltar água na caixa d’água, senão as pessoas ficam encanadas, dizem que é seu direito e se tornam bravas, está tudo sujo e precisam lavar as calçadas, desperdiçam nossa água doce como se fosse um nada, que não se acaba, estão todas essas pessoas muito erradas.
E o céu que suas cores eram brancas e azuis, também se tornou preto de dia de tanto urubu, e estão apenas fazendo sua parte, pois se tornou uma grande carniça todo esse desastre.
As nuvens não se fecham mais, o céu e a terra se abrem, o que antes era certeza, hoje é um talvez quem sabe... e até quando vamos viver tudo isso? Talvez até que os dias se acabem...
Os animais já não têm mais moradia, se encontram cobras dentro de casa, embaixo da bacia, sem direito algum sofrem grande covardia, mais um bicho morto, mais um bicho sem vida....
E a grande caçada é pela solução, ser humano no lugar dos pés arranca com as mãos, não sabe onde é a lata de lixo, joga tudo pelo ar um grande perigo e isso tudo tem poluído, o que só se aumenta e não tem diminuído... por favor inventem um remédio logo para tudo isso e que seja logo distribuído, em vacinas, doses e em grandes comprimidos.
Quero ver esse mundo de novo com mais água e um inverno frio, quero que as pessoas se esvaziem do mal e possam encher os rios, que entendam que agora já é tarde e amanhã será tardio;
Espero que eu e você façamos nossa parte, ajudar sempre foi obra de arte, que assim tudo mude, tudo se encaixe e eu possa mudar de assunto que não seja desastre uma verdade que invade de forma covarde.

Todos que me disseram Adeus esperando um Te vejo novamente. Sabem que é verdade o que vou dizer:
Eu levo a sério cada palavra se eu alguém me diz Adeus tenha certeza que nunca mais irá me ver. Se sumir por um tempo não se preocupe em voltar, tenha a certeza que vou separar meus caminhos e você nunca mais irá me encontrar.

Pensem comigo...
Quantas escolhas vocês fizeram só para se encaixar?
Quantas palavras disseram sem acreditar nelas?
Quantas vezes sorriram apenas para não se parecerem fracos?
Quantas versões de vocês mesmo foram moldados para agradar?



Sempre disseram que a aviação é considerada o meio de transporte mais seguro do mundo, mas nos últimos três anos foram quase dois mil acidentes aeronáuticos ocorridos aqui no Brasil. Pelo andar da carruagem, ou melhor, pelo voar da carruagem, tudo indica que esses voos só eram seguros porque antes pouquíssima gente voava em um avião. Desse jeito, até eu, que nunca tive medo, já estou ficando com medo também, a minha sorte é que raramente voo, aliás, voar eu até voo muito, eu apenas não decolo do chão. Aí eu choro: au-au!

Vai precisar de um milagre para dar certo, disseram-me. Então, respondi: Eu tenho fé em milagres.

Me disseram que se eu mudasse, tudo ficaria bem, foi a maior mentira que eu já acreditei.

⁠Me disseram que eu não poderia, não conseguiria, não merecia.
Onde estão os que disseram?
Na plateia, assistindo minha vitória.

Não era falta de amor próprio. Era a história pesando nos ombros.
Disseram que o problema estava nelas, mas nunca falaram das portas fechadas, dos corpos controlados, do medo herdado das que foram silenciadas antes. O sistema mudou o discurso, não a intenção: afastar, culpar, punir.
Quando o amparo falha, a violência aparece, e depois perguntam por que ela não saiu.
O feminismo nasce desse cansaço antigo, não como moda, mas como sobrevivência.
Enquanto tentarem calar as mulheres, cada voz erguida seguirá sendo resistência.

Já me disseram que se aplicasse minhas energias (do teatro)em outra profissão, por certo estaria rico. Não faz mal. Sou persistente. Se não ficar rico, pelo menos já garanti o céu.

Uma vez perguntaram: "Porque pessoas boas morrem cedo?"


E disseram:


"Imagine que você está caminhando em um vasto local com diversas flores mais no meio delas você uma flor incrível que está brilhando ao por do sol ,oque você vai fazer? Arrancala, bater uma foto é muito provável, pessoas boas não merecem viver em cantos comuns elas merecem muito mais.."

Não me diminuo nem discuto. No dia em que provei minha patente, disseram ser plágio da minha mente.

Viviane Gimenes

Não me diminuo nem discuto.
No dia em que provei minha patente, disseram ser plágio da minha mente.




Viviane Gimenes

Um dia, me disseram
sem exageros, sem enfeites
que eu era o que ela sempre quis,
mas só entendeu isso quando minha alma partiu


Não foi vaidade, foi verdade.
Não inflou meu ego, tocou minha essência.
Porque há algo raro em ser lembrado
como aquilo que não se encontra mais.


Saber que alguém me viu assim,
como presença que marca, ausência que ecoa,
me faz entender.
sou feito de conteúdo, não de aparência.
Sou único, não por ser perfeito,
mas por ser inteiro
mesmo quando vou embora.


By Evans Araújo

Se tudo o que disseram for uma história criada com a forma de nos domesticar, e que cada uma dessas crenças for um cadeado para nos tirar da verdadeira realidade e da fonte, a verdadeira fonte sobre a real necessidade de ser e estar aqui…


Isso não te assusta?
A mim assusta muito.


Pensar que talvez grande parte do que aprendemos veio embrulhado em regras, medos e narrativas construídas para nos manter dentro de cercas invisíveis. Como se a verdade tivesse sido fragmentada em pedaços, espalhada entre livros, templos, ideologias e vozes que dizem saber o caminho, mas muitas vezes apenas repetem aquilo que também lhes foi entregue.


Eu quero entender.
Mas quanto mais busco, mais percebo quantas falhas existem no caminho. Textos que se contradizem, interpretações que mudam com o tempo, homens defendendo verdades absolutas enquanto a própria realidade parece mais complexa do que qualquer resposta pronta.


Às vezes tudo isso faz parecer que estou sozinho por aqui.
Como se estivesse caminhando num corredor enorme de perguntas, onde cada porta aberta revela apenas mais dúvidas.


E, no fundo, existe uma curiosidade quase inquietante: a vontade de ver o final. De entender qual é, de fato, o efeito de todo esse manifesto humano que chamamos de história, religião, filosofia e existência.


Qual é o real bem?
Qual é o real mal?


Será que são forças claras e separadas, ou apenas reflexos das escolhas humanas ao longo do tempo?


Talvez a maior inquietação não seja a dúvida em si, mas perceber que viver também é caminhar dentro dela. Entre luz e sombra, entre fé e questionamento, entre aquilo que nos ensinaram e aquilo que sentimos no silêncio da própria consciência.


E talvez, no meio de tudo isso, a verdadeira busca não seja destruir as crenças…
Mas descobrir se ainda existe uma verdade viva por trás de todas elas — uma fonte que não foi escrita por homens, mas que ainda fala, silenciosamente, dentro de quem realmente decide procurar.


By Evans Araújo

Um dia me disseram que o luto era passageiro. E, de fato, ele é: num dia qualquer, ele senta no banco do carona e te acompanha pelo resto da vida, para onde quer que você vá.