Me Desculpe Nao Quiz te Magoar
Tu
Tu és o poema que não ouso escrever, mas que o meu coração declama-o em segredo.
Tu és o segredo do meu corpo
quando ele pede mais.
Cada suspiro meu, tem a tua pele ,
cada gemido, a tua eternidade em mim.
Tu és o fogo que me devora
e a calma que me consome depois.
Quando tu me prendes ao teu corpo, sou infinito.
Dentro de ti, descubro que o amor
também sabe ser vulcão .
O teu calor envolve -me inteiro,
as tuas unhas riscam o meu desejo,
e dentro de ti, vagarosamente,
afundo-me cada vez mais fundo.
Não há palavra — só o choque,
o atrito, a explosão de nós dois,
quando o mundo se dissolve
no momento em que
juntos gememos um verso de fogo.
A espiritualidade não exige templos,
é a arte de habitar o agora,
a profundidade onde se
reconhece o mistério da vida.
Bruxo/a
caminha
entre os ruídos
do mundo não físico
e escuta o que
não se diz:
a respiração
da Natureza.
Natal
Natal não é a data que aparece no calendário, mas o silêncio de alguém
que se aprende a escutar.
É pão repartido antes de ser explicado, é perdão antes de ser merecido, é a ética simples de um gesto pequeno que salva mais que discursos bem vestidos.
No ponto máximo da humanidade,
o sentido acontece.
Natal não termina à meia-noite.
Ele começa quando alguém escolhe ser luz num mundo mascarado de bondade, e o homem, por um instante, aprende que existir
é caber no outro.
Amar, depois do Natal,
é continuar o milagre de aprender
a partilhar quando o mundo grita.
O Natal acontece
para percebermos
que o sentido da vida
não se compra, constrói-se.
E que o Amor é
o melhor embrulho.
As pessoas são desonestas, insensíveis, invejosas, e falsas. Os humanos não fazem parte desta corruptível equipa.
A sabedoria está em não controlar a energia, mas em a escutar. Reconhecer quando a mesma pede expansão, quando exige recolhimento, e perceber que pensamentos e desejos não são coisas, mas sim fluxos.
No fim, o que contou não é o que deu certo, é o que nos transformou.
Uma vida sem riscos pode ser longa,
mas raramente é memorável.
Viver no agora, não é reduzir a vida ao instante, mas aceitar que é somente no instante que a vida pode ser transformada.
É um acto de reconciliação com a própria alma e com o tempo.
