Me Desculpe Nao Quiz te Magoar
A vida não desmorona de uma vez. Ela se desgasta aos poucos.
No “depois eu resolvo”.
No “mais pra frente eu decido”.
É assim que o tempo perde o prazo.
E cada coisa que você empurra
para amanhã vai cobrar um preço depois.
A vida não muda com grandes discursos, ela muda no “agora eu faço”.
Não tenho vocação
para ser Paraselene,
trago amor perene
como a Lua Austral
que te pertence infrene.
No alcance das mãos,
a ternura no céu íntimo
possuidor das estrelas
que iluminam o destino,
que com astúcia mimo.
Não tenho outro padrão
que não me faça única,
ou que não me faça tua;
sou a tua sublime loucura
de amor que em ti perdura.
Até porventura quando
estiveres por acaso distraído,
eis-me como a tua contínua
busca que reina absoluta,
a intocada fortaleza que perdura.
Tenho um pouco das orquídeas
das várzeas baixas ou altas,
Não posso me contentar com
o que os olhos não veem.
Só posso me contentar com
águas cristalinas e doces,
E com todo o amor que
o coração deseja e mantém.
Não amo o que convém,
sem saber onde e quem;
Quero o que posso ver
e sentir que me faz bem.
De tudo o que é mais
íntimo e genuíno,
Que há alguma
surpresa no destino,
não mais duvido.
Tudo segue do jeito
que tem que ser,
E bem brasileiro
na onírica Caatinga,
que lições ensina.
O Juazeiro em vigília
saúda o Sol se pôr,
Para o Mandacaru
florescer cheio amor,
sem tempo a perder.
O amanhecer virá
com a cor do céu
do seu lindo olhar,
e com o Sol do seu
abraço acolhedor
que irá me dar
pleno e comovedor,
todo o seu calor -
digno de se emaranhar.
Apenas ser, não me cabe,
quero permanecer
plena com minha altura
e aura nua e oculta
caminhando pela rua,
cercada por montanhas,
com uma morada poderosa
em nossas entranhas.
Não é pranto, é tudo
e mais um pouco,
o que a tua indiferença
não me permitiu falar,
É um cristal partido
no solo do tempo
que me fez meditar.
E agora jaz congelado
na mais plena forma,
que nem mesmo
o rio do teu remorso
jamais fará com
que eu volte atrás.
Dei milhões de passos
todos acrobáticos,
e fui para os braços
do giro do mundo,
certa que não vamos
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu
não me escutar,
nunca irá me respeitar.
Nem antes, durante ou depois,
nunca haverá outro Deus
que não seja o nosso Criador,
Em mim para Ele há um
autêntico roseiral de amor,
Quem disser o contrário
é apenas um mero inventor.
O nosso Deus majestoso
é o que origina e dá
forma à todo o tipo de vida,
A Lua Crescente que inspira
e ao amor além dos trinta dias
escrito como autêntica poesia.
Ele é o nosso perdoador,
e o único dominador
dos exércitos que existem
que subjugam os povos
aos piores tipo de dor,
Crer n'Ele garante a proteção
e a vitória ante a qualquer destruidor.
As leis são necessárias, mas educar afetivamente homens e mulheres para a convivência não violenta é a urgência da Nação. Para melhorar a convivência é preciso mudar a cultura, e isso começa pelo pensamento!
A máxima 'Sagrada é a hora de parar' deveria ser ensinada a homens e mulheres. Se um não para, o outro deve parar, para não haver agressão. A mídia, a cultura e a educação têm o poder de influenciar, se quiserem.
Não há um só dia
que não tenha saído
procurando por ti,
Como quem ainda
sai para se abrigar
sob a amável Braúna,
que constrói e cura.
A Árvore-da-chuva
está sob perigo,
Sob refúgio deveria
ser sempre mantida,
assim como o amor
no abrigo da poesia.
O romantismo que
une, pacifica e inspira
a cada amanhecer,
Tem se encontrado
a cada dia mais raro,
O meu tenho mantido
preservado para ser
o teu sereno amparo.
Não quero o igual fim
do Palácio Golestan,
e nem igual isolamento
vivido pelo Hansaray,
Uma redoma particular
criei para preservar,
o teu amor honrar,
e muito te orgulhar.
Não somos fantasia
como Linha Durand
que não deveria nem
mesmo ter começado;
Um pertence ao outro,
e o teu faro sabe que
o meu mundo não
tem nada de limitado.
Não perco tempo
com aquilo que põe
o coração desviado,
Nas minhas mãos
tenho o cuidado
e o arco e a flecha,
por conhecer o que
é de valor elevado.
Quando você segura minha mão
mesmo quando o mundo pesa nos meus ombros, não é só apoio
— é abrigo.
Seu olhar me encontra no meio do caos e me lembra que não estou só
nem quando tudo em mim vacila.
Amar você é perceber
que a força não está em nunca cair,
mas em cair junto e levantar de mãos dadas.
É dividir o medo em partes menores,
é transformar silêncio em presença,
é ser casa um do outro em qualquer tempestade.
Porque quando você fica,
mesmo com seus próprios cansaços, você me ensina o verdadeiro significado de nós.
Não é favor, não é obrigação —
é escolha diária, é entrega sincera.
E é nesse gesto simples que o amor floresce.
Insubstituível
Você chegou como quem não promete ficar, mas ficou em cada detalhe do meu dia.
No silêncio do meu quarto, no café ainda quente, no jeito que meu nome ganhou outro significado
quando saiu da sua boca.
Não foi escolha do coração —
foi reconhecimento.
Entre bilhões de rostos no mundo,
foi no seu que o meu descanso encontrou morada, como se amor fosse destino cumprido.
E se um dia me perguntarem por que você, não saberei explicar com lógica
— só direi que certas almas não se repetem.
Você não é opção, comparação ou acaso:
é aquilo que não tem cópia…
é simplesmente insubstituível.
Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”
Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.
Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.
TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.
Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.
"...e vêm os mortos que estão sempre vivos, falar aos vivos que estão não invariavelmente sempre mortos".
Trecho da palestra proferida por: Marcelo Caetano Monteiro, no ano de 1995 no Centro Grupo de Estudos Espíritas Frederico Figner e anos mais tarde repetida no Centro Espírita Manoel Soares.
Tema: Mediunidade.
"A sabedoria não vem do conhecimento de tudo, mas da aceitação de que sempre haverá algo mais para aprender."
