Me Desculpe Nao Quiz te Magoar

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⁠Prefiro a autenticidade que não corroe a minha essência do que uma popularidade baseada na hipocrisia e no fingimento.

De gente tóxica mantenha a maior distância possível para não ter a sua alma corroída.⁠

⁠O Desafio

O desafio é diário
Para ser um sobrevivente
E não aparecer no noticiário
Vítima duma intolerante corrente.

São discursos, pregações
Pegando mentes desavisadas;
São estórias, discriminações
Estimulando as piores ações imaginadas.

Quem tem a sala estreita
Não vê nada além dela
Mesmo que janela esteja aberta
Prefere a luz da vela,
Até parece alguém acostumado
A nunca enxergar o outro lado.

Mas quando todo preconceito
Ficar apenas no passado
Ninguém será considerado suspeito
Devido a sua cor
Ou por viver o seu amor.

E o desafio se tornará
Caminho sem crueldade
Com garantia que chegará
Em favor da nossa diversidade.

⁠O ritmo do outro ou das coisas nem sempre é o nosso. E tudo que não está no nosso ritmo não é pra ser nosso. Então, deixe que passe.

⁠O Que Não Te Contaram
William Contraponto

O que não te contaram
É exatamente o que explica tudo,
O que não te contaram
É exatamente o que os complica muito.

No silêncio e no bréu da noite
Existem verdades que estão ocultas,
Sigilosas questões do ontem
Que respondem a maioria das perguntas.

O interesse é esconder a realidade
Por medo do que ela apresenta,
Eles pintam uma tela de integridade
Que diante dos fatos não se sustenta.

O que não te contaram
É exatamente o que explica tudo,
O que não te contaram
É exatamente o que os complica muito.

No agito e na plena luz do dia
Existem verdades que passam despercebidas,
Mas cuja influência grande seria
E mudaria erradas percepções estabelecidas.

O interesse é esconder a realidade
Por medo do que tanto representa,
Ela exporia a teia de falsidade
Que os traz conforto e sustenta.

O que não te contaram
É exatamente o que explica tudo,
O que não te contaram
É exatamente o que os complica muito.

⁠A falta de beligerância não diz nada
É apenas uma aparência de paz
A mente se movimenta numa encruzilhada
Tentando manter a respiração no interno caos.

O destino brinca de ter direções diversas
Mas há pontos nos quais se cruzam,
Num desses que traz recordações adversas
Verdades e decisões colidem e pressionam.

O fluxo já não parece ser como antes
Pois seus assuntos se tornaram incontornáveis,
Para que a máquina consiga seguir em frente
É preciso desbloquear a barreira erguida pelos execráveis

A falta de beligerância não diz nada
É apenas uma aparência de paz,
A mente se movimenta numa encruzilhada
Tentando manter a respiração no interno caos.

Quando os bloqueios são rompidos
Os pensamentos rumam fluidos.

Quando a verdade é posta no volante
Nenhuma encruzilhada mais é torturante.

⁠Há um silêncio que não cala — entre o sopro do mundo e a carne da dúvida, é lá que o ser se inventa.

⁠Quem não se desilude também não amadurece.

Cativeiro Disfarçado


Não foi no grito que me perdeste,
foi no sussurro que me calou.
Não foi na ausência que me mataste,
foi na presença que me estreitou.


Ergueste paredes com minhas palavras,
e nelas pregaste o retrato do “nós”.
Mas no reflexo, vi que eu era
sombra apagada da minha própria voz.


Chamaste cela de cuidado,
corrente de abraço,
vigília de amor.


E eu, que confundia toque com abrigo,
quase aprendi a chamar prisão de lar.


Até que a porta se abriu,
e percebi que liberdade
era o único nome
que o amor verdadeiro sabia me dar.

Notas Sobre o Que Permanece


por Neno Marques


Há escritores que não precisam de grandes artifícios para mostrar a que vieram. Basta observar o modo como organizam uma ideia, como escolhem um termo em vez de outro, como evitam o excesso para chegar ao essencial. Esse tipo de escrita não exige decorações; exige atenção.


O que me interessa, nesses casos, não é o tema em si, mas a postura de quem escreve. Há autores que tratam a palavra como instrumento de trabalho, não como ornamento. Preferem a clareza ao espetáculo. Trabalham com precisão, mesmo quando o assunto é difícil ou desconfortável.


Também noto que alguns textos ganham força não pelo que afirmam, mas pelo que recusam. Recusar fórmulas prontas, recusar expectativas externas, recusar aquilo que transformaria a obra em produto fácil. Essa recusa, quando coerente, se torna parte da identidade do autor.


Outro ponto importante é o compromisso com a própria voz. Não me refiro a originalidade forçada, mas a algo simples: escrever sem pedir permissão. Quem mantém esse compromisso costuma produzir obras mais consistentes, mesmo que passem despercebidas num primeiro momento.


Por fim, acredito que a relevância de um texto não depende de alcance, e sim de honestidade. Quando o autor sabe o que está fazendo — e por que está fazendo — o leitor percebe. Não precisa concordar, mas reconhece que ali há uma intenção sólida, não um improviso disfarçado.


É isso que, para mim, permanece.

Não se decora a casa com futuro
Nem se pendura o ontem na parede
O abrigo surge do olhar maduro
Que aceita o limite e não excede


William Contraponto

Não deixe que te manipulem
Com dogmas e rituais
Não deixe que te excluam
Pelas suas características essências.


William Contraponto

A verdade não pede altar,
segue exposta, sem proteção;
fere mais quando é direta
do que quando vira ficção.


William Contraponto

Quando o algoz se declara vítima, não busca perdão, mas licença moral para continuar ferindo sem culpa.


William Contraponto

A inveja não deseja possuir o que falta; deseja que o outro não tenha. É a miséria que se reconhece no espelho e chama isso de justiça.


William Contraponto

Felicidade não é um modelo externo, é um estado interno alinhado com seus valores, identidade e propósito. Felicidade não é um modelo pronto e a dor nasce da comparação.

Conversa de médicos

Não é pra qualquer gente
Tem que ser muito exigente
Sempre, sempre bater de frente!
Pois tratamos de gente, que, como a gente, quer vencer a morte, que nos ronda premente...
É... num descuido perdemos!
Sei que um dia ela virá, de repente, como um pente, tirará da vida nosso paciente...
Quando isso ocorre
Que tormenta... Que nos atormenta, barulhenta e nojenta!
Mas ser médico,
É enfrentar destemido...
Em terra... onde se houve muito gemido!
De gente sofredora...
Que sofreguidão, irmão!
Ser médico
É amar o que fazemos
É não ter momentos de sobra
É dobra... de plantão...
É ter uma condição pétrea
Ser humilde é saber que um dia, mesmo fazendo romaria... infelizmente, perderemos...
É ser extremamente humano,
E nunca desumano...
Saber que seremos derrotados...
Mas o braço a torcer... negamos
Até o momento... onde a última esperança vira desilusão...
Aí é nesse momento triste que a tristeza nos abate num todo
Você vê com humildade que não é o poderoso, reconhece que batalhas pode ganhar, mas na guerra final será sempre o perdedor!
É nesse reconhecimento, colega, que você, aí, sim, pode ser chamado DR
Mas como, DR na derrota?
Deixe, colega, de ser janota!
Pois só é Dr aquele que crê e sabe que a morte é o início de outra jornada!

Amor de amigo

Será que existe !!!!
Para mim sim !!
É amor diferente !!!!
Não é amor de irmão
Não é de namorada !!!
Não , não é disso , nada
Não é de pai
Não é de Mae
Não isso não existe igual!!!
Amor de amigo
Não fica em estância
Não tem distancia !!!!
Porque amor de verdadeiro amigo...
É uma sina .........
O tempo passa !!!
Mas esse amor nunca termina !!!!!
Amigo de tudo temos
De igreja....... de lampeja ....
Do face .... De enfeite ........
De momento .... E também de rebento !!!!
Amigo do amigo .... Que as vezes está contigo ....
Tem amigo Ate .... De onde amigo!!!!
HÁAAAA também tem do 1 beijo , da primeira festa ....
Daquela noite indigesta !!!!
Mas amigo... Amigo ..
É aquele daquele momento importante..
Que muitas vezes quando não presentes ...
Nos leva a uma vida angustiante
Nos momentos mais solicitantes
Porque amigo é aquele que em qualquer momento está em nossas mãos nos acudindo em tudo .....
É eeeee amor de amigo é um amor que nunca se faz acabar !!!!!!!!

Como médico digo a vcs ,amigos ,
não há remedio para as rugas de nosso rosto....
Mas vc é o remédio para as rugas de seu coração

Crônica do Retorno à Vida: Do Abraço à Semente
O meu desejo não é um lamento pelo fim, mas um anseio pela dignidade final que o mundo moderno, com toda a sua tecnologia, muitas vezes nos rouba. Eu não peço a ausência da morte, mas sim a minha humanidade no momento derradeiro. E nisto reside a beleza e a verdade da vida que vivi.
É assim que eu sonho e exijo a minha partida.
Quero que seja em uma tarde tranquila. Não uma tempestade dramática, mas um entardecer suave, onde o sol entre pela janela do meu quarto, pintando a colcha com tons de pêssego e ouro. O ar não deve ter o cheiro frio de desinfetante e medicamentos, mas sim o aroma familiar de café fresco , aquele que o meu pai me ensinou a fazer todos os dias, quando eu acordava às 4h00 da manhã, e, talvez, o toque nostálgico , é um maravilhoso quindão que só a minha filha sabe fazer.
Eu quero estar na minha cama, aquela que conhece o formato do meu corpo e a sinfonia dos meus sonos. Não deve haver pressa, nem o bipe incessante de máquinas que marcam o tempo com crueldade eletrônica. O tempo deve ser medido por toques. Ao meu redor, os meus entes mais queridos. Eu me recuso à solidão fria dos hospitais. Eu quero o carinho totalmente diferenciado que sempre recebi em casa.
O que deve falar é o afeto. Eu quero a mão que afaga a minha testa, não para medir febre, mas para me dar calor. Quero o olhar que me encontra, não para checar a dilatação da pupila, mas para dizer: "Eu te vejo. Você está aqui. E eu te amo."
Eu sentirei, profundamente, que aquele não é um adeus frio, mas uma transição embalada. Cada carinho e cada sussurro serão as injeções de ternura que preciso. O meu espírito, ao se preparar para a jornada, estará aquecido, nutrido, cheio. E quando chegar o momento, não será um alarme, mas apenas um silêncio mais profundo, um expirar final enquanto o sol se põe.
A minha alma terá a certeza de que a última paisagem que senti não foi a frieza estéril de um hospital, mas sim o calor inconfundível de casa. E é esse afeto que irá comigo, como o mapa estelar mais precioso, quando ela partir para o espaço.
A Continuidade: Do Pó à Mesa
Mas a minha vontade vai além do último abraço. Eu não quero ser encerrado numa lápide fria. Eu não quero um túmulo. Eu quero ser posto numa fogueira, eu quero voltar ao pó para continuar a minha vida no espírito que irá retornar. A minha matéria não deve ser desperdiçada, mas sim distribuída pela Terra.
Que o que resta de mim sirva de estrume e adubo. Que eu seja misturado ao solo para que a vida nasça e brote. Que as minhas cinzas se transformem em alimento para que a colheita seja farta e possa nutrir essa população que passa fome no nosso mundo. Eu vim do pó, e ao pó retorno, mas não para o esquecimento, e sim para a utilidade. Que a minha última função seja a de alimentar e gerar, provando que o ciclo da vida é ininterrupto e que até o fim se pode ser generoso.
Que este desejo seja atendido, mas não tenham pressa, pois quero acumular ainda mais desses afetos que valem mais que qualquer fortuna.