Me Deixou Sozinha
— Olha a felicidade ali.
— Onde?
— Ali, onde você deixou de prestar atenção...
Bem ali no cantinho das oportunidades, do respeito, do olhar
com amor e solidariedade nos momentos de desgosto e
desapontamentos.
Ali, onde por perdoar uma vez, duas vezes, não quis mais
perdoar.
Ali, onde era exigida uma experiência espiritual e você
deixou de ir.
Ali, quando chateado deixou de expressar seu sorriso e
bondade mesmo diante de alguém muito difícil.
Ali, onde condicionamos os pensamentos positivos que
produzem saúde e modificam a vida e nos fazem recriadores
deste mundo incrível.
Ali, onde podemos ser instrumentos e produtos da felicidade.
Ali, onde esqueceu de agradecer e continuar...
Mãe, a senhora me deixou, durante a minha infância ouvia a senhora me dizer que nunca me deixaria,isso me fez acreditar que era para sempre. Mas agora entendo: era só para mim sentir protegido.
Você sabe, você sente quando deixou de ser prioridade.
Aprenda a ler as ações, o verdadeiro diálogo está nas atitudes, pois entre o falar e o agir existe uma imensa ponte de pontas inalcançáveis.
Deixou a chave sobre a mesa
e o silêncio sobre a cama.
No bilhete, apenas um adeus
escrito com a pressa
de quem já não tinha
mais nada a dizer.
A elite empresarial e financeira deixou-se seduzir por um capitão dispensado do Exército por tentar um golpe contra seus superiores e o colocou na presidência da República. Foram quatro anos de vexame, culminando com a tentativa de golpe para não devolver o poder depois de derrota em eleições livres e limpas.
Eu perdi o amor da minha vida e, depois de você, nada mais é igual. Você partiu e me deixou aqui, tentando aprender a respirar em um mundo que se tornou vazio sem a tua presença.
Enfrentamos tantas coisas juntos... Dificuldades que pareciam grandes demais para nós, momentos em que quase caímos, mas sempre vencíamos com amor, carinho e cuidado. Éramos nós dois contra tudo e contra todos, e isso me dava a força e a esperança de que eu precisava para seguir.
Hoje, a sua ausência dói em cada detalhe. Dói no silêncio ensurdecedor da casa, dói nas músicas que agora são apenas ecos de você e dói, principalmente, nos planos que ficaram pelo caminho, interrompidos na metade. Dizem que o tempo cura, mas não consigo superar a sua perda. Talvez não exista essa história de "superar"; talvez eu apenas aprenda a carregar esse fardo.
Eu daria absolutamente tudo o que tenho e o que sou para estar ao seu lado mais uma vez. A vida perdeu a cor e o meu coração perdeu o ritmo. Sinto falta de você.
O Bem, NUNCA temeu o Mal, não é verdade?
O Mal não dorme, é verdade!
Mas quando que o Bem deixou de monitora-lo?
Quando que a fraqueza venceu a força?
A mentira, a verdade?
A morte, venceu a vida?
Que a ignorância venceu a inteligência?
Que as Trevas venceram a luz?
Que o Inferno venceu o Céu?
Realmente o Bem, é a sentinela do mundo!!!
Pois nunca deixa, com extremíssima vigilância, o seu belo posto!!!
🖋️🦉🖋️
Já é noite,a tarde me deixou saudade.
Saudade do sol ,que sua luz mim brilhou,e a minha pele bronzeou!
Como amo esse dourado lindo,o sol!🌞
Quando tudo que ofereceu deixou de ser suficiente, lembre-se: ali deixou de ser seu lugar.
23/11/2025 Lauriana Alencar
"Caminho por dentro de mim, recolhendo fragmentos que o tempo deixou cair — e é ali que descubro o que nunca soube dizer em voz alta."
Quando naufraguei no meio do oceano,
você não estendeu sequer o olhar,
deixou-me à deriva,
meu corpo sangrando na água salgada,
minha alma em guerra com as ondas...
Nem uma boia,
nem uma corda,
nem um sopro de esperança
veio das suas mãos...
Não me venha agora,
tão tarde, tão falso,
querer saber como sobrevivi
no banquete dos tubarões...
Foram eles que me ensinaram
a nadar com a fúria,
a morder com a coragem,
a sangrar sem morrer...
E foi do abismo,
do fundo escuro,
que emergi,
sozinha,
mas inteira...
✍©️@MiriamDaCosta
Vivemos um tempo em que a privacidade deixou de ser um direito silencioso para tornar-se um território constantemente tensionado.
A entrada definitiva na era digital,
e-mails, redes sociais, smartphones,
inaugurou uma nova forma de exposição: voluntária, muitas vezes; inevitável, quase sempre.
Hoje, a vigilância já não se limita a câmeras fixas nas esquinas.
Ela veste óculos, repousa em relógios de pulso, habita acessórios discretos e tecidos inteligentes.
A tecnologia, que prometia praticidade e conexão, também carrega a possibilidade permanente de registro, captura e difusão da nossa imagem, às vezes sem consentimento, quase sempre sem controle real.
Ninguém está integralmente protegido.
Mesmo os mais prudentes deixam rastros. Dados circulam, imagens são armazenadas, algoritmos nos interpretam.
Somos observados não apenas por olhos humanos, mas por sistemas que analisam comportamentos, preferências e rotinas.
A exposição tornou-se condição quase estrutural da vida contemporânea.
Até que ponto é possível conviver com essa presença constante de “olhos invisíveis”?
Devemos responder com medo?
Ou com cautela consciente?
A linha entre prudência e paranoia é delicada. Blindar-se completamente significaria abdicar da vida social e das facilidades do mundo moderno.
Ignorar os riscos, por outro lado, é uma ingenuidade perigosa.
Alguns vislumbram no retorno a um estilo de vida mais simples, menos conectado, mais rural, menos dependente de dispositivos inteligentes, uma tentativa de reconquistar espaços de silêncio e resguardar a intimidade.
No entanto, mesmo o afastamento físico não garante invisibilidade total em uma sociedade interligada por redes e sistemas globais.
Talvez o desafio do nosso tempo não seja escapar completamente da vigilância, o que parece cada vez menos viável, mas aprender a conviver com ela de forma crítica, exigindo regulamentação ética, proteção jurídica efetiva e responsabilidade das empresas e do Estado.
A tecnologia não é, em si, inimiga; o problema reside na ausência de limites claros e no uso indiscriminado de seus recursos.
Viver neste século é, de certo modo, sobreviver às pressões e aos riscos que acompanham o progresso.
O avanço tecnológico amplia horizontes, mas também estreita zonas de intimidade.
Cabe à sociedade decidir se deseja apenas adaptar-se ou se pretende estabelecer fronteiras que preservem a dignidade humana.
A privacidade talvez nunca mais seja absoluta. Mas ainda pode, e deve, ser defendida como um valor essencial do indivíduo.
✍©️@MiriamDaCosta
Dias de chuva...
muitos dias chuvosos .
O sol tirou férias
São Pedro deixou o posto de controle
Baldes de água caem aleatoriamente
Diz o poeta :
A chuva veio para renovar
e levar embora tudo aquilo que faz mal
poeira, terra seca
calor intenso
Mas desta vez a chuva veio como inimiga
e tanta tragédia causou
Vítimas dos deslizamentos
das enchentes , dos destroços
Não podem esperar a tempestade passar
tem que aprender a dançar na chuva
Muitos voluntários
Os ajudam a acertar o passo
cada passo seja uma conquista
para um novo amanhecer.
********
"Ela sumiu… mas deixou um eco em mim."
Ela apareceu como quem não queria nada,
mas meu mundo inteiro quis tudo dela.
A franja nos olhos, a sombra no olhar,
o jeito de quem vivia em outro tempo
num silêncio que gritava mais que mil vozes.
Me mostrou a parte mais bonita do mistério o gótico, o calado, o profundo.
E eu, como quem encontra abrigo numa música, me escondi naquela presença.
Mas depois… sumiu.
Sem aviso, sem explicação.
E deixou uma pergunta que nunca calou
foi real ou foi miragem?
Hoje eu entendo.
Ela vivia duas versões dela mesma:
A que eu vi pura, densa, quase etérea.
E a que ela escondia talvez quebrada, talvez cruel, talvez com medo.
Mas não foi mentira.
Foi só um encontro entre dois mundos
eu procurando verdade, ela fugindo da própria sombra.
E mesmo com essa dor,
eu não me arrependo.
Porque ela me marcou
não só como alguém,
mas como ideia, como símbolo, como vento.
Agora, sou eu comigo.
Mais forte, mais alerta, mais inteiro.
E se um dia ela voltar,
vai me encontrar não como antes,
mas como alguém que não se perde mais em fantasmas.
