Me Deixa que hoje eu To de Bobeira

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Ela demonstrou tanto prazer de estar em minha companhia, que eu experimentei uma sensação que até em tão não conhecia de se querer bem, de se querer quem se tem. E ele me faz tão bem.

Todo dia eu consigo lembrar perfeitamente o jeito como você dizia “eu te amo” pra mim. Eu lembro como se fosse ontem. E isso machuca.

A tolerância é o que faz pessoas como EU conviverem com pessoas como VOCÊ.

"Desde que eu era criança, sempre soube disto: a vida nos danifica, a todos nós. Não há como escapar desse dano.
Mas agora também estou aprendendo isto: podemos ser consertados. Consertamos uns aos outros."

Eu não estou envolvido mas meu papo não faz curva. Moro, inabalavelmente, eu sigo em frente.

Eu não sou linear, eu não sou uma pessoa terminada, eu não quero rótulos nem roteiros prontos, não existe começo nem fim em mim. Eu existo. Não sou produto, sou só coração. Vivo em um meio que me parece eterno. Um meio que me faz escrever, ser e mudar a cada dia. Se eu começasse a escrever minha vida, seria assim: Eu sou reticências. Sou 3 pontinhos. Sou o não-dito. Sou emoção e desejo. Palavras são o meu antídoto. Anti-monotonia, anti mau-humor, anti todo o amor que não há.

Enquanto você paga de gatinha, eu me garanto como felina, porque não basta só miar, tem que saber arranhar.

Eu contemplo aquilo que ninguém observa, eu penso o que ninguém reflete, abraço o que sempre é desprezado, talvez seja porque quando mergulho não tento ficar na superfície sempre tento ir mais profundo. Pois os seres humanos buscam as resoluções de seus problemas na superficialidade, enquanto que, é lá no fundo que está o tesouro, e, lá no fundo poucos chegam. Mergulhe mais profundo, e veja as coisas como elas são e não como aparentão ser, enquanto isso, te aguardo lá!

Eu sou uma subjetividade, mas não sei o que sou a não ser naquilo que faço. Porque quando faço algo, eu me "re-conheco", isto é, eu conheço a mim mesmo de novo.

Eu sei que é difícil, eu sei que eu errei, mas ninguém é perfeito. Quando você puder me perdoar, eu irei te agradecer. Eu só queria uma chance para te provar o carinho imenso que sinto por você. Lembra daquela vez que corremos de madrugada pela calçada, gritando? Lembra quando fomos andar de bicicleta no parque e um garoto te olhou e te xingou, lembra o que fizemos com ele? São tantas lembranças inabaláveis, lembranças que eu jamais esquecerei. Você é minha, só minha melhor amiga, e não importa, eu te amo.

– Nossa, você mudou tanto.
– Claro, né, achou que eu ia ser otário pro resto da vida?

Eu não sou bom com todos e nem quero ser. Costumo desprezar quem não me traz nada de bom, e amar os que me fazem sentir especial.

Acha que me conhece realmente? Eu não me conheço! Como é que sabe que eu não sou diferente com outra pessoa?

Foi por sorrisos, troca de olhares, conversas jogadas fora, que eu me apaixonei. Eu não tenho mais tempo pra lembrar de quem me deixou triste, estou ocupada vivendo com quem me faz feliz.

Estou apavorada, mas eu não vou desistir
Eu sei que tenho que passar por este teste.

Eu diria: menina, amar a dúvida, o silêncio, a ingratidão, o fim, o atraso, a invenção, a lacuna, o pode ser, as hipóteses, a não resposta, a raiva, o absurdo, o não, a impossibilidade, o depois que foi, o antes de chegar, o difícil, o pode não, amar essas coisas, menina, é amar o mistério e não um homem.

Eu preciso reconhecer em cada manhã a preciosa oportunidade de encontrar prazer nos pequenos eventos do dia e ser feliz com mais facilidade.

Machado dizia, as mulheres são como maças, eu digo, as mulheres são como estrelas, cada qual com seu brilho, cabe ao homem aprender a voar para chegar até elas.

Explosões

"Não tenho nada a ver com explosões”, diz um verso de Sylvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito por mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.

Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo — ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.

Não tenho nada a ver com o mato, com o meio da selva, com raízes que brotam do chão e me fazem tropeçar, cair com o rosto sobre folhas e gravetos feito uma fugitiva dos contos de fada, a saia rasgando pelo caminho, a sensação de ser perseguida. Não tenho nada a ver com cipós, troncos, ruídos que não sei de onde vêm e o que me dizem. Não me sinto à vontade onde o sol tem dificuldade de entrar. Prefiro praia, campo aberto, horizonte, espaço pra correr em linha reta. Ou para permanecer sem susto.

Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.

Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.

Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.

Não tenho nada a ver com igrejas, rezas e penitências, são raros os padres com firmeza no tom, é sempre uma fragilidade oral, um pedido de desculpas em nome de todos, frases que só parecem ter vogais, nosso sentimento de culpa recolhido como um dízimo. Nada tenho a ver com não gostar de mim. Me aceito impura, me gosto com pecados, e há muito me perdoei.

Não tenho nada a ver com galáxia, mato, boate, a vida dos outros, os comerciais de TV e igrejas. Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto.

Minto, tenho tudo a ver com explosões.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Coisas da Vida. Porto Alegre: L&PM, 2003.

Eu acredito em desejos e na capacidade das pessoas em fazer um desejo se realizar. Acredito mesmo. Toda a vez que eu vejo um pôr-do-sol eu fazia um desejo em segredo um pouquinho antes do sol se esconder no horizonte. Parecia que o sol tinha levado meu desejo com ele. Eu fazia logo quando o ultimo raio de sol brilhava. E um desejo é mais que um desejo é um alvo, é algo que seu consciente e subconsciente podem tornar realidade