Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
Na faculdade a gente sempre tem aquelas aulas que se pergunta 'que diabos eu to fazendo aqui'. Foi isso que me perguntei quando vi na minha grade a matéria de psicologia. Pensando que seria uma grande perda de tempo, frequentei as aulas despretenciosamente. Confesso que não lembro o nome dela, mas é certo que nunca esqueci uma aula que ela deu sobre zona de conforto. Nós, seres humanos pensantes, estamos visivelmente acostumados a repetir hábitos diariamente. Acordar no mesmo horário, ver os mesmos programas, ir aos mesmos lugares, sentar na mesma cadeira e até a usar o mesmo banheiro. Usamos as mesmas marcas, mantemos os mesmos amigos, falamos sobre as mesmas coisas e reclamamos que nada muda. Pra mudar então, temos que sair da zona de conforto. Não sente naquela cadeira cativa, acorde em outro horário, diga sim quando normalmente diria não e veja a mágica acontecer. A gente tem na cabeça atitudes que estão no piloto automático e são elas que nos deixam presos na mesmice. Só que pra mudar, tem que ter coragem. Deixar o medo de lado e não fazer pre-julgamentos. É isso que faz a mudança. E aí, vai mudar o que hoje?
Suco de maracujá
A década era de 1980, o ano não lembro ao certo, eu era acordado por minha mãe todas as manhãs com o intuito de ir à escola, época de prova acordava mais cedo pra estudar. Meio que no automático eu levantava e ia para a mesa tomar meu café, me servia de café com leite e pão caseiro com margarina, na época chamava de manteiga, não tinha noção que a verdadeira manteiga era mais cara. Dificilmente aguentava tomar um banho que preste, quando somos crianças sentimos tanto frio, meio que só molhava o cabelo e vestia a farda azul da escola Instituto José de Anchieta de Bragança, pegava a merendeira e nunca sabia ao certo qual seria o lanche daquela manhã.
Junto com meus irmãos, já prontos, também seguíamos em caminhada com destino à escola, eu nunca fui só para a escola, já que fui o segundo filho a nascer, sempre tive a companhia do meu irmão mais velho nessa caminhada. Os demais irmãos se juntavam assim que alcançavam a idade de estudar.
O caminho pra escola era seguido de algumas brigas e brincadeiras. Cada parte do caminho tinha para a gente uma conotação especial. Chegado à escola nos dirigíamos as nossas respectivas salas. Ainda lembro das primeiras letras que consegui fazer e sempre ficava muito feliz com cada coisa nova que aprendia. Na hora do intervalo, todos as crianças tiravam de sua lancheira os lanches e faziam sua refeição, ali mesmo sentados na mesma mesa a qual estavam estudando. Naquele dia minha mãe colocara alguns biscoitos e suco de maracujá, após o termino do intervalo recomeçava a aula, o pensamento as vezes voava longe, dando asas à imaginação e dando continuidade àquilo que a professora acabara de falar. O término das aulas era anunciado, me juntava aos meus irmãos e fazíamos o caminho de volta, com as mesma estórias, as mesmas brigas, com o pensamento longe e a imaginação fértil, imaginação que apenas as crianças podem ter...
Mãe eu tô gostando dele,eu vou falar pra ele
Você vai ver
Mãe eu tô amando ele,e junto com ele vou dar só orgulho pra você
♪
Onde paramos?!
Talvez você não saiba dizer ao certo. Tô simples! eu também não sei.
As únicas certezas da vida é a morte e ciclo, que nem sempre é completo. Mas como saber o que anda acontecendo se as reviravoltas são escolhas, e as escolhas que fiz não causaram algo que, chamamos evolução.
Estive todo esse tempo sendo disciplinado e corrigido por uma sociedade em pedaços em um mundo fragmi!
Ele - Ei você! Tô te observando heim?
Ela - Eu?
Ele - É, você querida.
Ela - Ah okay, só quis confirmar..
Ela - Alô? Pôlicia? Tem um cara me observando!
Pronto para morrer oh maluco, não sabes de onde vem a minha lírica, até deves pensar que eu estou todo frito, mas pego em ti com este lirismo e faço-te um homicídio sem protagonismo!
O problema é que eu sou virginiano, as vezes o mundo já tá caindo e eu ainda tô pensando qual melhor lado pra cair cada pedaço.
Na madrugada é que eu me encontro... Faço planos, balanços e até amor... Me esculacho mesmo... De todas as formas e sentidos... Pois é assim que eu me acho... Noite afora...
Conversa estranha:
-Oi, tudo bom?
-tudo e você?
-eu tô também
-te procurei no face
-eu tô aqui
-eu queria te falar algo
-eu tô aqui
-eu sei mas eu queria trocar fotos, te dizer algumas coisas te chamar pra curti algumas coisas, comentar algo com você
-eu tô aqui
-tá tenho que ir, me procuuuura
-eu já te achei, você não tava aqui?
Eu tô pronto pro combate, então bati com força na cara da sociedade. Sem medo e sem receio, de dizer oque eu vejo, revelo mistérios, descubro segredos! Sinto o cheiro de política no ar, fechem as tampas dos esgotos não deixem eles passar, ratos engravatados continuam a roubar... O direito do cidadão de poder constestar. Quando isso vai mudar? Temos que acordar, começar a estudar, escolher o candidato, se bem que da no mesmo são todos farinha do mesmo saco.-Nando Medeiros
Que meu copo nunca seque, porque eu to no pique, sei que com a morte eu estou em cheque, peguei o uísque, e chamei ela pra mais um drinque.
Conta comigo, tô aqui pra ti, eu posso ser presunçosa, pretensiosa, presumida, imodesta, arrogante, metida, esnobe, vaidosa, egocêntrica, enfatuada, afetada, cabotina, todos esses sinônimos, mas na tua tristeza eu serei sempre protagonista pelos motivos nobres, porque ela também é minha
acho que pensei muito
acho que escutei demais
é verão e eu me sinto com frio
que merda tô fazendo? que merda tô dizendo?
eu posso sentir o gosto de algo se quebrando
eu posso te fazer esperar
mas você vai ir
eu sei a forma de amar você
e não é o que quero
eu espero que você nunca minta pra mim
por que estarei longe
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