Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
Oxalá que os meus inimigos soubessem que eu estou orando por eles, para que ainda em vida, Deus os torne Seus amigos.
Eu falei para você que tudo iria passar.
Agora voce está aí,
toda feliz.
A felicidade é consequência do amor próprio.
Eu devia te odiar pra sempre...mas ensinei o meu coração a não devolver maldade pra quem só me semeou maldade.... Não sei ser uma pessoa ruim... Eu só distribuo amor porque mora amor em mim.....
Talvez eu só não saiba ficar
Aprendi a me curar sozinha, a engolir o que doía e a continuar como se nada tivesse acontecido. Mas, no caminho, também aprendi a me afastar.
Quando não estou bem, desapareço. Fecho portas, levanto muros e me escondo dentro de mim. Não porque não queira ninguém por perto, mas porque me acostumei a acreditar que preciso conseguir sozinha.
E, às vezes, a solidão que um dia foi proteção começa a parecer uma prisão.
Carrego dúvidas, inseguranças e medos que nem sempre consigo explicar. Sinto-me presa em um túnel, caminhando sem saber onde ele termina.
Ainda assim, continuo desejando.
Quero mudar, conquistar, viver e construir uma vida que faça sentido para mim. Mas, quando as coisas ficam difíceis, algo dentro de mim se apaga.
Eu desisto.
E depois me culpo por ter desistido.
Durante muito tempo, pensei que não queria o suficiente. Afinal, quem realmente quer luta, insiste e persiste. Então comecei a questionar tudo:
Será que sou superficial?
Será que nunca amei verdadeiramente os meus sonhos?
Será que, se quisesse de verdade, teria força para continuar?
Mas talvez eu esteja sendo injusta comigo.
Desistir não significa necessariamente não querer. Às vezes, significa ter medo: de falhar, de não ser capaz, de tentar novamente e sentir a mesma frustração.
Talvez eu recue não por falta de desejo, mas por ainda não saber lidar com a distância entre aquilo que imagino e aquilo que consigo fazer hoje.
Até coisas simples parecem enormes, como tirar a carta de condução. E então penso:
“Se nem isso consigo, como vou conseguir tudo o que sonho?”
Talvez eu não seja o obstáculo. Talvez seja apenas alguém aprendendo a permanecer quando o caminho se torna difícil.
Talvez eu não precise de mais força, mas de mais paciência comigo.
Posso querer e ter medo. Posso cansar, cair e parar para respirar. E, ainda assim, continuar desejando.
Persistir talvez não seja nunca desistir, mas aprender a voltar:
depois do medo,
da frustração,
de um dia ruim.
Voltar para mim.
Talvez a pergunta não seja: “Será que quero o suficiente?”
Mas sim:
“O que acontece dentro de mim quando aquilo que quero exige que eu acredite em mim?”
Talvez seja aí que eu precise começar: aprendendo, pouco a pouco, a não me abandonar sempre que as coisas ficam difíceis.
O fim eu já sei; tudo que inicia, acaba... Agora, de que jeito é a caminhada, essa é a minha curiosidade.
Não temo o que ruge. Sou filho do silêncio que antecede o trovão. Eu tento apenas enxergar, no escuro, aquilo que me constitui, porque a noite já não me apaga nesse frio imensurável. Não peço abrigo ao mundo, pois sou feito da mesma matéria que o inaugura — sou, portanto, este mundo. Por isso, para mim, eliminar-se em nome da memória é apenas uma forma elegante de dizer que se suicidou.
O mundo me ofertou carro e dinheiro,
mas eu não quis,
é um saco ser carregado
e de que adianta eu ter tanto na minha casa,
se meu irmão não tem nada?
Quanta gente passando fome nesse planeta,
então prefiro aqui na Terra,
falar da mata e sua beleza,
prefiro apenas ser poeta...
Não ligo para luxo
e isso magoou o mundo!
"Eu fui tudo por você
e esqueci de mim."
Amar o outro não é se nular
e sim, se complementar: com respeito, confiança,
carinho e atenção.
Dizem que cada átomo no nosso corpo alguma vez foi parte de uma estrela, talvez eu não vá embora, talvez eu vá para casa.
"Quando eu sorrir pra você, junto com o sorriso eu envio carinho, paz, felicidade e meu desejo de que você realmente tenha um dia cheio de alegria, SORRIA..."
Eu vi.
Bem de longe, mas vi.
A sombra cansada,
o corpo fraco de lutar.
Vês o mundo
com olhos para os outros.
Mas quem vê o teu?
“Como eu não poderia amar minha mãe com todas as minhas forças?
Se o próprio Deus declarou que o amor de uma mãe é o amor humano que mais se compara ao Seu.
E, cá entre nós, Deus me deu o privilégio de ter uma mãe extraordinária. Foi ela quem escolheu um pai incrível e Deus me presenteou com irmãos maravilhosos.
Sou imensamente grato a Deus por essa família.”
Eu sempre acreditei que o amor era uma espécie de salvação, que, ao encontrá-lo, tudo faria sentido e as peças do quebra-cabeça da vida se encaixariam. Acreditei nisso com a pureza de quem ainda não havia sentido as dores que o amor também pode trazer. Minha avó, com sua sabedoria de anos, me dizia que ninguém é feliz depois de ter amado uma vez. Eu discordava, achava que o amor era algo eterno e puro, que jamais poderia ser fonte de infelicidade.
Mas hoje, com o coração mais marcado pelas experiências, começo a entender o que ela queria dizer. O amor, por mais bonito que seja, também é transformador — e nem sempre para o lado que esperamos. Ele nos faz crescer, sim, mas às vezes esse crescimento vem com dor, com perdas, com despedidas. E, depois de amar, nunca mais somos os mesmos. Não é que a felicidade se torne impossível, mas ela muda de forma. Ela deixa de ser aquela felicidade leve e despreocupada para se tornar algo mais maduro, talvez mais pesado, mas também mais profundo.
O amor me ensinou que sentir intensamente é também se expor à vulnerabilidade, às fraturas que podem nos fazer duvidar de quem somos e do que acreditamos. E, mesmo assim, eu continuo acreditando no amor. Não de forma ingênua como antes, mas com uma aceitação de que ele faz parte de quem somos, tanto nas alegrias quanto nas dores.
Minha avó tinha razão em parte — talvez depois de amar, nunca mais voltemos a ser os mesmos. Mas o que ela não disse, e que eu só descobri vivendo, é que essa transformação não precisa ser o fim da felicidade. Ela pode ser o começo de uma nova compreensão sobre o que é viver, sobre o que é sentir, e sobre o que significa amar com todas as suas cores — as claras e as sombrias.
Autora: Nayra Sousa
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