Me Deixa que hoje eu To de Bobeira
Se eu morresse amanhã?
E se eu virasse lembrança?
Se meu olhar não encontrasse mais o teu?
Se meu bom dia não existisse mais?
Se minha poesia fosse morta, como eu?
Se eu não lhe esperasse mais, todos os dias?
Se eu não pudesse mais te fazer bem, quando tudo vai mal?
Se eu não vivesse para presenciar um sorriso teu? Ele existiria?
Se eu não estivesse ao teu lado, para segurar tua mão?
Se meu perfume fosse somente lembrança? Seria tortura?
Meu beijo te faria falta?
Quem te ouviria por horas, só para te ver desabafar?
Quem riria do seu riso?
Quem preencheria essa vaga ao seu lado?
Eu preenchi?
Que de nós, sentiria mais saudade?
Como seria, dormir sem meu boa noite?
Se no seu mundo, eu não habitasse mais?
Quem cantaria para você sentir-se melhor?
Quem lhe escreveria poesias e canções?
Quem dançaria sem motivo, só para te ver sorrir?
Quem ficaria feliz em apenas ouvir teu riso?
Quem te conheceria, como eu?
Eu lhe faria diferença?
Eu posso não ser a amiga que você imagina que eu seria, mas sou a amiga que você precisa que eu seja.
Uma vez me disseram que sou forte, e parei pra pensar quando foi que eu decidi que ia ser assim. Nem reparei o momento em que blindei meu coração e determinei que certas coisas não o atingiriam mais, só sei que o fiz. E já passei por situações tão terríveis que quis morrer, mas suportei, me concentrando na ideia de que a dor sempre passa. E embora leve essa força aqui, a fragilidade a acompanha. Sou forte, mas choro. Não preciso esconder o que sinto, embora pareça mais seguro. Porque eu penso que a gente deve tentar, deve ir. Quem não vai não sente, não vive. Decidi: forte é quem não se esconde. Quem encara. Se já quebrei a cara por isso? Várias vezes. Mas acredito. Sempre! Não uma Fé cega, mas Esperançosa. Porque dentro de mim há sempre aquela mania de acreditar que todo mundo tem um lado bom. “Tem que ter algo bom, essa pessoa não pode ser essa merda toda”. Pode parecer loucura, mas eu penso com o coração. E coração não pensa. Quando vê, já foi. Já fui.
Necessidade
(30/09/2007)
Eu tenho uma necessidade intrínseca de entender tudo.
Preciso que tudo seja dito nos mínimos detalhes,
Para que eu entenda da forma real tal como ela é
E não da forma que eu quero que seja.
Porque, confesso, tenho uma tendência nata de entender tudo pelo meu próprio prisma.
A minha mente é fértil, muito fértil,
Então me bastam poucas palavras, gestos e atos
Para eu interpretar tudo à minha maneira,
Que nem sempre é a certa,
Que geralmente não é a certa.
Mas, provavelmente, é a que eu quero que seja...
Como já dizia Renato Russo:
“Às vezes o que eu vejo quase ninguém vê...”.
Assim acontece também comigo.
Vejo coisas em frases, em atitudes, em olhares...
Faço a minha própria interpretação
E tomo quase como uma verdade absoluta.
Isso é terrível!
Mas é assim que frequentemente sou.
Por isso é que aqui em casa eu sou conhecida como a menina dos “porquês”
Pois não há uma conversa, pergunta ou situação em que eu não entoe um “por quê?”.
E toda vez que se irritam com isso,
Eu logo explico:
É melhor que você diga realmente o que é do que eu interprete do jeito que eu quiser.
Sou naturalmente fantasiosa e romântica
Então uma simples palavra pode ser fatal para a minha cabeça.
Pode elevar o meu encanto ou destruí-lo por completo.
É terrível viver assim,
Mas é assim que eu sou.
Tenho essa necessidade irritante de entender,
Que ninguém entende...
Eu não a namoro por causa dos seus beijos; eu a namoro por causa dos seus pensamentos: os beijos são conseqüências dos seus belos pensamentos.
Ainda não sei ao certo se são as decepções que me perseguem ou sou eu que vivo atrás de ilusões. E é impossível não doer quando as melhores coisas da vida se mostram não tão boas. A gente cresce com uma visão de mundo que vai se modificando com o passar dos anos. Descobri tanta coisa que eu não queria, e tenho dúvidas que eu não suporto. Mas se me perguntam como eu tô, eu sempre digo que tô bem, porque é ainda mais difícil quando eu resolvo contar dos precipícios que a vida me joga. Tudo parece tão frágil agora, tão inconstante, e sempre tão passageiro. Não sei se sou eu ou o resto do mundo que é assim. Só sei que eu não tenho mais nada a perder, e não me consola pensar que não há mais erros a cometer porque não há mais ninguém pra me perdoar. É a condição da solidão absoluta. E mesmo que o acaso tenha me tirado muita coisa, no fundo eu sei que as mais importantes foi eu quem joguei fora. Ou não. Afinal, tudo é passageiro não é? Principalmente as ilusões. E se eu for pensar na verdade, no fim é só o que eu perdi, ilusões. Isso me faz acreditar que tudo vale a pena, por pior que seja o preço. Mas ás vezes eu não quero a verdade. Nem a ilusão. Eu só quero não doer inteira quando toda a verdade bonita que eu conservei durante longas estações se desfazem em tão pouco tempo. Talvez a verdade seja só uma teoria que eu entendi errado. Ou talvez não exista jeito certo de entender. Talvez eu nunca descubra e saia desse mundo com mais mil verdades doloridas e um alivío intenso de estar saindo dessa loucura que é tentar entender as outras pessoas. Porque no fim eu só vivo pra isso, pra tentar entender as coisas. E nem eu sei porque continuo quando sei que sempre vai acabar doendo.
Casa suspeita
talvez eu quisesse ser teu lado mais bonito
a parte da tua história mais repleta, plena
a coisa certa
de uma forma tão serena, tão doce
mas que ao mesmo tempo fosse
selvagem e obscena, violenta até.
que o ódio está sempre contido na paixão
e se eu tenho uma paz toda que me enfeita
trago uma casa suspeita dentro do coração
trago um crime que cometi ou que vou cometer
e jogo contra mim, jogo contra você
vivo do perigo de te fazer enlouquecer
no eterno dilema de ser e não ser
ando na beira do que pode acontecer
e morro de medo de te perder.
Antes eu achava que todo mundo era meu amigo. Um dia, depois de muito sentir um gosto amargo e horrível na boca, descobri que muita gente queria me ferrar. Sim, as pessoas querem (e vão, me desculpa, mas vão) te ferrar. Tem amigo que não suporta te ver feliz. Tem conhecido que não aguenta ver o teu sucesso. Tem amigo que não gosta de ver que o teu relacionamento está dando certo. Tem parente que sente um ciúme trouxa. Tem gente que não sabe o que é gostar. Tem gente que não respeita nada. Acredito no seguinte: o olho das pessoas que gostam de você sempre vai brilhar quando alguma coisa boa te acontece. Se ele não brilha, meu amigo, "há algo errado no paraíso".
É a verdade o que assombra
O descaso que condena
A estupidez o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes
O corpo quer, a alma entende
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos...
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