Me Ame quando eu menos Merece
O cuidado da justiça não se confunde com lentidão quando o que se policia é a capitalização da idoneidade do réu.
Há demoras que ferem, desgastam, humilham e fazem da espera uma segunda pena.
Mas há também cautelas que não nascem da morosidade: nascem do dever de impedir que a aparência de integridade vire moeda de blindagem moral.
Nem toda reputação limpa é prova de inocência, assim como nem toda acusação é prova de culpa.
A justiça, quando digna desse nome, não pode se curvar nem ao clamor que condena depressa, nem ao prestígio que absolve por antecedência.
Existe um tipo de distorção muito sofisticada no tribunal social e, por vezes, também no institucional: a transformação da idoneidade em capital simbólico.
Nesse jogo, o réu deixa de ser examinado pelos fatos e passa a ser protegido pela biografia, pelos títulos, pelos vínculos, pela imagem pública cuidadosamente lapidada.
Como se anos de respeitabilidade pudessem revogar a possibilidade de um erro, de uma violência ou de uma perversidade.
Como se o passado socialmente premiado pudesse sequestrar o presente sob investigação.
É aí que o cuidado da justiça se impõe como vigilância ética.
Não para punir a honra, nem para demonizar trajetórias, mas para recusar que elas sejam usadas como escudo automático.
Porque a idoneidade, quando convertida em ativo defensivo antes da prova, deixa de ser virtude e passa a operar como influência.
E toda influência indevida, mesmo revestida de bons modos, corrompe silenciosamente o ideal de igualdade diante da lei.
A pressa é perigosa, a reverência também.
Há réus que não são poupados por falta de provas contra eles, mas pelo excesso de símbolos a favor.
E isso exige uma justiça suficientemente séria para distinguir prudência de submissão, cautela de conivência e devido processo de complacência seletiva.
O verdadeiro cuidado não atrasa por fraqueza; ele examina com rigor para que nem o preconceito condene, nem o prestígio absolva.
No fundo, o que está em disputa não é apenas o destino de um réu, mas a credibilidade moral da própria justiça.
Porque toda vez que a idoneidade percebida vale mais que a verdade apurada, o processo deixa de ser instrumento de equilíbrio e passa a ser palco de hierarquias disfarçadas.
E onde a imagem pesa mais que os fatos, a justiça já começou a perder sua coragem.
Quem aluga a cabeça para Discursos Prontos, Frases Feitas e Verdades Fabricadas, quando tenta pensar, caloteia seus Inquilinos Intelectuais.
Talvez porque, no fundo, pensar de verdade sempre nos cobrou um preço muito alto: autonomia, coragem e responsabilidade.
E quem passa tempo demais terceirizando a própria mente se acostuma ao conforto do aluguel — ao luxo de repetir sem compreender nem se comprometer, de defender sem examinar, de acreditar sem investigar.
Assim, quando finalmente tenta pensar por conta própria, não encontra ideias, mas ecos; não encontra convicções, mas slogans; não encontra caminhos, mas trilhas já pisadas por multidões que também desistiram de pensar.
Mas os Inquilinos Intelectuais — aquelas perguntas antigas, as dúvidas legítimas, as inquietações que formam nossa identidade — voltam para cobrar o que lhes foi negado: espaço, voz e moradia na consciência.
E cobram com juros altos demais.
Porque não foram expulsos à força, mas abandonados à própria sorte, por preguiça, por medo e por conveniência.
E o calote, nesse caso, não é financeiro — é existencial.
É a dívida contraída quando se troca pensamento por manual de uso, reflexão por receita pronta, consciência por pertença cega a discursos que prometem tudo e não entregam nada, senão menos liberdade.
Pensar, então, deixa de ser tarefa e volta a ser risco.
Risco de desaprender certezas, de desmontar ilusões, de contrariar a própria bolha.
Risco de descobrir que a cabeça nunca deveria ter sido posta para alugar — porque aquilo que se aluga pode ser devolvido, mas aquilo que se entrega… se perde.
No fim, quem caloteia seus Inquilinos Intelectuais descobre que vive em uma casa grande, mas vazia, abandonada.
E que só há um jeito de recuperar o lar interior: desocupar a mente das verdades fabricadas e permitir que a dúvida — sempre ela — volte a habitá-lo.
Quem se precipita no infortúnio de renunciar à Liberdade de Pensar por conta própria, acaba assinando um contrato tão medonho que só se rompe tropeçando na graça de poder se questionar.
Que a Humildade Intelectual nos abrace!
Amém!
Quando a descuidada Vale do Rio Doce conseguiu tornar imbebível as águas de um rio, do qual quem bebeu jamais esqueceu, eu já suspeitei que ela era muito mal seletiva.
Mas quando ela fingiu indenizar uma parte da população valadarense, fingindo não ter aniquilado o Doce do Rio que também era da outra parte, ela aniquilou também a suspeição.
Há indignações que não nascem apenas do que vemos, mas daquilo que sentimos ser arrancado de todos nós.
Quando a lama tornou imbebível as águas de um rio cuja doçura acompanhou gerações, não foi só o sabor que se perdeu — foi a memória líquida de um povo, sua identidade, sua história escrita em correnteza.
Naquele instante, já não era preciso grande esforço para desconfiar da seletividade de quem, por dever, deveria zelar e reparar.
Mas o espanto maior veio depois, quando o teatro das indenizações começou a escolher rostos e CPFs, a dividir dores, a parcelar perdas como se um rio pudesse ser fatiado em zonas de sofrimento e leiloado por migalhas.
E ali, naquele gesto que soou mais como cálculo do que como cuidado, não foi apenas o Rio Doce que se viu diminuído — foi a própria confiança que secou…
Que foi para a lama.
Porque quando uma parte é acolhida apenas para que a outra seja silenciada, deixa de existir dúvida: o que se aniquila não é só o rio, mas o respeito que deveria correr com e como ele.
No fim, a indignação que sobra é também a que educa.
Ela nos obriga a olhar para além da superfície barrenta e perguntar: que tipo de sociedade permitimos construir?
E que tipo de humanidade ainda queremos salvar do fundo dessa lama contaminada que insiste em não decantar?
Quando no Templo das Virtudes, surgirem discursões conflitantes, ásperas e antagônicas, a energia circulante se negativará. Nestes casos cabe ao Venerável Mestre, sentado ao trono de Salomão, imediatamente suspender os trabalhos, evitando que o ambiente pesado possa causar danos irreparáveis a egregora da reunião, que é formada pela união dos irmãos presentes. Em seguida a só golpe, comandará de forma tríplice a saudação " Huzé ". Logo depois, reiniciará os trabalhos, mas em uma nova atmosfera, fraternal e harmônica com certeza e serenidade. Assim ensina a Lei.
Acompanho certos indivíduos com comportamentos bipolares, independente dos gêneros. Eles quando estão, eufóricos chegam a ultrapassarem todos os limites de ousadia pertinentes, algumas vezes me parecem seres geniais com uma intelectualidade muito além de qualquer padrão e sugerem novas idéias, que se aplicadas resolveriam vários problemas sociais e comportamentais do meio. No entanto, logo depois, afundam se dentro deles mesmo, desacreditando em tudo de maravilhoso, que haviam conjecturados e proposto, é o outro lado da moeda comportamental, a alienação e a depressão. A certeza que nenhum esforço vale a pena, que tudo está caótico e nada se pode fazer. A mudança de humor, muitas vezes acontece muito rápida. Quase imperceptível a quem ouve e vê.
Quando o ser humano perceber que a bola, ainda que chutada, agarrada, liberada, agredida e até acolhida, tem mais voz que o “livro mais vendido” e 'menos vivido do mundo', não haverá mais brigas nem trapaças no futebol.
Há algo de profundamente humano no destino da bola.
Buscada e tocada de todas as formas, e ainda assim continua rodando, unindo pessoas que, fora do campo, talvez jamais se entenderiam.
A bola não julga quem a toca. Ela gira para todos, sem distinção de credo, cor ou fronteira.
E é justamente nesse movimento, tão simples e tão leve, que mora uma lição que o ser humano parece ter esquecido.
Enquanto o mundo se curva diante do livro mais vendido — e, ironicamente, menos vivido —, a bola segue pregando seu evangelho silencioso: o da partilha, da alegria e da verdade do instante.
No gramado, não há espaço para disfarces; o que se é, se mostra.
A bola não aceita trapaças por muito tempo.
Quem tenta enganá-la, mais cedo ou mais tarde, tropeça no próprio engano.
Talvez, quando o ser humano perceber que a bola fala muito mais alto que muitos púlpitos, que seu giro é mais honesto que muitos discursos e que seu jogo é mais limpo que muitas pregações, o futebol voltará a ser o que sempre foi: um espelho do que temos de melhor.
E então, quem sabe, já não haverá mais brigas nem trapaças — apenas o som puro da bola correndo livre, leve e solta, ensinando em silêncio aquilo que tantos livros gritam sem entender.
Quando parte do povo tenta relativizar, a qualquer preço, a depredação cometida por adultos — e, em simultâneo, condena os protestos de estudantes, jovens e adolescentes — fica evidente que a metástase que assola nosso país não apodrece somente o Estado.
Talvez não exista caos comparável àquele que se instala na mente humana.
O simples fato de alguém aplaudir tamanha truculência já deveria constranger o caráter dos que se autoproclamam cidadãos de bem.
É um mau-caratismo sem precedentes: o mesmo “cidadão de bem” que se infla de certezas para absolver adultos que não sabem o que fazem, tentar condenar estudantes.
Um trisal tão nefasto — entre a Igreja, o Estado e seu Braço Armado — só poderia parir tamanha aberração.
Recordo de quando disseste para minha pessoa que nunca irias me deixar mais anos depois uma taça com meu sangue tomou, isso escrevo pois seu coração como labuzando me com seu sangue, que jorras de suas veias, meu coração e tolo minha mente fraca mais meus pesamentos iram mais longe que suas atitudes sabe porque? porque você já esta quase morta nesse chão banhado com nosso sangue.
E por que te amo tanto? E porque quando você passa um enorme sorriso se abre na minha boca? E porque me bloqueia se sabe que te amo?Não entendo, tem algo de errado comigo? Nem olha mais na minha cara, nem lembra mais que um dia esse "palhaço" já te fez feliz
O que você senti quando lê, diz muito mais sobre você do que sobre o poeta que dedilhou cada palavra lida...
Um passarinho estava voando pelos imensos céus,voando e voando,quando derrepentemente bateu-lhe aquela saudade do passado,ele havera de tomar uma decisão muito triste,que foi abandonar todos seus companheiros. Quando pensou em voltar,ouve uma tempestade,por ali o passarinho passou,horas,e mais horas esperando a tempestade passar. Quando estava voltando,muito cansado o passarinho continuou voando e voando... Foi então que ele chegou a terra onde viveu todos os seus melhores momentos,e aí se perguntou : '' - Onde há de estar todos os meus amigos '' ? Foi então que veio uma voz e lhe disse : Enquanto estavas voando num mundo de egoísmo e amargura estávamos nos preparando para viver em coletividade e alegria,então todos os seus amigos se prepararam para ser feliz,enquanto o passarinho por ali ficou,sem comida,sem água,sem casa,e sem companhia.
Quando fico muito tempo sem falar com você tudo parece perder o sentido,as cores perdem sua vida e ficam no preto e branco ,acordar fica deprimente ,um dia sem você é como se a terra sem seus mares e oceanos,como o ceu sem suas estrelas, a vida não importa mais, não se eu não tiver você.
.. Ok,
vou fazer o que posso, vou segurar as pontas, vou fingir alegria quando preciso for e enquanto for necessário, vou levar na brincadeira, vou brincar com meus problemas, vou fingir que eles nem existem. Me sinto bem embora o mundo lá fora me dê motivos pra chorar e me sentir reprimida. Ah, vai me desculpando aí, mas não nasci pra sofrer..
De certa forma, tudo parece entrar nos eixos quando te encontro. As respostas pairam e as perguntas cessam, como se tudo se encaixasse perfeitamente e de repente não houvesse motivos para duvidar.
Já não me interessam mais as curvas do caminho, resta-me apenas a rara certeza de que tudo é como deveria ser, antes não havia como, mas hoje nem quero evitar.
Quando os problemas surgem na minha vida
digo: estou de saída...
Não, não vou atrás de solução
vou pra longe da preocupação.
Fecho os olhos,
fecho os ouvidos
Problemas... comigo não
pra eles não dou ouvidos.
Minha vida...
posso não decidir quem por perto aparece
mas decido que nela permanece.
É engraçado como as pessoas reclamam de tudo... Quando tá frio quer calor, quando tá calor quer frio, quando tá em cima quer descer, quando tá embaixo quer subir... Mas por que em vez de ficar reclamando não começa a agradecer? Pois um dia você pode não ter nada nem para reclamar!
E quando em mim, não exergares mais
nenhuma pequena flama se quer.
Espere...
Entretanto, sempre há de surgir um vento
de ânimo ou uma brisa de renovação.
Pois,o vento que apaga uma vela, é o mesmo
que reacende uma fogueira.
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