Me Ame quando eu menos Merece

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Morte do Artista

Quando morre um homem,
a vida segue no sangue,
à sombra das gerações,
na memória que existe,
na existência suprimida,
no eco da lembrança que persiste.

Quando morre um artista,
seu corpo é palavra,
acorde metafísico,
sua ausência,
presença indomável.

E no silêncio do século
sua alma repousa
até que outra mão desperte o imponderável.

Sua obra vira fogo,
matéria inextinguível,
atravessa o tempo,
se faz eternidade.

A Crueldade da Poesia


A poesia me abriu o peito
e pediu meu sangue.
Quando a entreguei,
ela leu em silêncio, sorriu
e foi embora.


Fiquei ali,
com o coração pingando,
verbo amputado, sem sentido,
entendendo — tarde demais —
que a poesia não consola,
nem o poeta, nem a musa.
Poeta não é herói:
ela o consome,
o destrói.

O AMOR, QUANDO ELE CHEGA


I
O amor, quando ele chega,
altera o tempo e o clima,
transforma a rota do vento,
desloca o eixo da Terra
e o hemisfério se inclina.
II
O amor, quando ele chega,
organiza o caos infindo,
desmantela o imponderável,
rasga as vestes da razão,
e o que antes era utópico,
nas cordas do coração,
desamarra o improvável.
III
O amor, quando ele chega,
desperta o desconhecido,
faz oscilar estações
pra confundir os sentidos.
IV
E, nessa linha de sombra,
respira uma verdade fatal:
o amor, quando ele chega,
nos expõe à vil tragédia
que não raro é seu final.

Todo e qualquer projeto ao qual o homem se dedique está fadado ao fracasso quando confrontado com a complexidade do universo.

Onde moramos, onde desejamos viver — quando amamos alguém, esse alguém torna-se nosso lugar de repouso. A ausência seria o desespero de não ter para onde voltar. Assim eu sinto: ela é minha casa, meu lugar de morada. Não desejo outro canto, ainda que às vezes eu saia; sei que existe um lugar no mundo para o qual posso sempre retornar em segurança. Contudo, essa certeza também é conflitante: saber que, sem ela, meu mundo se perderia, sumiria junto com sua ida. Se um dia isso ocorrer, serei nômade, alguém em fuga, em profundo desamparo, à procura daquilo que já não pode mais ser encontrado.

Tudo o que amei, amei sozinho. A solidão é o estado original da alma quando ela não negocia consigo mesma. É nesse espaço sem plateia que o amor existe inteiro, sem função, sem utilidade, sem promessa. Só somos nós quando estamos sós. O resto é adaptação ao olhar alheio, ruído social, sobrevivência simbólica.
Sou um completo desconhecido para os outros. O que chega até eles são fragmentos, gestos toleráveis, versões aceitáveis. O essencial não atravessa. A identidade real não circula, não se presta, não se oferece. Ela permanece recolhida, densa, silenciosa. A alma humana não se deixa tocar sem perder forma.
Minha canção nasce no silêncio. No silêncio onde se cria o absurdo. Onde o impossível se organiza. Onde a palavra não explica, apenas existe. No silêncio onde se esconde o medo. O silêncio sustenta aquilo que não pede tradução, aquilo que não aceita clareza.
Essa é a autópsia da alma humana. Amar sozinho. Pensar sozinho. Existir sem testemunha. Permanecer inteiro longe da compreensão. O que importa não se anuncia. Não se justifica. Não se resolve. Fica. Em silêncio.

Quando o amor encontra seu lar, ali permanece, não por inércia, mas por escolha. Ele se acomoda nos gestos mínimos, na repetição dos dias, no reconhecimento silencioso de um no outro. Ficar não é fraqueza, é decisão cotidiana. O amor cria raízes, aprende o ritmo da casa, conhece seus ruídos, suas sombras e suas promessas.


O vento não chega de uma vez. Ele começa como estagnação, como descuido quase imperceptível, como a falsa segurança de que tudo está garantido. É a falta de escuta, a ausência de curiosidade pelo outro, o adiamento constante do cuidado. O vento é o silêncio que se prolonga, a palavra que deixa de ser dita, o toque que vira hábito sem presença.


A casa não cai por ódio, nem por grandes tragédias. Cai porque deixa de ser habitada por dentro. O vento apenas revela o que já estava frágil. O amor não acaba quando o vento sopra; ele se desfaz quando ninguém mais sustenta as paredes.

Quando dois "certos" acharem que um é mais certo que o outro, os dois estão errados.

Não te associes aos padrões da sociedade , a vida é mais leve quando és mais tu do que tentar viver na aceitação dos outros.

⁠De propósito quando
você pegar as tuas
cartas de Bacará,
Deixarei fotos só
para te desconcentrar,
E pensar que tem
coisa melhor na vida,
e de fato há,
que é vir me procurar
para a gente se achegar.

Você é emocionalmente inteligente quando escuta antes de reagir; responder é sempre diferente de reagir.

O poder, quando cai nas mãos erradas, não constrói. Ele corrói.
Corrói a alma. Corrói o caráter. Corrói a humanidade.

Estamos vivendo dias sombrios.
Enquanto líderes discutem o aumento do alcance de mísseis de longo alcance e o fortalecimento de arsenais nucleares, crianças morrem em silêncio — não por guerra, mas por fome.

Bilhões para destruir.
Centavos para salvar.

Eu sou um pobre mortal.
Não tenho exército. Não tenho poder. Não mando em nações.
Mas sei que vou morrer. E talvez seja exatamente essa consciência que falta aos que se acham eternos.

A vida é breve.
Breve demais para ser usada para alimentar ódio.
Breve demais para ser gasta defendendo crueldade.

Vi uma campanha da UNICEF:
“Com um real por dia você salva uma criança na África.”

Um real.

Há quem invista milhões para aperfeiçoar a morte.
Eu investi um real para proteger a vida.

Não vou salvar o mundo.
Mas se uma criança dormir alimentada por causa de um gesto meu, minha existência já fez sentido.

O que mais me assusta não são apenas os líderes que promovem a guerra.
O que mais me assusta são as pessoas boas que, por vaidade, por ideologia ou por conveniência, escolhem defender a maldade.

Parem.
Respirem.
Perguntem a si mesmos: que lado da história eu estou ajudando a escrever?

Porque um dia, quando tudo isso passar, não restarão discursos.
Restará a memória.

E a história será implacável.

Ela não lembrará quem acumulou poder.
Lembrará quem escolheu a vida.

MANCHETE DA NOSSA GERAÇÃO:
Em um tempo de armas apontadas para o mundo, alguns homens comuns escolheram apontar o coração para a humanidade.

Eu sou apenas um mortal.
Mas escolhi o lado da vida.

E você?

— Nereu Alves

Responsabilidade começa quando o erro para de ter desculpa.

Reflexão


Quando se faz as coisas como se fosse para Deus.
Não tem como dar errado,
porque Ele está ao teu lado,
conduzindo-te da melhor forma.

A arte da política é a arte do diálogo. Quando o diálogo é esvaziado seja por ofensas ou ameaças é sinal da ausência de repertório político. Em qualquer instância da vida, quando não há diálogo, não insisto e me afasto.

Se permitir que o seu país seja
chamado de qualquer coisa,
Não poderá se queixar quando
for tratado de qualquer jeito,
Serás lembrado como nada,
Porque o quê é tarde demais
sempre tem hora marcada.

Quando as capuchinhas
florescem coloridas,
Algo me diz que as fadas
e a poesia moram nelas,
Como voltasse a infância
o olhar fica investigando,
Mesmo que pelo caminho
que esteja passando
com o espírito de diversão
sem se preocupar
do que os outros vão pensar,
assim sigo a caminhar.


(Porque de ser feliz
jamais irei me poupar).

Quando a Pisang Hias Merah


com os cachos florescer,


Terei certeza de que de mim


você não vai se esquecer.


...


Florescem os belos buquês


de Rhododendron Brooke,


As respostas para os porquês


mais lindos nos teus olhos


foram capazes de me revelar:


Tenho todas as razões para amar.


...


A Periuk Kera Raja


o horizonte em feita


com os seus frutos,


Observando como


a ventania a balança


escrevo versos


cheios de esperança.


....


A Bunga Simpoh Ayer


floresceu esplendente,


É assim colocou o meu


coração todo sorridente.

Pedacinho do céu na terra
é o Jatobá magnífico
quando floresce no caminho
tal qual a noite de luzeiros
se enfeita para o mundo.


Para quem vir a ser lido
pelo olhar de festa vestido
para o coração sob as suas
mansas mãos ser rendido.


Enquanto o Sol e a Lua
da devoção amorosa
se erguem sobre aquilo
que une, funde e cria
uma ordem secreta.


Para fazer do mundo novo
ausente de preocupação,
blindados pelo amor,
e plantando árvores nativas ao redor.

Peroba-rosa que cobre
do Sol com a sua copa,
Tem tudo de memorável
quando dança a vento,
Não há ninguém que
faça romper por dentro
com aquilo que nasci,
cresci, aprendi e me
fez caminhar até aqui.