Matei Voce dentro de Mim

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⁠A vida é uma somatória de instantes existenciais cujo valor está vinculado à certeza da finitude e ao desejo da eternidade.

Clóvis de Barros Filho

Nota: Trecho de entrevista no programa “Provoca”, em 15 de outubro de 2024.

⁠Meu anjo sempre vai está lá.

Desde menino sempre sempre desejei estar próximo de um anjo
Na minha ingenuidade de criança nunca imaginaria que meu anjo da guarda me guiaria nos meus melhores sonhos e estaria lá de braços abertos me esperando.
Menino a nova Jerusalém e logo ali e está toda banhada de ouro cercadas de querubins
Me entristecia quando chegava tão perto dos portões e eles não se abriam
Nunca um só dia nas minhas orações desisti de estar ao menos um só vez Sempre desejei mal sabia que que minha alma não estava preparada para permanecer na Cidade santa
Ao longo das minhas jornadas andei pelo vale da sombra da morte sem entender que um anjo sempre me acompanhava
A juventude ia avançando até que encontrei e andei pelas ruas banhadas e adornadas de ouro mais nunca me aproximei de um espírito celestial
Cristo vive em meu coração e vi uma multidão de anjos louvando o cântico dos cânticos.
Só hoje eu sei onde os anjos estão e como puder me afastar
Nessa madrugada Deus me mostrou que os meus olhos sempre viram mais a fraqueza espiritual me chegou
Anjo eu sei onde te encontrar
Anjo eu sei onde te encontrar
Anjo eu sei onde te encontrar
Glória glória glória glória glória
Osana nas alturas Osana Osana
Louvada seja o criador do universo.



05/11/2024
03:07

⁠As vezes o silêncio é a melhor maneira de nos vermos como pessoa.
Pois dar um salto adiante e não saber regrá-lo é realmente muito desconfortável.

⁠O meu vazio me consome, me multiplicando a zero, anulando a minha resistência, me convidando a desistir da única possibilidade de continuar, sufocando os meus sonhos, me transformando em uma natureza nula, mas antes eu fosse algo negativo, porém a neutralidade me consome enquanto tento ser apenas positivo.

⁠Enquanto a vida se limita a uma sobrevivência constante perante o vazio existencial, escrevo poemas de salvação, meros aperitivos para o vazio que me cerca profundamente enquanto luto para marcar a minha existência sábia e inocente diante das possibilidades que apenas me enlouquecem, assim escrevo poemas, de salvação.

⁠Estou correndo intensamente nos corredores infinitos da neutralidade, buscando encontrar uma porta que me deixe ficar um pouco mais de tempo, do lado de dentro, dentro de mim, fora do vazio que me preenche, afogando a minha existência, me provocando a correr, atrás de portas, que me deixem entrar, só um pouco mais, antes de ser consumido novamente.

⁠Atualmente a minha existência se define perante os seus olhos sonolentos enquanto mergulho profundamente no vazio existencial da realidade tão cheia de vida, e assim se define os meus olhos despertos e atentos, focados em chegar do outro lado da porta, após esse infinito mergulho no vazio enquanto seus olhos dormem, dormem para não me ver mergulhar, no vazio, atrás da porta, do meu quarto quadrado, mais quadrado do que os teus pensamentos.

O ofício do homem sábio é ordenar.

⁠Eu tenho muito medo de ficar velho. Não idoso. Idoso eu sou.

Carlos Alberto de Nóbrega

Nota: Fala dita durante o podcast PodC, com Celso Portioli, em junho de 2023.

O castigo não vem a cavalo...vem de foguete!!!!

⁠Às vezes penso que a Lua Cheia é um buraco no breu espesso do Universo,
por onde Deus nos brecha e nos olha.

⁠Sempre brinquei com as coisas sérias.
Sempre levei à sério minhas brincadeiras.

⁠Uma aprendizagem cheia de significados, cores, gestos e progresso, é construída diariamente com pequenos passos.

⁠Seja a memória de bons momentos.

⁠Não há nada mais injusto, do que a falta de esperança em si mesmo.

⁠O sábio é um instrumento divino, pois sua sabedoria é um dom de Deus. Sejamos prudentes em Cristo e, com discernimento, ensinemos a fé cristã verdadeira.

⁠Cores
(a Cecília Burle)

Enquanto a gente é criança
Tem no seio um doce ninho
Onde vive um passarinho
Formoso como a Esperança.

E ele canta noite e dia
Porque se chama: Alegria.

Depois... vai-se a Primavera...
É o tempo em que a gente cresce...
O riso se muda em prece,
A alma não canta: espera!

E ao ninho do Coração
Desce outra ave: a Ilusão.

Mas esta, como a Alegria,
Nos foge... E fica deserto
O coração, na agonia
Do inverno que já vem perto.

Nas ruínas da Mocidade
É quando pousa a saudade...

Auta de Souza
Horto. LeBooks, 2019.

⁠Never More

I

Não te perdoo, não, meus tristes olhos
Não mais hei de fitar nos teus, sorrindo:
Jamais minh’alma sobre um mar de escolhos
Há de chamar por ti no anseio infindo.

Jamais, jamais, nos delicados folhos
Do coração como n’um ramo lindo,
Há de cantar teu nome entre os abrolhos
A ária gentil de meu sonhar já findo.

Não te perdoo, não! E em tardes claras,
Cheias de sonhos e delícias raras,
Quando eu passar à hora do Sol posto:

Não rias para mim que sofro e penso,
Deixa-me só neste deserto imenso...
Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!

II

Ah! se eu pudesse nunca ver teu rosto!
E nem sequer o som de tua fala
Ouvir de manso à hora do Sol posto
Quando a Tristeza já do Céu resvala!

Talvez assim o fúnebre desgosto
Que eternamente a alma me avassala
Se transformasse n’um luar de Agosto,
Sonho perene que a Ventura embala.

Talvez o riso me voltasse à boca
E se extinguisse essa amargura louca
De tanta dor que a minha vida junca…

E, então, os dias de prazer voltassem
E nunca mais os olhos meus chorassem...
Ah! se eu pudesse nunca ver-te, nunca!

Auta de Souza
Horto. Rio Grande do Norte: Editora Auta de Souza, 2000.

⁠...não há juventude sem meninice...

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia. Nacional, 1881

⁠Em verdade vos digo que toda a sabedoria humana não vale um par de botas curtas.

Machado de Assis
Memórias Póstumas de Brás Cubas. Rio de Janeiro: Typografia. Nacional, 1881