Matei Voce dentro de Mim

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Eu não sou a minha alma.

Ainda é inverno, mas o sol acaricia a pele da cidade e faz recortes de luz feito um mosaico. Andar por aí é como passear numa aquarela ainda fresca, suas cores dançando, nenhuma paisagem ainda definida. Primavera se ajeitando e carregando de vermelho as pitangueiras. (…) Como não estar feliz e ser grata por tanta beleza gratuita? (…) Estejamos prontos para as maiores delícias e saibamos receber amorosamente esta atmosfera suave.. todo o resto tem solução.

"Brinque, dance, cante, corra, beije, namore, tome banho de chuva, faça uma oração de agradecimento, voe nos sonhos e na vida, abrace demorada e intensamente, entregue-se à chance de fazer tudo o que é bom e o que faz bem. Viva!"

Elogiar a si mesmo desagrada a todos.

Sou uma criatura do mundo.

O tempo é o espelho da eternidade.

Enquanto estamos Presentes,as pessoas não dão valor... precisam perder para sentir, na dor da ausência, o quanto eram amados ...

Um sorriso inocente de uma criança toca até os corações mais rancorosos.

Na melancolia de teus olhos
Eu sinto a noite se inclinar
E ouço as cantigas antigas
Do mar.

Nos frios espaços de teus braços
Eu me perco em carícias de água
E durmo escutando em vão
O silêncio.

E anseio em teu misterioso seio
Na atonia das ondas redondas.
Náufrago entregue ao fluxo forte
Da morte.

A Filosofia deve dizer tudo.

Ser bom ainda é o melhor.

Ninguém atrapalha ninguém de viver; as pessoas são livres para ficar onde querem estar.
Se escolhem permanecer ali é porque seu coração pede e o ser humano, sábio, sempre ouve o seu coração independente que a razão grite o contrário; afinal a razão não tem coração mais o coração sempre tem razão.
O que geralmente acontece é que as vezes insistimos em ouvir a razão pensando em estar fazendo o bem para o outro, quando na verdade faria bem a si se ouvisse o coração.
Autor ``anônimo``

Foi um amor imenso, sem escolha, autoritário. Meu coração escolheu sem me auscultar. E o amor instalou-se, repentino como susto. Faltava-me garfo para lutar contra a paixão, e amei com desgrenhadas medidas.

Sempre que eu acordar, farei um pedido à Deus, que Ele me conceda forças para continuar, alegria para viver, luz para irradiar, paz para aconchegar, saúde para trabalhar e amor para compartilhar”... Porque a vida é feita de emoções, nós somos o reflexo do que diz o coração, somos a partilha de um bem chamado “imensidão”.

Só a loucura tem a virtude de prolongar a juventude, embora fugacíssima, e de retardar bastante a malfadada velhice.

Erasmo de Roterdã
ERASMUS, D. Elogio da Loucura. eBooksBrasil.com, 2002.

A vida é uma comédia onde cada um usa sua máscara.

A imagem pode ser a mesma que cada um ama à sua maneira.

A dor da ingratidão é pior que o fio de uma faca afiada, pior ainda é ver seu filho chorar por um pai que o deixou, e te deixar sozinha e ignorada, mesmo você tendo feito seu melhor papel. O de mãe amorosa, dedicada e que te protegeu das maldades do mundo!

A UM SUICIDA

À memória de Tomás Cabreira Júnior

Tu crias em ti mesmo e eras corajoso,
Tu tinhas ideais e tinhas confiança,
Oh! quantas vezes desesp'rançoso,
Não invejei a tua esp'rança!

Dizia para mim: — Aquele há-de vencer
Aquele há-de colar a boca sequiosa
Nuns lábios cor-de-rosa
Que eu nunca beijarei, que me farão morrer

A nossa amante era a Glória
Que para ti — era a vitória,
E para mim — asas partidas.
Tinhas esp'ranças, ambições...
As minhas pobres ilusões,
Essas estavam já perdidas...

Imersa no azul dos campos siderais
Sorria para ti a grande encantadora,
A grande caprichosa, a grande amante loura
Em que tínhamos posto os nossos ideais.

Robusto caminheiro e forte lutador
Havias de chegar ao fim da longa estrada
De corpo avigorado e de alma avigorada
Pelo triunfo e pelo amor

Amor! Quem tem vinte anos
Há-de por força amar.
Na idade dos enganos
Quem se não há-de enganar?

Enquanto tu vencerias
Na luta heroica da vida
E, sereno, esperarias
Aquela segunda vida
Dos bem-fadados da Glória
Dos eternos vencedores
Que revivem na memória —
Sem triunfos, sem amores,
Eu teria adormecido
Espojado no caminho,
Preguiçoso, entorpecido,
Cheio de raiva, daninho...

Recordo com saudade as horas que passava
Quando ia a tua casa e tu, muito animado,
Me lias um trabalho há pouco terminado,
Na salazinha verde em que tão bem se estava.

Dizíamos ali sinceramente
As nossas ambições, os nossos ideais:
Um livro impresso, um drama em cena, o nome nos jornais...
Dizíamos tudo isso, amigo, seriamente...

Ao pé de ti, voltava-me a coragem:
Queria a Glória... Ia partir!
Ia lançar-me na voragem!
Ia vencer ou sucumbir!...

Ai! mas um dia, tu, o grande corajoso,
Também desfaleceste.
Não te espojaste, não. Tu eras mais brioso:
Tu, morreste.

Foste vencido? Não sei.
Morrer não é ser vencido,
Nem é tão pouco vencer.

Eu por mim, continuei
Espojado, adormecido,
A existir sem viver

Foi triste, muito triste, amigo, a tua sorte —
Mais triste do que a minha e malaventurada.
... Mas tu inda alcançaste alguma coisa: a morte,
E há tantos como eu que não alcançam nada...


Lisboa, 1° de outubro de 1911
(aos 21 anos)

"Não perca seu tempo tentando se vingar de alguém que te fez alguma maldade, pois o que é ruim se destrói sozinho"