Marta Medeiros o que os outros Vao Pensar
A nossa dor.
Seca, sonho e desengano
vida que a fome destroça
nem parece ser humano
onde a lei faz vista grossa
e essa dor do africano
se confunde com a nossa.
Meu sertão.
É bem corrida a cidade
com aquela aglomeração
a comida é pela metade
é muita programação
pode até ter qualidade
mas prefiro a simplicidade
de uma vida no sertão.
Nosso povo.
O Brasil é cheio de falha
se dá bem quem é burguês
o nosso povo trabalha
mas quem recebe é vocês
pra gente só vem migalha
e pro rico só o que calha
é o grosso no fim do mês.
Eu sou.
Sou nordeste brasileiro
em cada palmo deste chão
sou a luz do candeeiro
que ilumina o coração
sou o sangue do vaqueiro
derramado no sertão.
A mesma seca.
Já chegaram aqui com pressa
não acharam um pé de flor
fizeram tanta promessa
em nome do Nosso Senhor
mas de lá ninguém regressa
e eu vendo uma seca dessa
vou seguindo a minha dor.
Minha seca, minha dor.
A seca vem atrevida
não respeita a nossa dor
que machuca a ferida
deste povo sofredor
quanto mais falta comida
mais aumenta o seu valor.
Isso é Brasil.
O nosso dinheiro sumiu
há tempo ninguém recebe
isso é a cara Brasil
não se come e não bebe
o meu prato está vazio
e o governo não percebe.
Terra seca.
Eu mesmo não me iludo
isso é terra renegada
a água vem de canudo
duvido ela ser filtrada
por aqui prometem tudo
mas não vejo chegar nada.
a mesma alma.
Nós temos a mesma graça
filhos do mesmo poder
corpo da mesma vidraça
que se quebra ao bater
a nossa cor traduz a raça
mas a alma conduz o ser.
Cuscuz de milho.
Eu como cuscuz com leite
com charque como também
com picanha no azeite
e carne de sol quando tem
com uma tripinha respeite
no coco ralado é enfeite
cuscuz com tudo faz bem.
Um olhar.
Quando a situação agrava
é bem difícil se sustentar
muitas vezes a língua trava
para o coração se expressar
só não conheço uma palavra
que fale mais que um olhar.
Aqui nasci.
Este aqui é meu destino
é onde me sinto bem
tenho sangue de Virgulino
e desse orgulho sou refém
aqui nasci... sou nordestino
e não nego pra ninguém.
Nordestino.
Isso é coisa da gente
por aqui tem que ser macho
do tipo que fala oxente
não tem medo de despacho
dá um gole na aguardente
e tira a pitomba do cacho
Forte... até quando?
Quando a esperança some
enfraquece o homem forte
se a dor machuca o nome
a alma quem sente o corte
quando seca traz a fome
a fome conduz a morte.
No amor verdadeiro, a liberdade é evidenciada. Não acontece aquela paixão doentia que tenta prender ou sufocar, te afastando de todos os teus familiares ou mesmo de seus amigos. Há o zelo necessário e não aquele ciúme obsessivo, que aprisiona ao invés de cuidar. No amor se liberta e não há prisão para quem de forma livre ama, e do outro não quer ficar distante.
Ser Nordestino.
Ser nordestino é ser
homem de grande valor
não reclama o padecer
planta paz e colhe amor
não tem medo do sofrer
e desconhece a própria dor.
Nosso povo.
Esse é o povo brasileiro
nordestino de verdade
que trabalha o ano inteiro
não ganha nem a metade
por aqui falta dinheiro
mas sobra dignidade.
"O amor é para ser esperado, cuidado, brindado. É, sobretudo, para ser dito/ouvido, ainda que nas “entrelinhas”.
"Que sejamos românticos e deixemos o coração “falar”, afinal precisamos dar-lhe um voto de confiança, ainda que sob os protestos da “Dona razão”. Só assim o amor não envelhece, reforma-se como construção, a cada dia."
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