Marta Medeiros Elegancia do Comportamento
Toda mulher é doida.Impossivel não ser.A gente nasce com um dispositivo interno que nos informa que sem amor, a vida não vale a pena
Quem me vê caminhando na rua, de salto alto e delineador, jura que sou tão feminina quanto as outras: ninguém desconfia do meu hermafroditismo cerebral. (...) Penso como um homem, mas sinto como mulher.
Os tamanhos das pessoas variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para você, quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri. É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade e até mesmo o amor.
Uma pessoa é grande quando ama o seu próximo, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, ao rejeitar seu próximo, a ser grato. O egoísmo, a falta de caráter, a falsidade apenas une os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho...
Por isso, reveja seus conceitos. Você pode não estar agradando a DEUS.
Nota: Trecho da crônica "A Fita Métrica do Amor".
A gente se apaixona é pelo jeito. O jeito de caminhar. O jeito de usar a camisa pra fora das calças. O jeito de suspirar no final das frases. O jeito de beijar. O jeito de sorrir. Vá tentar explicar isso.
Cheiro nordestino!
O nordeste é arretado
tem água doce de pote
beleza por todo lado
xaxado, baião e xote
pé de serra sanfonado
e um cheiro bem cheirado
nas dobrinhas do cangote.
É fácil dizer que ama alguém quando tudo está bem, quando o máximo que você tem que oferecer, para que tudo continue normal é atenção. Mas a verdadeira prova de amor não está em um “eu te amo”… Não está em um abraço,e nem em um beijo… A verdadeira prova de amor está quando continuamos ao lado da pessoa amada, quando tudo está mal, quando tudo desaba, quando o assunto acaba, quando fica difícil tirar um sorriso. A verdadeira prova de amor está quando, mesmo depois de tantas pedras, duas pessoas conseguem dar as mãos e dizer, obrigado por estar ao meu lado, quando na verdade nem eu me suportaria.
O futebol é tão mágico. Que em um País onde a discriminação da cor e da condição social são predominantes, ele possibilita o pobre ficar rico e o negro ser idolatrado.
Moça do nordeste.
Toda moça nordestina
anda de cabeça em pé
tem a beleza feminina
por não ser uma qualquer
tem a doçura da menina
e os encantos da mulher.
A vida é como que feita de fotografias. Algumas vivas, coloridas, emocionantes, outras amareladas, envelhecidas, esquecidas num canto, numa gaveta, numa caixa. A gente a vê passar bem diante dos nossos olhos, e no fim das contas essa vida acaba se resumindo em Ex’s.
Ex-amigo, ex-colega, ex-escola, ex-namorado, ex-amor, ex-paixão, ex-motivo de tristeza, ex-marido… Tudo muda. A vida corre, o tempo passa, o mundo gira, e tudo vira ex. E a gente vai superando, a vai suportando, vai esquecendo, deixando pra lá. E quando vê, já era. Já passou, já mudou, já ficou diferente.
O que antes tinha uma importãncia enorme, vai se tornando tão insignificante, vai virando uma poeirazinha que a gente, se não varre pra fora, deixa embaixo do tapete. E às vezes, deixa lá embaixo só pra saber que tá ali. Nem importa mais tanto assim, mas a gente não quer se desprender de uma vez.
Daí um dia, a gente cresce, acorda, faz uma faxina. Despreza tudo aquilo que não nos faz bem, que não acrescenta, e quando vê, se livrou inclusive do tapete!
E deixa pra trás, sem mágoas, sem ressentimentos. O tempo passou, e o passado tem um lugar pra ficar, e que não é no presente! E tudo vira Ex. Me reinvento, mudo, vou deixando tudo virar ex. Ex-tudo. E se preciso, até Ex-eu.
Essa Noite vai rolar;
Num acorde de uma guitarra,
e para aqueles que são do rock
eu saúdo todos vocês!
Beleza rara!
A beleza é coisa rara
tem a pura e tem a fina
tem a negra e tem a clara
todas que tanto fascina
mas nenhuma se compara
com a que tem a nordestina.
Primeiro dê valor à você, cuide de você, apaixone-se por você e somente depois que conhecer o real valor do amor, compartilhe-o com outra pessoa!
Ser pra ter!
O nordeste é uma beleza
mas a seca ainda racha
só Jesus na sua grandeza
nessa dor passa a borracha
e quem protege a natureza
nunca vai faltar na mesa
nem que seja uma bolacha.
Lá na infância
Qualquer pessoa que já tenha se separado e tenha filhos sabe como a gente se preocupa com a reação deles e procura amenizar qualquer estrago provocado por essa desestruturação. É preciso munir-se de muito respeito, delicadeza e amor para que essa ruptura seja bem assimilada e não produza traumas e inseguranças.
Muito do que somos hoje, do que sofremos e do que superamos, tem a ver com aquele lugar chamado "infância", que nem sempre é um paraíso. Por mais que tenhamos brincado e recebido afeto, é lá na infância que começamos a nos formar e a nos deformar através de medos, dúvidas, sensações de abandono e, principalmente, através da busca de identidade.
Por tudo isso, estou até agora encantada com a leitura de Marcas de Nascença, fenomenal livro da canadense Nancy Huston e que deixo como dica antes de sair de férias. O livro é narrado por quatro crianças de uma mesma família, em épocas diferentes, todas quando tinham seis anos: primeiro, um garotinho totalmente presunçoso, morador da Califórnia, em 2004. Depois, o relato do pai dele, quando este também tinha seis anos, em 1982. A seguir, a avó, em 1962, e por fim a bisavó, em 1944. Ou seja, é um romance genealogicamente invertido, começando logo após o 11 de Setembro e terminando durante a Segunda Guerra Mundial, mas é também um romance psicanalítico, e é aí que se torna genial: relata com bom humor e sem sentimentalismo todo o caldeirão de emoções da infância, mostrando como nossas feridas infantis seguem abertas a longo prazo, como as fendas familiares determinam nossos futuros ódios e preconceitos e como somos "construídos" a partir das nossas dores e das nossas ilusões. Mas tudo isso numa narrativa sem ranço, absolutamente cativante, diria até alegre, mesmo diante dessas pequenas tragédias íntimas.
A autora é bastante conhecida fora do Brasil e ela própria, aos seis anos, foi abandonada pela mãe, o que explica muito do seu fascínio sobre as marcas que a infância nos impõe vida afora. É incrível como ela consegue traduzir os pensamentos infantis (que muitas vezes são adultos demais para a idade dos personagens, mas tudo bem), demonstrando que toda criança é uma observadora perspicaz do universo e que não despreza nada do que capta: toda informação e todo sentimento será transformado em traço de personalidade.
Comecei falando de separação, que é o fantasma familiar mais comum, mas há diversas outras questões que são consideradas "linhas de falha" pela autora e que são transmitidas de geração para geração. Permissividade demais gerando criaturinhas manipuladoras, mudanças constantes de endereço e de cidade provocando um desenraizamento perturbador, o testemunho constante de brigas entre pessoas que se dizem amar, promessas não-cumpridas, pais que trabalham excessivamente, a religião despertando culpas, a política induzindo a discordâncias e exílios, até mesmo uma boneca muito desejada que nunca chegou às nossas mãos: tudo o que nos aconteceu na infância ou o que não nos aconteceu acaba deixando marcas para sempre. Fazer o quê? Em vez de tentar escapar de certas lembranças, o melhor é mergulhar nelas e voltar à tona com menos desespero e mais sabedoria. Todos temos nossas dores de estimação. O que nos diferencia uns dos outros é a capacidade de conviver amigavelmente com elas.
Certeza
Acusar sem ter certeza
é um ato indecente
é ferir a natureza
numa ação incompetente
é preciso ter cuidado
você pode ser julgado
mesmo sendo inocênte.
Toda mulher tem seu dia de confessionário e sempre escolhe a amiga errada para fazer o papel de padre.
Encontrei na simplicidade do teu sorriso todo amor e carinho que tentava encontrar naquilo que pensava que fosse grande.
