Marta Medeiros Elegancia do Comportamento
Um certo vaqueiro.
Vaqueiro bom não apronta
não perde noite em embalo
a sua amada não desaponta
e no romance não tem abalo
o prêmio vai para conta
e outra mulher não monta
na garupa do seu cavalo.
Shaolin.
Por um tempo o sorriso parou
e a tristeza nasceu florida
se Deus não te levou
é porque tem planos de vida
a alegria que você plantou
para sempre será colhida.
Seca grande.
A seca grande que vejo
não arreda o pé do chão
o vaqueiro em seu pelejo
para salvar a plantação
como é triste o sertanejo
ver morrendo o seu desejo
de viver no seu sertão.
VIDA SIMPLES.
Simplicidade não é pobreza
por isso existe a salvação
que reflete na beleza
do valor da oração
o luxo está na natureza
e a riqueza no coração.
Minha sorte.
Sou apenas um vaqueiro
no que faço sou capaz
eu também sou brasileiro
tudo aqui me satisfaz
posso até não ter dinheiro
mas eu sou rico de paz.
Fonte do sertão!
A cacimba é uma cultura
que tem na nossa região
tem a água limpa e pura
que brota em nosso chão
é a fonte da agricultura
que alimenta a plantação.
Plantar!!!
Se vê uma florzinha molhe
porque ela nos encanta
se não molha ela encolhe
e se encolhe não levanta
porque a gente só colhe
aquilo que a gente planta!
A beleza da mulher é algo que se estima!!!
Mas são atos e atitudes, que lhe transformam em obra prima.
Multi instrumentista...Lucy Alves.
No piano tem sentimento
no violino trás emoção
na flauta doce talento
dos acordes do violão
a sanfona é o seu rebento
e a voz um instrumento
que toca meu coração.
Camponesa...
Minha bela camponesa
minha musa preferida
Deusa de tanta beleza
jovem de alma polida
serás a doce princesa
do castelo da minha vida.
"Planejar a vida, ao contrário do que muitos pensam, não é uma forma de evitar emoção. É uma forma de deixar a porta aberta para que ela não precise arrombar você."
Sinto como se cada segundo contigo nunca fosse perda de tempo... E fico a imaginar e tentar contar cada dia de um possivel mês e o tempo se perde em meio a nós.
Simplesmente nós.
Que de simples nada tinha mas aconteceu.
O que fazer após tamanha constatação?
Sei q nao sabes e confesso nem eu.
Aprendiz de você.
Aprendiz de mim mesma.
De minutos em minutos enrolando pra dormir e pra levantar passamos por momentos hipersensiveis e especiais de olhares se cruzando e se gravando que fico a me perguntar se eramos realmente desconhecidas ha tao pouco tempo (?)
De minutos em minutos anseiando estar logo em casa e deitar em seus braços eu percebi o quanto esta paixão me domina, quão meu sorriso se afrouxa escancarado pra vc, quão leve é o clima até qnd o tom de voz muda, quão alto teus olhos gritam em momentos de mais puro silêncio, quão apressado é teu sorriso entre aberto ao não resistir cinco segundos de olhar fixo.
Entendi que Ele tem pressa sim. Ele tem pressa de te mostrar. Ele tem pressa de que eu entenda a felicidade que quer transmitir pelo olhar, pelo pensar, pelo desejar e quiçá por amar.
Seu sorriso te entregou!
Seu olhar me invadia e invade, é como se eu nao pudesse negar absolutamente nada por ja estar dentro de mim e enxergar por si própria.
Perco-me toda. Perco cada parte de minhas metades em sua presença.
Sinto como se cada segundo contigo nunca fosse perda de tempo...
Não confunda religião com fé. Religião é instituição. Fé é sentimento. Religião é missa, culto, sessão, oração decorada. Fé é gratidão, pedido, silêncio. Religião é uma casa. Fé é sentir que tem um lar.
Eu não queria sentir a saudade que sinto. Nem ter medo da frequência em que ela me visita antes de deitar. Será que é tão difícil tornar o beijo contínuo e a saudade passageira?Será que entre o hiato do amor e da saudade, não há como existir somente a alegria do vivido?
Mesmo andando de mãos dadas com a euforia de viver, algumas vezes, diante de certos sentimentos, me faltam palavras. Me faltam, pois tenho medo dos grandes sentimentos. Medo de senti-los, me acostumar com eles e, como quando o sol se cansa de iluminar a todos, ele se pôr. A verdade é que meu coração está preparado para amar, mas não para sentir saudade. Para beijar, mas não para deixar de ser beijado. Para ver as nuvens, mas não deixa-las me tirar a visão das estrelas.
Não há como negar que pensando nela corro contra o tempo. Busco sensações do passado, as encaixo na minha realidade atual e, como se fosse possível e saudável, crio cenários de viver isso novamente. É, definitivamente, eu não sei sentir saudade.
Sendo há um bom tempo turista dos amores alheios, faço caridade, guardo os meus sentimentos no olhar e aceno com os lábios, como quem diz que onde quer que a gente vá, que levemos o nosso coração. E eu sempre levo, pois, a gente só abre o coração dos outros quando abrimos os nossos. Sim, os nossos.
Então, mesmo com a saudade que insiste ser vizinha, se eu pudesse, continuaria tendo dois corações. Um para amar, e outro também.
Amores são como sapatos: os melhores são os que machucam. Quanto mais nas alturas eles nos elevam, mais duro é voltar a ter os pés no chão quando a festa termina.
Não é bem assim.
De que adianta viver rodeada de scarpins salto 15 se eles não foram feitos para dançar a noite inteira? E a história se repete. É descer do salto e andar de pés descalços sujeita a cacos de vidros no chão. Pois, é melhor correr o risco de se cortar do que parar de dançar, não é?
Sapatos (e amores), também precisam ser do número certo. Os maiores são frouxos, sobra muito espaço vazio, abandonam os pés e se fazem perder pelo caminho. Os menores apertam, sufocam, fazem sangrar e causam feridas pela falta de liberdade. De ambos os jeitos, exigem cuidado demais a cada passo para evitar tropeços no primeiro paralelepípedo. Dificultam a caminhada. Tornam impossível pegar a estrada e seguir adiante.
Não adianta se contentar com o “quase serviu”. Sapatos, assim como amores, não mudam seu jeito de ser só porque nos apaixonamos por eles.
Sapatos (e amores) precisam ser confortáveis, companheiros para enfrentar a caminhada junto. Precisam nos encorajar a trilhar um caminho leve, sem dor. Alguns se desgastam com o tempo, outros cedem e se rompem. Tudo bem. Aquele sapato (ou seria amor?) simplesmente não serve mais.
A busca hoje é esta. Por sapatos e amores que não machuquem e que nos levem cada vez mais longe.
“Como é que se diz eu te amo?” – Não foi só Renato Russo: Todo mundo, em algum momento da vida, já se fez essa pergunta. O amor pode se converter em palavras, mas em tantas outras coisas também. E –em se tratando de amor e afins – acho que as palavras se tornam obsoletas, inúteis, insuficientes. Até porque já me disseram ‘eu te amo’ de tantas formas.
Aquecendo meu café, saindo mais cedo pra me dar uma carona, me abraçando forte. Me fazendo cafuné. Elogiando meu cabelo. Me trazendo inspiração de presente. Me dando o lugar na fila quando eu estava apressada, segurando meus livros no ônibus quando não havia lugar para sentar, tomando minhas dores numa discussão, deixando-me à vontade em minha solidão quando precisei. Já recebi amor embrulhado pra presente.
Já me disseram eu te amo com um simples sorriso – e foi tão melhor do que aquelas três palavras. Já me trouxeram amor em forma de consolo, em forma de beijo, em forma de bronca. Incrível como o amor pode ter tantas formas e ser sensacional em todas elas.
Por isso é tão injusto culpar alguém por não conseguir converter o amor em palavras quando consegue convertê-lo em tantas outras coisas mais bonitas, mais sinceras, mais autênticas. É triste condenar aquele que não sabe traduzir o que sente em palavras quando é mais conhecedor do amor que tantos poetas habilidosos.
Em um mundo em que o amor é tão banalizado, em que dizer “eu te amo“ se transformou numa simples forma de puxar assunto, ser amado em silêncio é um privilégio – porque, curiosamente, a verdade do amor se revela melhor sem palavras. Pequenas gentilezas traduzem-no melhor que qualquer verso de amor exagerado. Ceder numa briga é mais belo que qualquer buquê de rosas vermelhas – que, em poucos dias, estará murcho e jogado numa lixeira.
Nesse mundo em que expressar-se deixou de ser uma necessidade para transformar-se em obrigação, aprender a respeitar o silêncio do outro faria bem às nossas relações. E aprender a ler o silêncio do outro faria bem à nossa alma –pois o silêncio pode dizer tanto se a gente tiver sensibilidade pra ouvir.
Cabe-nos parar de condicionar o amor a um milhão de versos, de verbos, de alianças, de declarações públicas clichês, de atitudes pré-concebidas. Valorizemos quem “nos ama calado, como quem ouve uma sinfonia.”Porque o amor genuíno tem um milhão de sentidos – cada um mais intraduzível que o outro.
Hoje eu queria falar de pressa, da urgência que temos das coisas e de culpa – culpa por não querer protelar as emoções. Na verdade, nesse momento, quero me ater ao discurso sobre o amor, ou melhor, à urgência que temos de amar, sem nos preocuparmos com julgamentos. De tanto amar errado, percebi que estamos muito mal acostumados com os padrões. Por exemplo: se conhecemos alguém, e em menos de 24 horas sentimos vontade de casar com essa pessoa, nos culpamos, pois aprendemos que mostrar interesse rápido por alguém nos faz perder o respeito do outro, nos faz parecer franzinos. Se nos encantamos no primeiro encontro, e saímos por aí divulgando isso aos quatro cantos, com um sorriso de fora a fora no rosto, somos precipitados, imaturos, iludidos. E é sempre assim: para a grande maioria, relacionamento só dá certo se um dos dois se faz de difícil. Teorias que não passam de teorias, apenas.
Não tenho tido muita paciência para ficar na fila do “mais do mesmo”. Talvez por isso tenho pedido menos conselhos, lido menos livros de autoajuda e me comparado menos com os outros. Levantei a bandeira, joguei a toalha, entreguei as cartas, saí fora dessa redoma que acha que felicidade é produto, que pode ser fabricada, que tem fórmula pronta – fórmula da indiferença, da cara feia, do nariz empinado.
Queria muito entender porque damos tanta importância ao que os outros pensam. Isso é cultural, eu sei. Vivi assim por anos. O que me intriga é ver essa seita com milhares de seguidores fiéis – milhares de pessoas que deixam de dizer ‘eu te amo’ porque isso só se pode dizer com o passar do tempo. Acho isso tão cruel: abafar felicidade. Acredito piamente que temos mais é que dizer as coisas no momento em que estamos sentindo. Sufocar emoção dói, angustia, nos traz um falso ar de superioridade – eu disse ‘falso ar de superioridade`. Deixar de dizer o que se sente não faz ninguém mais forte. Não existem argumentos para essa defesa. O problema é que pensar assim, sozinho, é complicado. Se o outro não entende e prefere dar valor a quem se faz de difícil, a quem deixa o ‘eu te amo’ entalado por tempos na garganta, é natural que você balance, titubei, chore, perca forças…Mas uma coisa é certa:nada dói mais que mentir pra si mesmo.
Preconceito não!!!
Nós não somos perfeitos
se alguém for levante a mão
temos deveres e direitos
como qualquer cidadão
então porque o preconceito
se pra Deus somos irmãos.
